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Exposição "Sandra Cinto: das Ideias na Cabeça aos Olhos no Céu" - passeio virtual em 360 graus pela mostra

Itaú Cultural - Avenida Paulista 149 São Paulo SP [estação Brigadeiro do metrô]

Exposição "Sandra Cinto: das Ideias na Cabeça aos Olhos no Céu" - passeio virtual em 360 graus pela mostra

Site do Itaú Cultural oferece passeio virtual em 360 graus pela mostra

Sandra Cinto: das Ideias na Cabeça aos Olhos no Céu

 

Mesmo com as atividades presenciais interrompidas, é possível visitar a mostra que apresenta um panorama dos 30 anos de trabalho da artista. Com um vídeo gravado em 360 graus, sem sair de casa, pelo site do Itaú Cultural, o público é conduzido pela própria Sandra em um mergulho em seu universo. Lembrando que outros vídeos e entrevistas com ela também estão disponíveis no mesmo endereço eletrônico para quem quiser acessar

 

 

A mostra Sandra Cinto: das Ideias na Cabeça aos Olhos no Céu, encerrada durante este período de recolhimento, junto às demais atividades presenciais do Itaú Cultural, pode ser visitada a partir de 6 de abril (sexta-feira) no site (https://www.itaucultural.org.br/). Com curadoria de Paulo Herkenhoff e presente em três andares da organização, a mostra foi transposta para o digital por meio de uma câmera 360 graus, que dá liberdade para o visitante se mover livremente pelos espaços, tendo uma visão completa da exposição.

Em aproximadamente cinco minutos de vídeo, o público virtual é conduzido pelos três pisos do espaço expositivo, podendo escolher para qual eixo da mostra pretende olhar enquanto a própria artista comenta o processo de construção da curadoria e a seleção que faz uma panorâmica de 30 anos de sua produção. Ela comenta, ainda, o seu processo de criação e referências, deixando-se também, por vezes, perder-se em devaneios, transbordando seu lado poético e sensível.

Para a realização desta visita online, o Núcleo de Audiovisual e Literatura da instituição se baseou em textos e entrevistas da artista. Neste diálogo entre o seu pensamento e o visitante, por meio da tela, por exemplo, foram exploradas pausas mais longas em determinados espaços e elaborada uma paisagem sonora, com sons de água, proporcionando uma verdadeira imersão em seu universo.

Neste recorte audiovisual, Sandra fala sobre a importância da educação em sua obra e descreve o espaço como um ambiente amoroso. "Penso que o desenho é a linguagem principal na minha obra", afirma. Ainda em diálogo com sua produção, ela promove uma reflexão: "Propor hoje um trabalho que precisa de tempo é nadar contra a corrente dessa loucura que virou a vida cotidiana em que tudo é para ontem. Tempo é uma das coisas mais preciosas que temos e o que nós fazemos com o que nós temos de mais precioso?”, finaliza, dando margem para que o público construa com ela sentidos e significados para as obras.

Com a programação suspensa desde o dia 17 de março em razão da pandemia do coronavírus, a organização tem intensificado a produção de materiais e conteúdos pensados para toda a família, ampliando a produção de conteúdo para diversos públicos, como podcasts, cursos de EAD e vídeos, no site e redes sociais da instituição e na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Para acessar: www.itaucultural.org.br.

Para saber mais sobre Sandra Cinto, veja também no site do Itaú Cultural:

O Universo Poético da Obra de Sandra Cinto e a Biblioteca do Amor
https://www.itaucultural.org.br/conheca-os-cadernos-do-professor.

“A obra deve dialogar com a arquitetura e com o entorno”, diz Sandra Cinto (https://www.itaucultural.org.br/secoes/entrevista/a-obra-deve-dialogar-com-a-arquitetura-e-com-o-entorno-diz-sandra-cinto)

Exposições fechadas, conteúdos disponíveis: saiba mais sobre Rino Levi e Sandra Cinto (https://www.itaucultural.org.br/acesse-conteudos-sobre-rino-levi-e-sandra-cinto)

 

Itaú Cultural 
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EXPOSIÇÃO NO ITAÚ CULTURAL REVELA A REDE DE AFETOS DE SANDRA CINTO EM SUA OBRA

 

Entre terras e águas, mares e cosmos, além de referências históricas e contemporâneas, a trajetória iniciada por Sandra há 30 anos tece um caminho pessoal que passa pelo afeto, como revolução íntima, e permeia relações com artistas de todos os tempos em um diálogo de gerações na busca do lugar da arte no espaço social e coletivo. A primeira grande mostra do ano no Itaú Cultural apresenta este trabalho e seus cruzamentos em quase 200 peças, algumas nunca vistas.

 

Sandra Cinto: das Ideias na Cabeça aos Olhos no Céu abre no dia 11 de março (quarta-feira), no Itaú Cultural, e segue até 3 de maio (domingo). A mostra se estende pelos três andares do espaço expositivo do instituto e tem curadoria de Paulo Herkenhoff, que batizou cada piso de acordo com o espírito do conjunto ali exibido: Chuva, no -2, para começar do andar de baixo para cima; Garoa, no intermediário (-1), e Neblina, por fim, no mezanino. Em um total de cerca de 200 peças(consulte a lista aqui), além de suas obras e projetos, alguns relacionados com a educação, o público encontra outros trabalhos de artistas e intelectuais com os quais ela dialoga.

 

Em um arco temporal formado pelos três andares dedicados às exposições no instituto – cada um subdividido por núcleos –, o visitante tem contato com a essência da produção da artista e de sua evolução criativa. Traçando uma espécie de panorâmica que perpassa 30 anos de dedicação à arte, navega-se entre desenhos, pinturas, esculturas, vídeos, livros de artista e projetos de arte pública.

 

Vale começar o percurso, por sugestão do curador, pelo piso -2 (Chuva) onde ensaios testam a corporeidade que Sandra Cinto pretende conferir à arte. É o início de seu processo criativo, entre projetos, estudos, maquetes e anotações que apresentam o método de trabalho da artista em múltiplas faces e elementos de sua agenda, como a educação. O andar seguinte, o -1 (Garoa) reúne desde seus delicados desenhos iniciais às primeiras pinturas de céus e nuvens também entre os primeiros objetos executados por ela – pinturas, caixas, experiências sensoriais e referências históricas – e a complexidade material de suas obras.

 

Por fim, no piso M (Neblina) chega-se ao cosmos e céus da artista e sua visão poética do universo. Este andar é praticamente tomado por Nós somos poeira de estrela, todos nós somos Luz, um site specific que ela executou durante a montagem da exposição. Vale observar que, neste período, ela também pintou com estrelas e cores azuis, o banco de concreto situado na fachada do instituto, ao ar livre na avenida Paulista.

 

“Vejo esta mostra não como uma panorâmica ou retrospectiva, mas sim como uma exposição de meus afetos, diálogos e relações com trabalhos de outros artistas”, observa Sandra. Para ela, a verdadeira revolução passa pela afetividade, pela educação e pelo acolhimento e isso se vê em todo o seu percurso artístico. Não há dissociação entre o processo de ensino e aprendizagem em sua carreira artística.

 

Quem conhece a produção de Sandra Cinto logo pensa em imensas ondas formando mares agitados ou imensos céus estrelados que ela pinta, pacientemente, com caneta de tinta permanente. Quem for ver a exposição, no entanto, constatará que o seu arco é muito mais extenso. Uma das obras nunca vistas pelo público brasileiro é o seu próprio braço esculpido em alabastro branco como nos tempos de Michelangelo, sem nenhuma relação com as atuais reproduções em 3D. Ele foi realizado durante seis meses, entre 2015 e 2016, por especialistas do Graphicstudio, da Universidade do Sul da Flórida (EUA), para onde a artista havia sido convidada a executar algum projeto, e um escultor contratado da Filadélfia. Esta peça acaba de ser incorporada pela Coleção Itaú Cultural de Arte.

 

Outro projeto nunca visto no Brasil é The Great Sun, realizado em 2016 com alunos e alunas da Public School 56, localizada no Bronx, em Nova Iorque (EUA). Na exposição são exibidos os estudos de composição, amostras de azulejos, maquetes, teste de cores e referências para esta obra cujo resultado é um mural de azulejos que forma um enorme e radiante sol. “A escola deve ser, em qualquer lugar do mundo, um grande sol, mesmo nos dias em que não há sol, no sentido mais completo da palavra”, afirma a artista, para quem a educação é parte indissociável de seu fazer criativo.

 

A sua relação com outros artistas está patente na exibição de uma série de obras que foram referência para ela ou que dialogam com o seu trabalho. Entre elas, Festa de São João em Ouro Preto, 1961, de Alberto da Veiga Guignard; Azulejos da igrejinha Nossa Senhora de Fátima, 1958, de Athos Bulcão ou A Grande Onda de Kanagawa, 1829-1832, xilogravura sobre papel washi, de Katsushika Hokusai e uma clara inspiração para ela.

 

Há muitas peças de mulheres nesta mostra, em uma relação de gerações, mestras e alunas. Por exemplo, Projeto para 1.001 Dias (bordados), feito por Regina Silveira, que foi sua professora, e uma acrílica sobre tela, Sem título, de 1990, assinada por Ana Maria Tavares, também ex-aluna de Regina. Há, por sua vez, obras de artistas que foram ensinadas por Sandra, como Lia Chaia de quem é apresentado Setamanco, de 2009.

 

Não faltam, evidentemente, os mares, céus e cosmos de Sandra Cinto. “O céu da artista se faz por camadas espaciais. Estão ali o céu de nuvens da Terra e os pontos remotos de um universo imaginário, cujos confins a ciência mal começa a conhecer”, aponta Herkenhoff. “Ali, uma instalação em espaço tridimensional curvo indica que a Terra é uma esfera, opõe-se à teoria obscurantista da terra plana”, continua o curador para quem ela leva a grandeza inimaginável do cosmo ao entendimento das pessoas comuns. “Converte os visitantes em exploradores do universo, em cosmonautas poéticos a caminho da consciência ecológica de uma humanidade mais responsável”, completa.

 

 

Acessível a todos os públicos

Garantir acessibilidade a todas as suas atividades é um dos grandes motivadores do Itaú Cultural. Nesta exposição, cada andar apresenta piso e obras táteis, audiodescrição, vídeoguias, e audiovisuais com interpretação em Libras, de modo a que os visitantes cegos e surdos possam apreciar o trabalho da artista. Pelo menos 18 áudios e sete objetos táteis, assim como os pisos e o mapa descritivo de cada andar e mobiliário projetado para facilitar a movimentação de cadeirantes permitem o acesso de todos os públicos aos três pisos do espaço expositivo do Itaú Cultural, que abrigam Sandra Cinto: das Ideias na Cabeça aos Olhos no Céu.

 

 

Sandra Cinto: das Ideias na Cabeça aos Olhos no Céu
quarta 11 de março de 2020 até domingo 3 de maio de 2020

abertura
quarta 11 de março de 2020
às 20h

visitação
até domingo 3 de maio de 2020

terça a sexta 9h às 20h (permanência no espaço até as 20h30)
sábado, domingo e feriado 11h às 20h
piso 1, -1 e -2

[livre para todos os públicos]

 

Itaú Cultural

Endereço

Avenida Paulista 149 São Paulo SP 01311 000 [estação Brigadeiro do metrô]

Contatos e informações extras

11 2168 1777