Teresinha Soares

Teresinha Soares (AraxáMinas Gerais, 1927) é uma artista plástica brasileira, conhecida principalmente pelo seu pioneirismo com obras de cunho erótico, psicodélico e contestatório produzidas durante os anos 1960 e 1970. Possui obras em pintura, objetos/esculturas e performances. Além de artista, Soares é escritora e já atuou como vereadora, funcionária pública e professora.

Em 2017, no ano dedicado às mostras em torno dos temas da sexualidade e do gênero, o MASP apresentou a primeira exposição panorâmica da artista Teresinha Soares. A mostra reúniu um conjunto de mais de sessenta obras — muitas delas inéditas ou que ficaram desaparecidas por décadas —, produzidas entre 1966 e 1973, no auge da carreira da artista. Soares deixou definitivamente de produzir arte em 1976, depois de realizar uma trajetória meteórica. O título da exposição 'Quem tem medo de Teresinha Soares?' faz menção ao caráter transgressor, contestatório e antipatriarcal de sua obra. Foi apropriado de um artigo de jornal publicado em 1973 e se refere à peça do dramaturgo inglês Edward Albee (1928-2016) Quem tem medo de Virginia Woolf? (1962). De acordo com Albee, essa frase é uma maneira de perguntar: "Quem tem medo de viver a vida sem falsas ilusões?". De modo semelhante, pergunta-se aqui: A quem incomodava (e incomoda) a arte de Teresinha Soares e por quê? 

A mostra teve um caráter panorâmico e reúne grande parte da produção da artista, entre pinturas, gravuras, cartazes, relevos, objetos, instalações, recriação e documentação de performances e happenings. A representação do corpo feminino é o principal interesse de toda sua obra e assume diversas inflexões: o erotismo, as relações do corpo com os costumes morais, o consumo, a máquina e a política. O sexo emerge como força motriz e libertadora, algo que ganha significados particulares no contexto repressivo da ditadura militar brasileira (1964­-85) e revela um movimento contrário às convenções machistas da sociedade e do mundo da arte. A exposição sublinha o pioneirismo da artista no tratamento de temas feministas e de gênero e também sua relação com movimentos artísticos do período, como a arte pop, o nouveau réalisme e a nova objetividade brasileira. No final dos anos 1960 e início da década de 1970, uma série de obras feministas transformou a arte contemporânea questionando e criticando várias de suas premissas, um fenômeno global no qual os trabalhos de Soares devem ser contextualizados. 

Fonte: MASP

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Obras deste Artista

Orquestrando o Amor
Teresinha Soares | Sala Rússia Escritório de Arte

Orquestrando o Amor

R$ 4.000

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