Exposição "Armadilhas no Paraíso" de Tainan Cabral
Exposição

Exposição "Armadilhas no Paraíso" de Tainan Cabral

Exposição

  • Nome: Exposição "Armadilhas no Paraíso" de Tainan Cabral
  • Abertura: 15 de setembro 2026
  • Visitação: até 28 de fevereiro 2027

Local

  • Local: Museu de Arte do Rio
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Praça Mauá, 5 - Saúde - Rio de Janeiro, RJ

Tainan Cabral inaugura exposição inédita "Armadilhas no Paraíso" no Museu de Arte do Rio

Mostra é a primeira individual institucional do artista da Zona Oeste do Rio. Mais de 150 itens fazem parte da exposição que terá entrada gratuita na abertura 


Entre a aridez da vida cotidiana e a potência da celebração popular, a Zona Oeste do Rio de Janeiro é o território a partir do qual o artista Tainan Cabral constrói sua mais recente exposição. Com obras inéditas, o Museu de Arte do Rio apresenta “Armadilhas no Paraíso”, primeira mostra individual institucional do artista Tainan Cabral no MAR. A exposição inaugura no dia 15 de setembro, às 16h, com entrada gratuita e conta com a curadoria de Marcelo Campos, Amanda Bonan, Jean Carlos Azuos, Amanda Rezende e Thayná Trindade. 


“Armadilhas no Paraíso” reúne mais de 150 itens, entre pinturas, esculturas e instalações construídas a partir de materiais, cores e símbolos do cotidiano do artista, que cresceu no bairro de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com uma produção marcada pela investigação das relações entre paisagem, memória e construção de imaginários, Tainan Cabral desenvolve uma relação única para o público que visitar o MAR. O artista mergulha em suas próprias experiências de bairro e observações cotidianas.“Tem uma dimensão muito da infância no subúrbio, que é marcada por estar muito mais na rua do que dentro de casa, as barricadas vem da ideia de que você pode ter aquilo como uma escultura ou uma interação pública ,eu acho que vem também da própria experiência do grafite. A gente vê uma geração de artistas que saiu do grafite e veio para suportes, digamos, mais tradicionais, como a pintura”, destaca Marcelo Campos, curador-chefe do MAR. 

A exposição surge justamente da energia antagônica do título “Armadilhas no paraíso” que atravessa esse território onde o artista cresceu e foi criado: de um lado, barricadas, manilhas, a aspereza cotidiana; de outro, os bailes funk, as feiras de rua, as relações com a liberdade e a própria natureza do lugar. “ Nesse sentido urbanístico, há uma mistura de ruralidade e asfalto, há ruas que terminam em pedras, o árido sertão permanece como o imaginário para o Tainan. Quando ele fala de zona oeste, ele usa uma literatura que acompanha o trabalho dele, o livro de Armando Magalhães Corrêa que há 100 anos já falava exatamente do sertão carioca. É importante situar que a Zona Oeste está perto dos morros e das montanhas, nessa nova configuração de sudoeste. Porque essa relação, desse processo da natureza, ele fala do sertão carioca, de deus e o diabo no sertão carioca e que é exatamente essa dimensão do paraíso e da armadilha”, destaca o curador Jean Carlos Azuos. 

Com uma trajetória que ultrapassa uma década, a pesquisa do artista parte da observação atenta dos objetos do cotidiano. Materiais e elementos são retirados de seus contextos originais e transformados em signos que carregam a memória e a experiência de um território. Lonas, manilhas, pneus, produtos de limpeza, gramados sintéticos, entre outros itens, são incorporados à poética multicolorida de Tainan e seus códigos visuais e suas formas de invenção ganham ressignificados. Um dos elementos fundamentais desse vocabulário é a cor, ele cria uma paisagem cromática própria. Surgem tanto cores pastéis quanto cores vibrantes, degrades, associadas aos estímulos visuais das comunidades, como as malhas dos bailes e os desinfetantes coloridos vendidos em garrafas PET pelas calçadas. “Aqui a potência cromática tem um diálogo que o próprio trabalho gera com tradições da arte contemporânea na história da arte, há por um lado a geometria, por outro lado a abstração, então são assuntos que se ligam à produção de Tainan. Mas quando você olha para as telas você também percebe a presença do videogame, dos jogos, porque a gente vê o degradê e o ecrã”, enfatiza Marcelo Campos.

Ao reunir memória pessoal, crítica social, cultura popular e experimentação material, Tainan Cabral constrói uma exposição que funcionará como um grande olhar ao território. Suas obras não procuram apenas representar a Zona Oeste, mas fazer com que sua presença física, cromática, sonora e simbólica atravesse o espaço expositivo. A mostra ficará em cartaz até dia 28 de fevereiro no MAR.

MINIBIO
Tainan Cabral
Rio de Janeiro, 1990 
Vive e trabalha no Rio de Janeiro, RJ

Nascido em Senador Camará, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro onde vive e trabalha, Tainan Cabral iniciou sua prática artística com o desenho e o grafite, que logo evoluíram para pinturas abstratas. Extraindo seus temas e sua paleta de formas orgânicas e objetos cotidianos que povoam as ruas da periferia, ele cria paisagens de um realismo alucinógeno que dialogam com a história do neoconcretismo e do tropicalismo. Por meio de formas geométricas e biomórficas, gradientes de cor e fluorescência, o artista busca conduzir o espectador a um estado de transcendência visual, conceito que tem sido chamado de "Misticismo Tropical".

MUSEU DE ARTE DO RIO
O MAR é um equipamento da Prefeitura do Rio e a sua concepção é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Roberto Marinho. Em janeiro de 2021, o Museu de Arte do Rio passou a ser gerido pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) que, em cooperação com a Secretaria Municipal de Cultura, tem apoiado as programações expositivas e educativas do MAR por meio da realização de um conjunto amplo de atividades. A OEI é um organismo internacional de cooperação que tem na cultura, na educação e na ciência os seus mandatos institucionais.

”Para a OEI, o Museu de Arte do Rio (MAR) é um espaço fundamental que conecta a cultura carioca ao mundo, preservando e valorizando as expressões artísticas locais. Por meio de suas exposições e iniciativas educativas, o MAR não apenas promove o acesso à cultura, mas representa um convite ao diálogo e à pluralidade, algo de extrema importância para a coesão de nossa sociedade”, comenta Rodrigo Rossi, Diretor da OEI no Brasil. Em 2024, a OEI e o Instituto Arte Cidadania (IAC) celebraram a parceria com o intuito de fortalecer as ações desenvolvidas no museu, conjugando esforços e revigorando o impacto cultural e educativo do MAR, a partir de quando o IAC passa a auxiliar na correalização da programação.

O MAR conta com a Vale como mantenedora, com a Equinor como patrocinadora master e a Globo e o Itaú como patrocinadores estratégicos. Também contamos com o patrocínio da Transpetro, e a Wilson Sons como apoiador. Como parceiros de mídia do MAR: a Globo e o Canal Curta.

A Escola do Olhar também conta com o patrocínio da Equinor. Além de ser apresentada por Machado Meyer Advogados e apoiada pela Estácio.

O MAR conta ainda com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil, também via Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

O MAR é realizado em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Ministério da Cultura e o Governo Federal do Brasil, contando também com os mecanismos da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei de Incentivo e Municipal.

Serviço
Armadilhas no paraíso - Tainan Cabral

Abertura: 15 de setembro de 2026, às 16 horas
Entrada Gratuita

Museu de Arte do Rio
Praça Mauá, 5 – Rio de Janeiro

visitação, quinta à terça, 11h – 18h (última entrada às 17h)
fechado às quartas-feiras

venda de ingressos
bilheteria e totens de autoatendimento (pilotis do MAR)
pagamento com cartões de crédito ou débito / também disponível online
ingressos

inteira: R$ 20,00
meia-entrada: R$ 10,00 
terças-feiras: entrada gratuita

Para mais informações: https://museudeartedorio.org.br/


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