Exposição individual "A prole", de Darks Miranda
Exposição

Exposição individual "A prole", de Darks Miranda

Exposição

  • Nome: Exposição individual "A prole", de Darks Miranda
  • Abertura: 12 de março 2026
  • Visitação: até 30 de abril 2026

Local

  • Local: Galeria Sardenberg
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Travessa Dona Paula, 29, Higienópolis – São Paulo, SP

Darks Miranda apresenta exposição A Prole, na galeria Sardenberg


Nova individual reúne trabalhos que imaginam organismos e estruturas surgidas de um ambiente simultaneamente fértil e degradado



A galeria Sardenberg apresenta A prole, nova exposição individual de Darks Miranda, com abertura em 12 de março, quinta-feira. Com um conjunto inédito de trabalhos, a mostra aprofunda o universo visual e conceitual da artista, no qual esculturas e vídeo se articulam para imaginar formas de vida que emergem em um mundo atravessado por resíduos históricos e ambientais. A exposição é acompanhada por um texto crítico de Ricardo Sardenberg.


Darks Miranda constrói uma produção marcada pela mistura de linguagens e por um imaginário que combina ficção científica, cultura de massa e referências ao tropicalismo e à história cultural brasileira. Em suas obras, materiais diversos são reunidos em composições híbridas que evocam tanto processos de transformação quanto estados de contaminação e mutação.


Em A prole, esse vocabulário formal ganha um novo desdobramento. Composta por diferentes tipos de ovos em cerâmica e papel machê a exposição propõe refletir sobre ideias de geração, descendência e proliferação, imaginando as criaturas, organismos e estruturas que podem surgir de um ambiente simultaneamente fértil e degradado. As obras sugerem ecossistemas em que natureza, tecnologia e fantasia se entrelaçam, dando forma a um conjunto que oscila entre o orgânico e o artificial. A monotonia das formas ovais, além de servir à experimentação com texturas e cores, também nos impele a especular as diferentes formas de vida que podem irromper das fissuras que se abrem nas obras.


"As esculturas, majoritariamente ovais, evocam cascas, carapaças e formações minerais. Suas superfícies são densas, marcadas por fissuras, escorrimentos e incrustações que aproximam o orgânico do tectônico. Feitas de cerâmica, papel machê e fragmentos de asfalto e concreto recolhidos nos espaços urbanos, as peças incorporam materialmente uma São Paulo em permanente estado de soterramento de seu próprio passado, impulsionado pela especulação imobiliária. Não se trata apenas de representar a ruína, mas de metabolizá-la", descreve Sardenberg.


Segundo o curador Ricardo Sardenberg, a produção da artista se desenvolve em um território marcado por ambiguidades: para ele, as obras de Darks Miranda constroem um universo visual em que beleza, exotismo e artificialidade se contaminam mutuamente, questionando os imaginários culturais que moldam a ideia de identidade e de progresso.


Além das esculturas, a artista também apresenta um vídeo produzido apenas com found footage, material de arquivo, para compor o universo criado no espaço no expositivo.


Conhecida por uma prática que atravessa vídeo, performance e escultura, Darks Miranda constrói um imaginário que revisita criticamente narrativas de modernização e identidade nacional. Sua obra investiga as contradições de um projeto de progresso marcado por desigualdades sociais, exploração ambiental e disputas simbólicas.


Nos últimos anos, a artista apresentou trabalhos em instituições e exposições no Brasil e no exterior, incluindo instituições como o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (Portugal), Tate Modern (Reino Unido), Centro de Cultura Digital CDMX (México) e Centre Georges Pompidou (França). Mais recentemente, integrou a 14ª Bienal do Mercosul, além de ter recebido o prêmio PIPA em 2025.


Com A prole, Darks Miranda amplia esse repertório ao imaginar novas genealogias possíveis — criaturas e imagens que parecem emergir de um futuro incerto, onde vida, matéria e cultura se reorganizam continuamente.


No mesmo dia, 12 de março, a galeria Sardenberg também inaugura Problema meu, individual de Felipe Barsuglia em sua casa no número 29 da Travessa Dona Paula.


SOBRE DARKS MIRANDA

Darks Miranda (1985, Fortaleza. Vive e trabalha no Rio de Janeiro), é artista e cineasta. Em seu trabalho, que combina vídeo, escultura, performance e instalação, usa a montagem como procedimento e linguagem e investiga o imaginário da ficção científica do século passado para refletir sobre o fracasso do projeto ocidental modernizante e suas noções de futuro e progresso. Em seus trabalhos de vídeo, ela usa imagens de found footage emaranhadas em um processo de edição inventivo que brinca com a superposição e o excesso, criando composições e universos visuais em um meio termo entre ficção e realidade performática. Em seu trabalho escultórico, a natureza arqueológica é expandida, assim como a sensação de se habitar uma dimensão paralela: paisagens cenográficas são povoadas por seres forjados em materiais sintéticos como látex, resina, plásticos, pigmentos, tinta spray e, mais recentemente, matérias minerais como a argila e os esmaltes cerâmicos. Participou de exposições em instituições como Centro Internacional das Artes José de Guimarães (Portugal), Tate Modern (Reino Unido), Centro de Cultura Digital CDMX (México) e Centre Georges Pompidou (França). Mais recentemente, integrou a 14ª Bienal do Mercosul. Foi vencedora do prêmio PIPA em 2025.


SOBRE SARDENBERG E TRAVESSA DONA PAULA

Estabelecida no mercado de arte contemporânea do país, a Sardenberg —antigo Projeto Vênus— fomenta a cena artística de São Paulo por meio de colaborações e de um programa de exposição de artistas em plena atividade, muitos dos quais são representados pela galeria. 


O time atual conta com artistas que trabalham com mídias variadas como pintura, desenho, performance, escultura e instalações, como Allan Gandhi, Adriana Coppio, Adriane Gallinari, Camile Sproesser, Daniel Barreto, Darks Miranda, Felipe Barsuglia, Flora Rebollo, Fraus, Giulia Puntel, Janaina Wagner, Luciana Maas, Luiz Queiroz, Mirela Cabral, Pinky Wainer, Rafa Bqueer e Yan Copelli. 


A galeria foi fundada por Ricardo Sardenberg em 2020, às vésperas da pandemia de Covid-19. Em 2021, chegou à Travessa Dona Paula, em 2021, marcando o início da nova fase do local. Escondida entre a rua da Consolação e a avenida Angélica, na região central de São Paulo, a Travessa Dona Paula é uma antiga vila operária que Ricardo ajudou a transformar em polo de arte contemporânea ao convidar outras instituições para integrar a vizinhança. 


Hoje, a Travessa Dona Paula abriga espaços de arte como galerias comerciais, coleções particulares, espaços de artistas, editoras, residências artísticas e ateliês. Estão lá galerias como A Gentil Carioca, Zielinsky, Sardenberg, além da coleção moraes-barbosa (coleção particular), Ybytu (programa de residência artística), Ateliê397 (espaço independente de arte), Desapê (projeto dedicado a livros de artista e espaço expositivo), o selo Celeste (revista, selo de livros de arte e crítica e residência artístico-editorial) e a editora Piscina Pública Edições e o novo programa de residência artística casa onze. Em dezembro de 25, abriram as portas a Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo e a galeria Pórtico; em janeiro de 26, a Sardenberg inaugurou seu segundo espaço na vila. 


SERVIÇO

Darks Miranda: A prole


Abertura: 12 de março, quinta, das 18h às 21h

Visitação: 12 de março a 30 de abril


Terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 17h


Grátis


SARDENBERG

Travessa Dona Paula, 29, Higienópolis

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