Exposição “Desculpe, Rafael” de Felipe Scandelari
Exposição

Exposição “Desculpe, Rafael” de Felipe Scandelari

Exposição

  • Nome: Exposição “Desculpe, Rafael” de Felipe Scandelari
  • Abertura: 12 de setembro 2026
  • Visitação: até 24 de outubro 2026

Local

  • Local: Galeria 18
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Simpatia 23, Vila Madalena - São Paulo, SP

“Desculpe, Rafael”, mostra individual do artista Felipe Scandelari, abre dia 12 de setembro na Galeria 18

 

No dia 12 de setembro, a Galeria 18 abre “Desculpe, Rafael”, exposição individual de Felipe Scandelari. A mostra reúne cerca de 15 pinturas a óleo nas quais o artista aproxima imagens clássicas da vida contemporânea para refletir sobre tradição, permanência e transformação.

Scandelari parte de obras de grandes mestres e de diferentes momentos da história da arte europeia, com atenção especial ao Renascimento. Em vez de simplesmente reproduzir essas referências, o artista preserva suas estruturas, composições e narrativas, atualizando personagens, cenários e símbolos. Santos, deuses e heróis dão lugar a amigos e familiares, armaduras são substituídas por bermudas e a vegetação tropical invade paisagens originalmente europeias.

A exposição reúne trabalhos que dialogam com artistas como Botticelli, Artemisia Gentileschi e Paolo Uccello, entre outros. Nestas obras, o contraste entre o rigor técnico e a irreverência dos elementos contemporâneos ocupam um lugar central. O domínio do desenho, da hierarquia de planos, da anatomia, da luz e cor dá forma a cenas nas quais o banal se torna sublime e o cotidiano assume o lugar do sagrado.

Muitas das imagens hoje consideradas ícones da história da arte, em suas épocas, faziam parte da vida cotidiana. Elas transmitiam narrativas, valores e modelos de representação a diferentes públicos. Ao substituir seus signos por elementos de seu próprio universo, Scandelari recupera essa dimensão comunicativa e aproxima do presente um repertório que, para muitos, parece distante e erudito.

“Desculpe, Rafael” parte de uma questão central: como uma tradição permanece viva? As pinturas de Scandelari sugerem que sua continuidade não depende da repetição fiel de modelos, mas da capacidade de transformá-los, adaptá-los e fazê-los produzir sentido em um novo contexto. Aqui, a tradição não é destruída pela mudança: é justamente por meio dela que continua existindo.

Sobre o artista
Felipe Scandelari (Curitiba, 1981) desenvolve uma pesquisa pictórica que investiga a permanência das imagens clássicas na contemporaneidade. A partir da tradição da pintura europeia, especialmente do Renascimento, o artista constrói uma linguagem visual própria que desloca personagens, símbolos e narrativas históricas para refletir sobre representação, poder e memória.

Bacharel em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), tendo iniciado sua formação em Artes Plásticas na Universidade Federal do Paraná (UFPR), atua há mais de vinte anos como pintor e professor. Ao longo desse percurso, consolidou uma pesquisa dedicada aos fundamentos técnicos da pintura, como desenho de observação, anatomia, luz, cor e composição, aliando o domínio da tradição pictórica a uma investigação sobre os mecanismos de representação construídos ao longo da história da arte.

Em suas pinturas a óleo, Scandelari parte de um gesto simultaneamente reverente e irônico. Apropria-se de composições do Renascimento e de outros momentos da tradição europeia para construir narrativas visuais contemporâneas. No lugar de deuses, santos e heróis, surgem amigos, familiares e pessoas comuns. Bermudas estampadas substituem armaduras, tatuagens ocupam corpos antes idealizados, a vegetação tropical invade paisagens europeias e elementos do cotidiano passam a integrar cenas historicamente associadas ao sagrado.

Ao preservar a estrutura das grandes composições clássicas e substituir seus protagonistas por figuras do presente, Scandelari transforma imagens históricas em instrumentos para refletir sobre representação, poder e memória. Suas pinturas não procuram atualizar o passado, mas revelar que essas imagens continuam capazes de produzir novos sentidos quando deslocadas para o nosso tempo.

Essa pesquisa parte também da compreensão da função histórica da pintura. Durante séculos, ela foi um instrumento de comunicação visual capaz de transmitir narrativas, valores e visões de mundo a públicos muito diversos. Scandelari recupera essa lógica narrativa, mas substitui seus códigos por símbolos contemporâneos, aproximando um repertório historicamente associado ao cânone da experiência cotidiana e propondo novas formas de identificação.

O rigor técnico convive com um olhar irreverente sobre a tradição pictórica dialogando com situações inesperadas, nas quais o sublime encontra o banal, o sagrado convive com o cotidiano e a tradição se abre à ironia. Em vez de tratar a pintura clássica como um modelo intocável, Scandelari a transforma em matéria viva, capaz de abrigar novas narrativas e novos protagonistas.

Felipe Scandelari realizou exposições individuais e coletivas em galerias e instituições culturais de todo o Brasil, entre elas a Caixa Cultural Curitiba, o Museu Oscar Niemeyer, o Instituto Itaú Cultural, o Paço das Artes, o Parque Lage e a Queermuseu. Sua obra integra importantes acervos públicos, como o Museu Nacional de Belas Artes, a Fundação Cultural de Curitiba, a Pinacoteca Municipal de Piracicaba e o Museu de Arte de Cascavel.

Sobre a 18
A 18 é uma galeria de arte contemporânea com uma seleção de artistas renomados e em ascensão, de diferentes vertentes, estilos e suportes.

Desde seu início, preocupa-se em criar e expandir relações dentro do mundo da arte, seja com os artistas, clientes ou espectadores, que encontram na 18 um ambiente receptivo, diferente da hostilidade hermética vista em outras galerias.

Seu time, com diversos artistas representados, oferece vários tipos de experimentações resultando em uma pluralidade visual e cultural que poucos locais possuem. 

Serviço
Local: Rua Simpatia 23, Vila Madalena – São Paulo/SP

Abertura: 12/09/2026, 11h00 as 15h00
Período: 12/09 a 24/10 de 2026
Visitação: Terça a Sexta | 10h às 19h.
Sábado | 10h às 18h

Entrada Gratuita

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