Exposições "Abismos Urbanos e o Plano Celeste" de Eduardo Coimbra e "Território em disputa" de Kilian Glasner
Exposição

Exposições "Abismos Urbanos e o Plano Celeste" de Eduardo Coimbra e "Território em disputa" de Kilian Glasner

Exposição

  • Nome: Exposições "Abismos Urbanos e o Plano Celeste" de Eduardo Coimbra e "Território em disputa" de Kilian Glasner
  • Abertura: 12 de setembro 2026
  • Visitação: até 17 de outubro 2026
  • Galeria: Galeria Lume

Local

  • Local: Galeria Lume
  • Evento Online: Não
  • Endereço: R. Gumercindo Saraiva, 54 - Jardim Europa - São Paulo, SP

Galeria Lume apresenta exposição inédita de Eduardo Coimbra e Kilian Glasner

Com todas as obras inéditas, mostra reúne os artistas em diferentes investigações sobre território, matéria, arquitetura e a experiência do espaço



A Galeria Lume apresenta, a partir do dia 12, duas novas exposições: Eduardo Coimbra e Kilian Glasner, que acontecem simultaneamente na galeria. Com obras inéditas, cada mostra apresenta um recorte distinto da pesquisa dos artistas que, cada uma à sua maneira, investigam a relação com o espaço: aquele que habitamos, atravessamos, construímos, delimitamos e carregamos conosco.

Na exposição de Eduardo Coimbra, o artista parte do atrito entre construção e ilusão para transformar o espaço em uma experiência de instabilidade perceptiva. Em Abismos Urbanos, a métrica e as perspectivas de superfícies arquitetônicas se desestabilizam, fazendo do familiar um lugar de vertigem. Em Plano Celeste, o movimento se inverte: o céu ganha peso, superfície e corpo em camadas de tinta sobre placas de ferro, enquanto nuvens passam a ocupar as paredes e colocam em dúvida os limites entre arquitetura e paisagem.

Ao longo de sua trajetória, Eduardo Coimbra desenvolve uma pesquisa voltada às relações entre espaço, arquitetura e percepção, criando situações em que aquilo que parece sólido pode se tornar instável. Em seus trabalhos, elementos reconhecíveis do cotidiano são deslocados de suas funções e escalas habituais, criando novas possibilidades de leitura para o espaço. Na exposição, esse jogo entre realidade e construção não se limita à imagem: ele se estende ao próprio corpo do visitante, convidado a experimentar o ambiente a partir de outros pontos de vista. 

Nas pinturas de Kilian Glasner, o território não é apenas uma paisagem a ser representada, mas parte constitutiva da própria obra. Nascido em Recife e também ligado às paisagens do Vale do Catimbau, o artista utiliza o saibro, uma laterita alaranjada recolhida do chão do sertão e transformada em pigmento, como matéria de sua pintura. Mais do que pintar a terra, Glasner pinta com a terra, incorporando à imagem memória, origem e experiência. Cercas, linhas, campos e delimitações atravessam suas obras como marcas de posse, pertencimento, exclusão e disputa, enquanto corpos parecem negociar constantemente sua relação com o espaço.

As duas exposições propõem diferentes maneiras de experimentar o espaço: entre a terra carregada de memória e os espaços que se constroem e se desfazem diante dos olhos, cada mostra convida o visitante a abandonar um ponto de vista fixo. Em vez de apenas observar, o espectador é levado a atravessar fronteiras, paisagens, arquiteturas, nuvens e abismos, fazendo do próprio corpo parte da experiência.

Sobre a Galeria Lume
Fundada em 2011, a Galeria Lume tem como proposta fomentar o desenvolvimento de processos criativos 
contemporâneos em diálogo próximo com artistas cuja produção se concentra, em especial, na cena latino-americana. 

Sob a direção de Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a Lume se dedica a romper fronteiras entre disciplinas e linguagens, com especial interesse pela confluência entre literatura, música, fotografia e práticas manuais. A galeria representa um grupo seleto de artistas, tanto emergentes quanto consolidados, que exploram a arte em suas múltiplas mídias e formas de expressão. Por meio de um programa expositivo plural e comprometido com ideias que refletem o espírito do tempo, a Lume busca provocar diálogo e reflexão.

Atuando de forma ativa e orgânica no circuito artístico, a galeria participa de importantes feiras nacionais e internacionais, além de colaborar com instituições, museus e coleções de relevância. A Lume também investe na produção de publicações, catálogos e materiais de pesquisa, contribuindo para a difusão e o registro crítico da obra de seus artistas.

Mais do que um espaço expositivo, a Lume se configura como um campo expandido de experimentação, pensamento e troca. Recebe palestras, seminários, performances e apresentações diversas, promovendo encontros que atravessam linguagens e intensificam os sentidos da criação contemporânea.

Sobre Eduardo Coimbra
Rio de Janeiro, 1955
Eduardo Coimbra iniciou sua atividade artística no começo dos anos 90. Participou de exposições individuais e coletivas nas seguintes instituições: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Museu do Açude, Museu da República, Paço Imperial, CAIXA Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro de Arte Hélio Oiticica, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Espaço Cultural Sérgio Porto, Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo, Bienal de São Paulo, Museu da Casa Brasileira, Centro Cultural São Paulo, Centro Universitário Maria Antonia, Instituto Tomie Ohtake, Galeria Nara Roesler, em São Paulo; Museu de Arte da Pampulha, Palácio das Artes em Belo Horizonte, MG; Centro Cultural Banco do Brasil, FUNARTE, Espaço Cultural 508 Sul, em Brasília, DF; Museu Vale do Rio Doce, em Vila Velha, ES; OK, Offenes Kulturhaus Oberösterreich, Linz, Galerie der Stadt Schwaz, Schwaz, na Áustria; Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, Palácio Pereda, em Buenos Aires, Argentina; Somerset House, Parasol unit, em Londres, Inglaterra; Fundação Kalouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal; Centre Gallery, em Miami, EUA; Centro per l’arte contemporanea Luigi Pecci, em Prato, Italia.

Realizou trabalhos no espaço público nos seguintes locais: Praça XV de Novembro, Praça Tiradentes e Jardins do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro; Praça Charles Miller e Largo da Batata, em São Paulo; Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, em Porto Alegre, RS; Kusnetsky Most, em Moscou, Rússia; Lange Voorhout, em Haia, Holanda.

Sobre Kilian Glasner
Recife, 1977. Vive e trabalha em Recife, Brasil. 
Começou os estudos nos anos oitenta. Ganhou seu primeiro prêmio aos 21 anos no Salão de Artes Visuais de Pernambuco. Com 22 anos se mudou para Paris onde se graduou na ecole des Beaux Arts. Durante esse período foi aluno do artista Giuseppe Penone e realizou exposições em Paris, Londres, Itália, Bélgica e Holanda. Voltando ao Brasil em 2007 entrou para a Galeria Laura Marsiaj-RJ, Moura Marsiaj-SP e Mariana Moura. Ganhou o prêmio Rumos Visuais do Instituto Itaú Cultural com a instalação “Rua do Futuro”. Em 2010, foi convidado pela Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa para realizar uma enorme instalação chamada “O Brilhante futuro da cana-de-açúcar“.

Expôs na Galeria Marco Antonio Vilaça ao ser contemplado com o prêmio Santander. Realizou exposições individuais nas capitais Brasileiras com patrocínio institucional do Instituto Caixa Cultural, Itaú Cultural, Santander Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil. Nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, salvador, Rio Branco, Pernambuco, Curitiba , João Pessoa e Recife.

Em 2012 voltou para Europa e se instalou na cidade de Berlim onde morou por dois anos. Durante esse período realizou exposições em Bruxelas na Galeria Reinhart, nas embaixadas brasileiras de Londres e Atenas.

Serviço
“Abismos Urbanos e o Plano Celeste” - Exposição de Eduardo Coimbra
“Território em disputa” - Exposição de Kilian Glasner

Data: 12 de setembro
Horário: 12h às 17h

Galeria Lume - R. Gumercindo Saraiva, 54 - Jardim Europa.

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