Exposição "Sustentar o efêmero", do coletivo Rosa Choque
Exposição
- Nome: Exposição "Sustentar o efêmero", do coletivo Rosa Choque
- Abertura: 21 de março 2026
- Visitação: até 21 de junho 2026
Local
- Local: Sesc Ramos
- Evento Online: Não
- Endereço: R. Teixeira Franco, 38, Ramos – Rio de Janeiro, RJ
No Sesc Ramos, exposição Sustentar o efêmero destaca práticas coletivas femininas na arte contemporânea
Coletivo Rosa Choque propõe reflexões sobre memória, permanência e transformação em mostra selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar
O Sesc Ramos inaugura, em 21 de março, a exposição Sustentar o efêmero, do coletivo Rosa Choque — grupo formado por mulheres que desenvolvem pesquisas voltadas às relações entre gênero, memória, corpo, território e temporalidade. A mostra foi selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e fica em cartaz até 21 de junho, com visitação gratuita.
Inserido no circuito da arte contemporânea brasileira e vinculado ao espaço independente Ateliê397, em São Paulo, o grupo Rosa Choque busca desconstruir estereótipos que rondam a recepção de trabalhos de artistas mais velhas. Criado em 2020 como um grupo de acompanhamento e reflexão sobre processos artísticos, o coletivo consolidou uma metodologia baseada na troca crítica e no desenvolvimento conjunto de pesquisas, contribuindo para a ampliação das práticas colaborativas no campo das artes visuais.
Reunindo esculturas, pinturas, fotografias, instalações e assemblages, a exposição constitui um espaço de encontro entre nove mulheres artistas cujas investigações partem de experiências íntimas e coletivas para elaborar estratégias de sobrevivência simbólica e afetiva.
Ao ativar memórias em trânsito entre passado e presente, os trabalhos articulam ancestralidade, territorialidade e cotidiano, configurando um percurso sensível que se desdobra entre começo, meio e fim.
Práticas coletivas e poéticas do feminino
Em um contexto histórico no qual coletivos femininos têm reconfigurado modos de produção e circulação da arte, o Rosa Choque articula práticas colaborativas que atravessam cuidado, escuta e construção compartilhada de conhecimento. A exposição evidencia essa dimensão ao reunir poéticas que abordam identidade, espiritualidade, memória, território e o papel histórico das mulheres. Participam da exposição:
Edilaine Brum investiga identidade e memória por meio de pintura, escultura e assemblage, interessada sobretudo nas experiências fundantes da infância
Eliane Gallo cria instalações têxteis que articulam memória, corpo e espacialidade, inspiradas em práticas artesanais e imaginários femininos
Gersony Silva explora a simbologia das ondas como metáfora das fissuras da terra e do corpo feminino
Gessica Morais utiliza fotografia e elementos naturais para evocar espiritualidade e saberes ancestrais afro-brasileiros
Luciana Boaventura investiga memória afetiva e dimensões terapêuticas da matéria por meio de composições orgânicas feitas com aquarela
Ninetta Rabner articula desenho e arquitetura para conectar memórias entre geografias e tempos distintos
Raquel Fayad constrói imagens simbólicas com materiais naturais, evocando arquétipos femininos e processos de transformação
Rosa Grizzo utiliza têxteis e intervenções textuais para questionar o papel histórico da mulher e os mecanismos de apagamento simbólico.
Shirley Cipullo investiga camadas históricas e materiais do território, refletindo sobre memória e heranças coloniais
A curadoria da exposição é assinada por Juliana Monachesi, crítica de arte e curadora independente, e Thais Rivitti, curadora e diretora do Ateliê397, ambas com atuação relevante na crítica, na pesquisa e na difusão da arte contemporânea brasileira. Sofia Faustino atua como assistente curatorial.
A coordenação do coletivo é de Tania Rivitti, educadora, diretora do Ateliê397 e fundadora do Rosa Choque, cuja trajetória articula práticas educativas, curatoriais e feministas no campo das artes.
O projeto incorpora diretrizes de acessibilidade física, sensorial e comunicacional, incluindo audiodescrição, interpretação em Libras, prancha tátil e uso de linguagem simples nos textos curatoriais.
A proposta reforça o compromisso com a cultura do acesso e com experiências estéticas inclusivas.
Programa público e ações educativas
Como desdobramento da exposição, o projeto apresenta um programa público que amplia o diálogo com os visitantes por meio de encontros, mediações e oficinas.
Entre as atividades previstas estão:
21 mar., sábado, às 11h | Visita guiada pela exposição Sustentar o efêmero
21 mar., sábado, às 15h | Oficina de tear têxtil com materiais recicláveis, conduzida por Eliane Gallo, que propõe a criação de peças a partir de memórias de infância e do conceito de biografema
18 abr., sábado, às 14h | Oficina Instantes Efêmeros, coordenada por Raquel Fayad, que explora a transitoriedade do tempo por meio do desenho, do movimento e da experiência coletiva
SOBRE SUSTENTAR O EFÊMERO
Ao propor o efêmero como dimensão constitutiva da existência, a exposição convida o público a refletir sobre aquilo que desaparece, se transforma e permanece como vestígio. Entre memórias pessoais e coletivas, matéria e tempo, os trabalhos sugerem que sustentar o efêmero é reconhecer a fragilidade como força e a impermanência como condição vital.
Sustentar o efêmero foi desenvolvida e apresentada pelo coletivo Rosa Choque pela primeira vez em Itu, no interior de São Paulo, no Estúdio Extraordinário e no Centro de Estudos do Museu Republicano, em novembro de 2024.
SOBRE O ROSA CHOQUE
Artistas Rosa Choque, grupo vinculado ao espaço independente Ateliê397, um dos mais atuantes de São Paulo, reúne artistas, educadoras, colecionadoras e curadoras que, desde 2020, em reuniões quinzenais, discutem o papel das mulheres nas artes. Com coordenação da educadora Tania Rivitti, o grupo busca desconstruir estereótipos que rondam a recepção de trabalhos de artistas mais velhas. A pesquisa das artistas trata de temas como memória, impactos do crescente uso da tecnologia, violência contra as mulheres e outros corpos e a arte como cuidado de si (e do outro), contribuindo para a elaboração crítica do tempo presente.
SERVIÇO
Sustentar o efêmero
Exposição do coletivo Rosa Choque com curadoria de Juliana Monachesi e Thais Rivitti
Abertura: 21 de março de 2026, sábado, das 10h às 17h
Visita guiada: 21 de março, sábado, às 11h
Visitação: 21 de março a 21 de junho de 2026. Terça a domingo, das 10h às 17h
Entrada gratuita
@artes_rosa_choque
Sesc Ramos
R. Teixeira Franco, 38, Ramos, Rio de Janeiro. tel. (21) 4020-2101.
@sescramos