Agenda

Exposição "O lugar costuma ser o centro" de Claudia Hamerski

Rua Cardoso de Almeida, 1285, Perdizes. São Paulo.

Exposição  "O lugar costuma ser o centro" de Claudia Hamerski

Adelina Instituto abre exposição online de Claudia Hamerski

Com curadoria de Mario Gioia, a terceira edição do projeto Perímetros

 

Adelina Instituto abre a partir de 10 de junho, a exposição O lugar costuma ser o centro, da artista Claudia Hamerski, que integra o projeto Perímetros, do curador Mario Gioia.

 

 Pela primeira vez, o instituto terá uma exposição online devido a crise do coronavirus, respeitando a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de isolamento social para garantir a saúde e segurança de todos.

 

“Abrir a exposição no modo virtual, convidando o público a ver de casa, é um modo de participar desse momento e seguir trabalhando com as ferramentas que temos. A visita virtual não é uma novidade. Muitos museus no mundo disponibilizam ao público e colaboram para que as produções circulem e tenham um alcance ainda maior. Dessa forma, minha expectativa é de continuar a conversa, abrir esse canal para que possamos dialogar”, afirma a artista Claudia.

 

 Perímetros é dedicado a artistas prioritariamente sem exposições individuais em São Paulo, de variadas linguagens, origens e investigações. O projeto foi desenvolvido por Mario Gioia, que o apresentou à Adelina Instituto. “São Paulo é uma grande vitrine para as artes no País e sabemos que nem sempre é fácil entrar no circuito e conseguir uma mostra individual na programação paulista. A ideia de Perímetros é abrir espaço pra esses nomes e também oferecer ao público nomes que eles nem sempre estão acostumados a ver”, explica o curador.

 

Natural de Seberi (RS), Claudia Hamerski, vem ganhando destaque como artista visual e já esteve em São Paulo para mostras coletivas. Sua produção atual está concentrada nos processos de deslocamento pela cidade, relação entre fotografia e desenho, alteração de escalas, relações de localização e a insubordinação da paisagem ao arquitetonicamente instituído, e imbricações no processo criativo em desenho. Nesse sentido, o olhar para o processo, os elementos de invisibilidade, as oposições periferia e centro, a ressignificação de elementos, a ideia de lugar e atenção para o que está à margem têm feito parte do pensamento e produção da artista e ganham destaque na exposição.

 

O foco central da exposição da artista, entre outras referências, teve como inspiração a leitura do livro do autor Yi-Fu Tuan sobre espaço e lugar. “As relações que vejo e que me fizeram pensar esse título, O lugar costuma ser o centro, dialogam com alguns pontos que me interessam, referentes a questões do trabalho. Na exposição estão contemplados desenhos a partir de registros feitos em Seberi, Porto Alegre e possivelmente na área próxima ao Instituto, três lugares estabelecendo relações/vivências diferentes para mim”, afirma Claudia.

 

 Para a exposição o lugar costuma ser o centro, Claudia Hamerski apresenta novos desdobramentos e abordagens em seu corpo de obra, agora mais colorido e ligado a uma ideia de origem e identidade. A fundamentação no desenho permanece, mas a investigação da paisagem lateral, periférica e menor, além de um comportamento multifacetado em termos de linguagem, podem ser destacados. O processo como dado basilar e disparador de configurações outras, tanto conceituais como plásticas, não pode ser esquecido.

 

 “A estreia da artista gaúcha em individuais em São Paulo notadamente surpreenderá quem a conhece apenas pelo virtuosismo dos grandes trabalhos em PB, que a fizeram reconhecida inclusive com premiações, como o Açorianos (categoria desenho), em 2016”, ressalta Mario Gioia.

 

Sobre a artista

Claudia Hamerski (Seberi/RS, 1980)

Artista visual, vive e trabalha em Porto Alegre (RS), é doutoranda em Artes Visuais, com mestrado e graduação em Artes Visuais (Universidade Federal do Rio Grande do Sul/ UFRGS). Sua produção atual está concentrada nos processos de deslocamento pela cidade, relação entre fotografia e desenho, alteração de escalas, relações de localização e a insubordinação da paisagem ao arquitetonicamente instituído, e imbricações no processo criativo em desenho. Em 2020 participa do Projeto Perímetros com exposição individual no Adelina Instituto Cultural em São Paulo, SP e da Residência Artística no Espacio de Arte Contemporáneo, Uruguai. Em 2018 participou da Ocupação RAREFEITA. Residência Artística de primavera do CASERO Residência, em Itatiaia, RJ e realizou a individual Entre Fissuras na Galeria de Arte Mamute em Porto Alegre, RS. 2017 foi artista convidada no Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura da Fundação Iberê Camargo e em 2016 recebeu os Prêmios de Destaque em Desenho e Incentivo à Produção no 10º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas com a exposição Topofilias. Conheça o trabalho no site www.claudiahamerski.com.

 

Sobre curador

Mario Gioia (São Paulo, 1974)

 

Curador independente e crítico de arte, é graduado pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Em 2016, a mostra Topofilias, com sua curadoria, no Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre, foi contemplada com o 10º Prêmio Açorianos, categoria desenho. De 2011 a 2016, coordenou o projeto Zip'Up, na Zipper Galeria, destinado à exibição de novos artistas e projetos inéditos. Na feira ArtLima 2017 (Peru), assinou a curadoria da seção especial CAP Brasil, intitulada Sul-Sur, e fez o texto crítico de Territórios forjados (Sketch Galería, 2016), em Bogotá (Colômbia). Em 2018, assinou a seção curatorial dedicada ao Brasil na feira Pinta (Miami, EUA) e a curadoria de Esquinas que me atravessam, de Rodrigo Sassi (CCBB-SP). Em 2019, iniciou o projeto Perímetros no Adelina Instituto, em SP, dedicado a artistas ainda sem mostras individuais na cidade, que contou com exposições de João Trevisan (DF) e Lara Viana (BA). É colaborador de periódicos de artes como Select, foi repórter e redator de artes visuais e arquitetura da Folha de S. Paulo de 2005 a 2009. Integrou o grupo de críticos do Paço das Artes desde 2011, instituição na qual fez o acompanhamento crítico de Luz Vermelha (2015), de Fabio Flaks, Black Market (2012), de Paulo Almeida, e A Riscar (2011) de Daniela Seixas. Foi crítico convidado de 2013 a 2015 do Programa de Exposições do CCSP (Centro Cultural São Paulo) e fez, na mesma instituição, parte do grupo de críticos do Programa de Fotografia 2012. Em 2015, no CCSP, fez a curadoria de Ter Lugar para Ser, coletiva com 12 artistas sobre as relações entre arquitetura e artes visuais. Já fez curadoria de mostras em cidades como Brasília (Decifrações, Espaço Ecco, 2014), Porto Alegre (Ao Sul, Paisagens, Bolsa de Arte, 2013), Salvador (Fragmentos de um discurso pictório, Roberto Alban Galeria, 2017) e Rio de Janeiro (Arcadia, CGaleria, 2016), entre outras

 

Sobre o Adelina Instituto

 

Em abril de 2017, o empresário Fabio Luchetti criou o projeto Adelina, no Bairro Perdizes. Com ampla atuação no circuito de arte e educação contemporâneas, o projeto promove a difusão, produção e compartilhamento de conhecimento, por meio de encontros, debates, oficinas, publicações, além de cursos interdisciplinares, exposições de artistas contemporâneos e ações extramuros. O objetivo do projeto é firmar-se como um espaço para a concepção, formação e difusão da arte. Em suas muitas ações, a ideia é atingir os mais diversos perfis, favorecendo o intercâmbios entre artistas, curadores e amantes da arte. Desde a sua fundação, a Adelina pretende aproximar a arte e educação, como um apoio e de forma colaborativa na formação livre de públicos variados, entre os quais estão professores da rede de ensino público, estudantes, crianças, adolescentes e idosos.

 

Serviço: Exposição - O lugar costuma ser o centro (Claudia Hamerski)

Abertura: 10 de junho Horário: 14h00

* obedecendo as medidas emergências e recomendadas de isolamento social pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS), o Instituto Adelina, Adelina Café e Adelina Loja permanecem fechados. Visitas Educativas Além de mediações ao público espontâneo, a Adelina Instituto oferece visitas mediadas às suas exposições para grupos mediante agendamento. As visitas são gratuitas e podem ser realizadas para grupos de até 20 pessoas, com duração média de 1h.

Agendamento de grupos

Para agendar uma visita em grupo, basta enviar um e-mail para oi@adelina.org.br com data e horário da visita, número de pessoas e nome do responsável pelo grupo. A visitação em grupos é gratuita, mediante agendamento, no horário de funcionamento da Adelina. Adelina Instituto Conheça também a Loja Adelina e o Café Adelina. Acessibilidade: O Instituto é acessível para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. O prédio possui elevadores, rampas, telefones e banheiros adaptados.

Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 19h; e, aos sábados, das 10h às 16h.

Endereço: Rua Cardoso de Almeida, 1285, Perdizes. CEP: 05013-001 – São Paulo.

Estacionamento conveniado: 25% de desconto para visitantes (Rua Caiubi, 308).

Telefone: +55 (11) 3868-0050.

E-mail: oi@adelina.org.br | Site: www.adelina.org.br