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Olhares sobre a covid-19 por Camila Pastorelli

Itaú Cultural

Olhares sobre a covid-19 por Camila Pastorelli

Fotógrafa brasileira residente em Londres relata como a pandemia mudou o comportamento dos londrinos e os aproximou

 

Camila Pastorelli é a nona fotógrafa a participar da série Olhares sobre a covid-19, marco zero, idealizada por Cassiano Viana. Ela compartilha suas impressões e experiências vividas durante o isolamento. Relata suas inseguranças e medos ao se mudar para a Inglaterra neste período,

a preocupação com a família no Brasil e a interação com os vizinhos, que passaram a querer conhecer uns aos outros e a dividir os que estão passando

 

 

 

 

A partir do dia 19 de junho, o site do Itaú Cultural publica o depoimento e fotos feitas pela brasileira Camila Pastorelli retratando sua experiência em Londres, onde mora, nesse período de suspensão social. Ela conta que chegou de mudança na capital inglesa uma semana antes do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, declarar lockdown. Foi, também, testemunha de uma mudança comportamental entre os londrinos: a aproximação entre vizinhos, agora mais abertos a conversar e fazer novas amizades.

 

O material faz parte da série Olhares sobre a covid-19, marco zero, que apresenta, toda sexta-feira, perspectivas de fotógrafos dos 11 países mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus. Eles materializam, para além da técnica imagética, os seus sentimentos sobre diferentes realidades vividas neste período. Falam a respeito dos impactos, transformações e o cotidiano. As postagens funcionam como em um percurso geográfico de depoimentos: passaram pela China, França, Alemanha, Itália, Espanha, Brasil, Portugal e Áustria. Os relatos resultam de correspondências trocadas entre o jornalista Cassiano Viana, editor do blog About Light (https://aboutlightblog.wordpress.com/), no qual o público tem acesso a mais fotografias desses profissionais.

 

Camila relata que decidiu viver em Londres muito antes da pandemia, para colocar em prática um projeto com um fotógrafo britânico com quem trabalha há alguns anos e que não tinha mais como voltar atrás, mesmo sendo alertada pelo amigo. “Não tinha muito mais escolha, pois já havia saído do meu emprego na época, alugado meu apartamento em São Paulo e vendido várias coisas”, conta. Chegando lá, sentiu medo pelas notícias nos jornais do mundo todo e, como não saia de casa, não tinha uma perspectiva muito clara do que acontecia.

 

Com a quarentena, começou a fotografar seus vizinhos a dois metros de distância. Nesse processo, teve a impressão de que eles ficaram mais abertos a conversar. "Muitos me disseram que isso não é um comportamento comum dos britânicos com pessoas que eles não conhecem. Então, para quem acabou de se mudar para cá, esse foi um momento curiosamente de mais abertura para interagir com as pessoas", explica. "Mais de uma pessoa me disse isso aqui, que apesar da situação trágica da pandemia, as pessoas estão falando mais umas com as outras. Comentam que adoraram poder conhecer mais sobre os seus vizinhos”, diz. “Muitos moram no mesmo lugar há mais de 10 anos e nunca haviam tido uma relação além do bom dia.”

 

 

 

Itaú Cultural

Neste período de suspensão de atividades presenciais em sua sede, o Itaú Cultural está ampliando a produção de conteúdo para diversos públicos, como podcasts, cursos de EAD e vídeos, no site e redes sociais da instituição e na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Para acessar: www.itaucultural.org.br.

 

SERVIÇO:

Olhares sobre a covid-19, marco zero

Sempre às sextas-feiras, às 10h

Inglaterra: dia 19 de junho ­– Camila Pastorelli

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