Artistas

Paulo Monteiro

Conhecido como um dos nomes expoentes da geração surgida nos anos 80 no Brasil e tendo participado do notório grupo Casa 7, Paulo Monteiro desenvolveu ao longo das últimas décadas um extenso, coeso e vibrante corpo de trabalho, marcado por uma vontade profundamente particular, mas cuja capacidade de articulação aspira à linguagem universal.

Suas pinturas e esculturas atravessam as influências recolhidas da transição do expressionismo abstrato para o neo-expressionismo e do minimalismo para elaborar estados de espírito e situações radicais em suas manifestações mais espontâneas. Baseado na síntese, o núcleo de sua pesquisa se encontra na natureza da conformação da matéria, que se estica em linhas, esparrama-se em marcas gráficas, demarca relevos, cortes, torções, dobras e desmanches, sempre em exercícios marcados pela combinação de delicadeza e rigidez. 

A simplicidade de seus gestos não reduz o disparo de múltiplas experiências. Muito pelo contrário, aponta para uma ambiguidade, tão determinada quanto bem-humorada. Sua obra pode ser encarada a partir de aspectos do pensamento metafísico, mas também em diálogo com noções de coreografia e dança, ventilando questões a respeito do deslocamento, das medidas de distância e dos limites que delineiam o que entendemos como dentro e o que especulamos como fora. São manifestações que lidam, sobretudo, com o estado contínuo de transformação das coisas; e com a consciência que nos permite manter-nos sempre abertos para a chegada de novas imaginações. 

Paulo Monteiro (1961, São Paulo) vive e trabalha em São Paulo. 
Suas obras foram destaque em mostras como: The outside of distance, MISAKO & ROSEN e Tomio Koyama Gallery, Tóquio (2017); The inside of distance, Office Baroque, Bruxelas (2016); The inside of distance, Mendes Wood DM, São Paulo (2015); Casa 7, Pivô, São Paulo (2015); Empty House Casa Vazia, Luhring Augustine, Nova York (2015), Paintings on Paper, David Zwirner, Nova York (2014); Where Were You, Lisson Gallery, Londres (2014); 22ª Bienal de São Paulo (1994) e 18ª Bienal de São Paulo (1985). 
Seu trabalho integra inúmeras coleções permanentes, incluindo: MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo), Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAC-SP (Museu de Arte Contemporânea de São Paulo), MAM-RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e Museu de Arte Contemporânea de Niterói. 

Obras do artista