Exposição individual "Primeiro mergulho", de Beatriz Buendia
Exposição

Exposição individual "Primeiro mergulho", de Beatriz Buendia

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Primeiro mergulho", de Beatriz Buendia
  • Abertura: 11 de julho 2026
  • Visitação: até 08 de agosto 2026

Local

  • Local: Gruta Espaço de Arte Contemporânea
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Barra Funda, 450 – São Paulo, SP

Beatriz Buendia investiga o gesto e a escala em sua primeira individual na Gruta 


Com curadoria de Gabriela Gotoda, "Primeiro mergulho" reúne pinturas que recusam a abstração pura para fundar campos de experiência e associações



SÃO PAULO – A partir de 11 de julho, a Gruta – Espaço de Arte Contemporânea apresenta "Primeiro mergulho", a primeira exposição individual de Beatriz Buendia. Reunindo um corpo de pinturas desenvolvidas ao longo dos últimos dois anos, a mostra é tanto um marco de amadurecimento quanto um ponto de inflexão em sua trajetória. O conjunto de obras é o resultado visível de uma imersão de cinco anos de dedicação ao ambiente de ateliê, período no qual a artista refinou uma pesquisa contínua sobre os procedimentos de preparação do suporte, pigmentação e fatura, consolidando uma linguagem crescentemente autoral. 


Afastando-se de uma compreensão da abstração como um território puramente formal, o trabalho de Buendia parte da premissa de que a superfície pictórica é capaz de convocar o espectador. Como afirma a própria artista, trata-se de evocar "uma sensação, uma lembrança, um humor, um desejo ou um cheiro escondido na memória. Talvez por isso eu goste de pensar nestas obras como convites ao mergulho, não em uma narrativa fechada, mas em um campo de experiências e possibilidades, onde as cores, as formas e a matéria possam ser sentidas antes de serem explicadas". 


A relação de Buendia com as artes visuais começou na infância, por influência do avô pintor. Após trabalhar com fotografia e colagem na faculdade, passou a se dedicar à pintura. Desde 2022, integra o corpo profissional do MAM São Paulo, experiência que se alia com a sua participação no curso de pinturas de Paulo Pasta e no grupo de estudos sobre história da arte com Rodrigo Naves. 


A virada para o grande formato

Reconhecida no circuito por uma produção consistente em pequenos formatos, Buendia expande agora seu campo de ação para suportes de grande escala.  A mudança permite uma presença mais evidente do gesto e da materialidade, aspectos que vêm ganhando protagonismo em sua pesquisa. A curadora Gabriela Gotoda compreende que essa amplitude permite compreender o traço e a pintura como fenômeno, que "dialoga com uma curiosidade otimista e inaugural, ressonante nos altos contrastes, nos tons e texturas vibrantes que marcam sua linguagem".


Sob essa nova escala, as pinturas de Buendia constituem campos sensoriais onde as interações entre cor, matéria e gesto se manifestam de forma ora sutil, ora intensa. Essas superfícies abrigam acontecimentos que respondem a um estado dinâmico de não elaboração, sem uma organização previamente planejada. 


Primeiro mergulho

As pinturas de Beatriz Buendia trazem poucos elementos recorrentes, como arcos, espirais, traves e portais, que funcionam como símbolos de abertura, transição e direção. Essa busca pelo atravessamento reflete-se também em suas pinceladas, que incidem sobre a superfície de fora para dentro, partindo sempre das margens. A dinâmica visual reforça o conceito que dá título à mostra: o gesto da artista literalmente aborda o campo pictórico, frequentemente iniciando seu processo a partir da beirada do suporte. 


A artista define suas telas como convites ao mergulho e à desaceleração do olhar, abrindo um campo de experiências em que formas, cores e matérias vêm antes de explicações. "A pintura me interessa por abrir um mundo de possibilidades, pela capacidade de imaginar e tocar aquilo que escapa às palavras. Talvez a minha pintura também seja isso: um convite à demora, à observação e ao encontro com aquilo que costuma passar despercebido".


SOBRE A ARTISTA

Beatriz Buendia (São Paulo, 1998) vive e trabalha em São Paulo.


Formada em Administração Pública pela FGV, construiu sua trajetória profissional em diálogo com o campo das artes, tendo colaborado com o Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires (2018), com a XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (2019) e atuando no Museu de Arte Moderna de São Paulo desde 2022. 


Desde 2021, dedica-se continuamente à produção artística, tendo encontrado na pintura o principal eixo de sua pesquisa. Entre 2023 e 2025, aprofundou seus estudos com Paulo Pasta e, desde 2024, integra um grupo de estudos de história da arte com Rodrigo Naves. Participou das exposições coletivas "O Silêncio da Tradição – Pinturas Contemporâneas", no Centro Cultural MariAntonia (2025), "Na Beira do Arabesco", na Quadra Galeria (2025), e "Auê de Parede", no Paço das Artes (2025). 


SOBRE A CURADORA

Gabriela Gotoda (São Paulo, 1998) é pesquisadora e curadora de artes visuais. Bacharel em Arte: História, Crítica e Curadoria pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, publicou textos biográficos sobre Edgar Degas (MASP, 2021), John Graz (Pinacoteca de São Paulo, 2021) e Ozias (Danielian, 2024) e atua com curadoria e processos editoriais em instituições de arte e galerias em São Paulo desde 2019. Integra a equipe curatorial do Museu de Arte Moderna de São Paulo desde 2022, onde é curadora-supervisora desde 2025, colaborando na realização e no planejamento de publicações e exposições do museu. Junto de outros membros da equipe, realizou a curadoria das exposições "Lina Bo Bardi e o MAM no Parque" (Biblioteca Paulo Mendes de Almeida, MAM São Paulo, 2023), "Encontros entre o moderno e o contemporâneo" (Galeria do SESI, Centro Cultural Fiesp, 2025), "Jardim do MAM no Sesc" (Sesc Vila Mariana, 2025), "Figura e paisagem, palavra e imagem" (Pinacoteca do Ceará, 2025), e "Aqui-lá" (Instituto Tomie Ohtake, 2025). Mais recentemente, assinou de forma independente a curadoria da exposição "Thales Pomb: enquanto se torna"


SOBRE A GRUTA 

A Gruta é um espaço de arte contemporânea localizado na Barra Funda, dedicado à investigação de linguagens experimentais e ao pensamento crítico. O espaço atua como um lugar de intercâmbio entre artistas, pesquisadores e público, valorizando produções que desafiam as fronteiras da experiência sensível.


SERVIÇO

Beatriz Buendia: Primeiro mergulho

Curadoria de Gabriela Gotoda 


Abertura: 11 de julho, das 11h às 17h

Visitação: 11 de julho a 8 de agosto de 2026


Segunda a sábado, das 14h às 19h


Gruta Espaço de Arte Contemporânea

Rua Barra Funda, 450, São Paulo – SP


Entrada gratuita

www.gruta.cc


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