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Exposição “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”

Simone Cadinelli Arte Contemporânea - Rua Aníbal de Mendonça, 171, Ipanema

Exposição  “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”

Simone Cadinelli Arte Contemporânea apresenta a exposição

 

“Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”

 

Pela primeira vez, desde que começou a pandemia, a galeria irá abrir ao público. De julho a setembro foram realizadas exposições na vitrine voltada para a rua, replicadas no site, enquanto a galeria permanecia fechada. Agora, seguindo todos os protocolos no combate ao Covid-19, a galeria começa uma nova etapa, reunindo obras de 21 artistas que poderão ser vistas pessoalmente pelo público, na mostra que é o terceiro e último desdobramento da reflexão iniciada em julho: “Como habitar o presente?”

 

Simone Cadinelli Arte Contemporânea, Ipanema, Rio

13 de outubro de 2020 a 16 de janeiro de 2021

Curadoria: Érika Nascimento

Entrada gratuita

 

Simone Cadinelli Arte Contemporânea, irá inaugurar, a partir do próximo dia 13 de outubro, o terceiro e último “ato” da exposição “Como habitar o presente?”, realizada em sua vitrine e virtualmente, no site, em dois momentos anteriores, entre julho e setembro. Desta vez, o “Ato 3 – Antecipar o futuro” irá ocupar, com obras de 21 artistas, toda a galeria, que será, pela primeira vez aberta ao público desde o anúncio da pandemia. A curadora Érika Nascimento comenta que, “após sete meses em que a galeria esteve fechada, esta exposição marca ao mesmo tempo este momento de reabertura e a finalização desta reflexão tríplice temporal, com obras de 21 artistas em diferentes suportes e linguagens, como fotografia, vídeo, instalação, pintura e objetos”.

 

O público poderá ver ainda pessoalmente os 29 vídeos dos 27 artistas que fizeram parte do Ato 1 e do Ato 2, exibidos de julho a setembro na vitrine da galeria e em seu site. Os vídeos integrarão o Ato 3, que assim engloba os três momentos, somando, ao todo, 62 obras. A exposição também poderá ser vista no site da galeria [https://www.simonecadinelli.com], agora como um tour virtual 3D (viewing room).

 

A curadora Érika Nascimento explica que este terceiro ato “a princípio habitaria o lugar de uma expectativa para um presente-futuro, e agora reforça o momento em que desejamos: antecipar o futuro, estabelecer rupturas, utopias e compartilhar sonhos”.

 

Em “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”, o público verá os trabalhos dos artistas Agrade Camíz (Rio), Agrippina R. Manhattan (São Gonçalo, Estado do Rio), Caroline Valansi (Rio), Claudio Tobinaga (Rio), Denilson Baniwa (Mariuá, Amazonas), Efe Godoy (Sete Lagoas, Minas), Fernanda Sattamini (Rio), Fernando Brum (Rio), Franklin Cassaro (Rio), Gilson Plano (Goiânia), Isabela Sá Roriz (Rio), Jimson Vilela (Rio, vive em São Paulo), Leandra Espírito Santo (Rio, vive em São Paulo), Márcia Falcão (Cabo Frio, Estado do Rio), Pedro Carneiro (Rio), Rafael Adorján (Rio), Simone Cupello (Niterói, Rio de Janeiro), Stella Margarita (Treinta y Três Uruguai, radicada no Rio), Virgínia Di Lauro (Barra do Choça, Bahia, vive e trabalha em Porto Alegre), Vitoria Cribb (Rio) e Yhuri Cruz (Rio).

 

 

 

 

CUIDADOS CONTRA O COVID

Para garantir o conforto e a segurança do público, a galeria vai seguir todos os protocolos no combate ao Covid-19:aferição de temperatura, tapetes sanitizantes, uso obrigatório de máscaras de proteção, álcool em gel, além de restrição ao número de visitantes, que será de no máximo três pessoas por visita.

 

DESTAQUES DA EXPOSIÇÃO

Logo na entrada da exposição estará um letreiro luminoso da artista Leandra Espírito Santo com a frase “Eu só existo na terceira pessoa”. O final do percurso igualmente é sinalizado por outra frase: “Antes de cairmos, nos tornaremos o sol”, de Agrippina R. Manhattan. A curadora salienta que essas obras “abrem passagem para o questionamento sobre o nosso lugar de existência a partir de um ‘outro’, e também sobre o limiar para um abismo de nossa própria existência”.

 

“Ato 3 – Antecipar o futuro” traz a pintura inédita de Claudio Tobinaga “Akatombo-type 93” (2020), avião de guerra japonês nomeado a partir de uma canção tradicional de ninar, que descreve o voo de uma libélula vermelha, comum naquele país. O artista trabalha sobre a memória da família, “em meio ao caos ocasionado por um mundo em guerra”.

 

Na instalação “Lanterninhas Red Light, Sempre um Bom Filme” (2016), Caroline Valansi reúne objetos de sua pesquisa sobre o universo de cinemas efilmes pornográficos, e discute a lanterna, que ao mesmo tempo “ajudava os espectadores a encontrarem seus lugares, direcionava seus fachos de luz também aos que se comportassem indevidamente”. “É um buraco de fechadura, por onde podemos assistir, no escurinho, todas as formas de prazer que nos são tolhidas aos olhos e à luz da rua”.   

 

Fernando Brum investiga em suas pinturas “a dinâmica da paisagem”. Em “Alvorada” (2020), e nas duas “Sem título” (2020), da série “Matéria”, em óleo sobre linho, e “Neblina” (2018), acrílica sobre tela, o artista conta que, “ao invés de apresentar uma realidade factual, uma ilusão é fabricada para conjurar os reinos da nossa imaginação”.

 

No conjunto Limite” (2020), de Gilson Plano, objetos de latão e couro estão dobrados e suspensos por uma pequena lança de ferro cravada na parede. “É uma possibilidade de pensar a ideia de limites que se cruzam”, explica. “O trabalho lida com a materialidade da pele cortada e cravejada pelo metal como reflexão de um corpo diante de seus limites”.

 

A problemática feminina vista através de experiências pessoais, tendo o Rio de Janeiro como cenário, “ora belo e poético, ora violento e assustador”, é um tema presente no trabalho de Márcia Falcão, que na pintura “Tô com medo de tiro” (2020), em óleo sobre tela, discute o fato de que “quando se ouve tiros, não é claro de onde vêm e nem o motivo dos disparos”. “Embora a personagem esteja protegida pela coluna e barreira de caquinhos, tão comuns nos subúrbios cariocas, sua mente já foi perfurada pela arma de fogo e os brinquedos se misturam a ratos em confronto”, conta.

 

VITRINE: ESPAÇO DE EXPERIMENTAÇÕES ARTÍSTICAS

“Durante a pandemia, a vitrine da galeria foi utilizada como recurso para levar arte às pessoas que passavam pela rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema. Entendemos que ela é um espaço importante da galeria, e a partir dessa mostra será utilizada para experimentações dos artistas”, destaca Simone Cadinelli. Durante o “Ato 3”, a vitrine será ativada, em três momentos diferentes, pelos artistas Pedro Carneiro, Virgínia Di Lauro e Franklin Cassaro, com duração de um mês cada.

 

QUESTÕES RACIAIS, CONFLITOS, ILUSÃO

As relações humanas e raciais em conflito nos espaços urbanos estão presentes na pesquisa desenvolvida por Pedro Carneiro. A pintura “Laços Afetivos” (2019), tinta acrílica e jet dourado sobre tela, “ilustra o encontro de duas mulheres negras, sem mostrar seus rostos, cada uma olhando para lados opostos”. “Passado e futuro são ligados por um laço que cobre suas cabeças, ori. A ligação então nasce da ideia de um encontro afetivo entre elas”, diz. 

 

O conjunto de duas fotografias – “Desdidática 1 e 5” (2018), impressão fine art sobre papel algodão CansonEditionEtching 310g – foi realizado por Rafael Adorján a partir “da descoberta de uma caixa repleta de antigos diapositivos”. “Resolvi intervir radicalmente no material, proveniente de um programa imagético-pedagógico adotado em salas de aula brasileiras no século passado”.

 

Simone Cupello investiga a “peculiaridade da matéria fotográfica ao mesmo tempo em que relaciona a produção de memória à temporalidade dos elementos naturais”. No objeto “Ásperos (fotos de palavras e outras)” (2019), casca de fotografias apropriadas, “sua forma e textura modular sugerem o ‘recorte’ de um corpo maior”. “As fotografias são vistas com crueza, película e papel. Enquanto imagens incompletas, se confundem e escapam ao menor movimento dos olhos”.

 

Na pintura “Entretanto” (2019), acrílica, óleo e carvão sobre tela, de Stella Margarita, “corpos, movimentos, figuras sem face definida, em ângulos, cortes e enquadramentos inusitados flutuam em espaço e tempo incertos como se desprovidos de chão e horizonte”, aponta a crítica Marisa Flórido.

 

No segundo andar da galeria estará o vídeo “@ilusão”, feito digitalmente e narrado por Vitória Cribb, que nos leva a “um looping de reflexão sobre os estados de êxtase, ânsia e solidão que nos acometem continuamente ao interagirmos com o outro e com o algoritmo”. As falas da artista pontuam expressões como “ciclicidade no consumo dos conteúdos digitais” e discutem uma “hierarquização sociovirtual”.

 

Érika Nascimento observa que “ao longo desses três ‘Atos’ (‘1 – É tudo nevoeiro codificado’, ‘2 – Estamos aqui’ e ‘3 – Antecipar o futuro’), reunimos 45 artistas nesta exposição-projeto”. “Nesta tríade, buscamos criar estratégias de vivenciar o presente”, afirma.

 

Vídeos Ato 1

Anna Bella Geiger(1933, Rio de Janeiro) – “Out ofcontrol” (1'29'', 2002)

Aslan Cabral(Recife, 1980)– “É tudo stories / dark social feelings” (7', 2018-2020)

FernandoVelázquez(Montevidéu, 1970) –“TPS” [“Tempo por Segundo”], 6 vídeos de 30” cada, 2020

Gabriela Noujaim (Rio de Janeiro, 1983) –“O Fogo (2’10”, 2019)

Jeane Terra (Minas Gerais, 1975) – “Fábrica de Sonhos” (5”49’, 2009)

Kammal João (Rio de Janeiro, 1988) –“Limiar” (8’57”, 2020)

Luzia Ribeiro(Rio de Janeiro, 1955)– “Bacante: Cinema vivo na praça” (4’44”, 2009)

Manata Laudares(dupla formada desde 1996 pelos artistas Franz Manata e Saulo Laudares, que vivem no Rio de Janeiro)– “Pesadelo Nightmare” (8'48", 2016)

Moisés Patrício(São Paulo, 1984)– “Aceita?” (10”, 2020)

Nadam Guerra(Rio de Janeiro, 1977) – “Materializador de sonhos” (2’06”, 2014)

PV Dias(Belém, 1994 vive entre o Rio de Janeiro e o Pará,) – “Embaixo da Escola” (40”, 2020)

Regina Pessoa(São Paulo, SP, 1984) vive no Rio de Janeiro– “CONFIO” (Série Desatadora), 2’26”, 2019

Roberta Carvalho(Belém do Pará, 1980)–“Cinema Líquido” (1’16”,2020)

Vinícius Monte(Rio de Janeiro, 1988) – “Reconciliação” (1'35'', 2018)

 

Vídeos Ato 2

Ana Clara Tito (Bom Jardim, Rio de Janeiro, 1993) – “Os usos da raiva – momento 5” (2019), 1/5 (2 PA)

Batman Zavareze(Rio de Janeiro, 1972) – “Infinito 01, 02 e 03” (2019), animação Full HD [1920x1080 pixels], 3’36”

Gabriela Noujaim(Rio de Janeiro, 1983) – “Mulheres Latinamerica 2020” (2020), 3' 33" 

Ivar Rocha (Vive e trabalha entre São Paulo e Bogotá) – “O Mundo Locomotiva Se Esfacela” (2013), 58’

Jonas Arrabal(Cabo Frio, 1984, vive e trabalha em São Paulo) – “Roteiro para um filme sem imagens” (2019), 14’44

Leandra Espírito Santo(Volta Redonda, Estado do Rio, 1983, vive e trabalha entre São Paulo e Rio de Janeiro) –“Clarão” (2017), 2’ em loop

Martha Niklaus – “Retirantes” (2019), 9'4"

Nathan Braga(1995,Rio de Janeiro) – “Deriva” (2014), 2”52’.

Panmela Castro – "Caminhar" (2017), 4'50", HD 720p.

Roberta Carvalho (Belém do Pará, 1980) – “INdiGesTo” (2020), 3’15”.

Simone Cupello(Rio de Janeiro) – “Sub” (2007), 4’16”, cor, sem áudio

Talitha Rossi– “CAPS LOCK” (A mãe natureza e a filha da internet, 2016), 45”

UrsulaTautz(Rio de Janeiro, 1968) – “Sem Título” (série “Estranhamentos”), full HD loop, 1’09”

Virgínia Di Lauro(Barra da Choça, Bahia, 1989, vive e trabalha em Porto Alegre) – “Do gesto – ainda tatear as fissuras” (2019), 4’36, edição digital, feita a partir de pequenos fragmentos filmados e GIFs

Vj Gabiru (Davi Cavalcanti) (São Paulo, 1977, vive em Salvador, Bahia) – “Urbe et orbi” (2020), 3'21".

 

Serviço: “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”

Simone Cadinelli Arte Contemporânea

13 de outubro de 2020 a 16 de janeiro de 2021

Segunda a sexta-feira, das 13h às 18h. Aos sábados, sob agendamento.

Agendamento: +55 21 3496-6821 | +55 21 99842-1323 (WhatsApp)

Patrocínio: Grupo Petra Gold

Rua Aníbal de Mendonça, 171, Ipanema, Rio de Janeiro
Entrada gratuita

Canais virtuais:

Site – https://www.simonecadinelli.com/
Facebook – @galeriasimonecadinelli/

Instagram – @simonecadinelli.com/

Email – [email protected]