Artistas

ANDRÉ MENDES

Nasceu em 10/07/1979

FORMAÇÃO

2011 Pintura Avançada III, disciplina isolada, UFPR, Curitiba, Brasil
2008 Gravura em Metal, Solar do Barão, Curitiba, Brasil
2004 Especialização em Desenho, IDEP, Barcelona, Spain
2003 Graduado em Desenho Industrial, Programação Visual, PUC PR, Curitiba, Brasil

PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2019 – Ainda não, Matèria Gallery, Roma, Italia
2018 - ESTADO, Galeria Zilda Fraletti, Curitiba, Brasil
2018 - Antes do Fim III, Cloitre des Billettes, Paris, France
2018 - Antes do Fim, Galeria Ponto de Fulga, Curitiba, Brasil
2016 - Solo Project Art Basel
2016- Galeria Ricardo Fernandes, Suíça 2014 - Espacial, Exposição de Atelier, Curitiba, Brasil
2013 - André Mendes, Galeria Zilda Fraletti, Curitiba, Brasil
2012 - Falando de Arte, Museu Guido Viaro, Curitiba, Brasil
2009 - Desconstrução, Espaço Cultural BRDE, Curitiba, Brasil Principais Exposições Coletivas
2017 - aestival 07, Galeria Ricardo Fernandes no Centro Cultural Cloître des Billettes, Paris, França
2016 - M3ND3S / Memorial da Cidade de Curitiba / Curitiba - Brasil (Over)Laid / Galeria InterArtividade / Curitiba –Brasil Nasi Campur, TAKSU Gallery Singapore, Cingapura aestival 06, Galeria Ricardo Fernandes no Centro Cultural Cloître des Billettes, Paris, França
2015 - Tropikos, Hof Art Space, Bangkok, Tailândia Total, Farol Galeria, Circuito Bienal Vento Sul, Curitiba, Brasil Total, Galeria Zilda Fraletti, Circuito Bienal Vento Sul, Curitiba, Brasil
2013 - I Salão de Arte Contemporânea de Ponta Grossa, Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa, Brasil 13o Salão Nacional de Artes de Itajaí, Brasil
2012 - Elementares, André Mendes e Fernando Franciosi, MAC-PR, Curitiba, Brasil ColorFlow, André Mendes e Rimon Guimarães, Galeria RAS, Barcelona, Espanha
2011 - Águas do Amanhã, MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil MOB + ARTE BICICLE e MOBILIDADE, Solar do Barão, Curitiba, Brasil
2010 - Estado da Arte, 40 anos de Arte Contemporânea no Estado do Paraná, Coletivo Interlux Arte Livre, MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil Autorretrato, Casa Andrade Muricy, Curitiba, Brasil
2009 - V Bienal Vento Sul, Projeto Grade Sobre Grade, Coletivo Interlux Arte Livre, Memorial de Curitiba, Curitiba, Brasil
2008 - Cicloviaérea, Colaboração com Jarbas Lopes, CCSP, São Paulo, Brasil SINTOMAS, Centro Cultural Solar do Barão, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Brasil Galerias Subterrâneas, Curitiba, Brasil, Coletivo Interlux Arte Livre Arte em Circulação, Caixa Cultural, Curitiba, Brasil, Coletivo Interlux Arte Livre
2007 - MOB – Arte Bicicleta e Mobilidade, Centro Cultural São Lourenço Curitiba, Brasil

PRINCIPAIS RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS

2015 Tropikos, Hof Art Space, Bangkok, Tailândia
2012 Kakiseni International Art Residency, Kuala Lumpur, Malásia
2008 Jarbas Lopes, Maricá, Brasil Principais Premiações
2013 Primeiro Lugar no Salão Nacional de Artes de Ponta Grossa, Brasil

PRINCIPAIS OFICINAS:

Projeto Laços – Hospital Pequeno Príncipe Semana da Arte – Colégio Nossa Senhora de Sion Corpo, mente e desenho – Casa Heitor Stockler

As imersões espaciais da cor, saturações em movimento

O trabalho de André Mendes encerra aqui um ciclo de produção. A sua linguagem pictórica transforma a concepção de desenho em meio expressivo, indo dos gestos rápidos contínuos que o desenho permite, transpondo-os às telas por suas pinceladas, até sua dimensão mais ampla – o desenho como projeto. André absorveu de seus períodos de estudos em Barcelona as noções que colocam o dibujo (esboço) e diseño (projeto) como parte de um mesmo procedimento artístico primordial – finalizar os trabalhos man- tendo as condições de irrealizado, com aspectos de esboço e caráter de projeto, mas que nos sugere um movimento perpétuo.
O espaço tomado a partir dos pigmentos em resina parece querer mergulhar tudo ao seu redor, como uma pintura que flerta com a tridimensionalidade escultórica e tudo quer tocar, invadir, sem limites de expansão. A saturação não é apenas saturação de cor, é saturação de caos – a resina mergulha sobre a tela e se expande com o acaso do caos, que o pintor procura controlar, mesmo sabendo que seu con- trole reside entre uma ponta e outra do impacto gerado pela resina com a superfície do tecido da tela. André inclui o acaso no entre a superfície da tela e o gesto pictórico.
As pinturas colocam o espectador diante do material saturado e aparentemente maleável, sugerindo movimento, mas um movimento impossível – a resina catalisada já não mais se movimentará. Os campos de cores, já vibráteis em suas pinturas que seguem as lógicas gestuais do desenho, se transformam no próprio chassis dos trabalhos. O artista não sente mais a necessidade de desaparecer com a tela, como em trabalhos anteriores com o mesmo processo de pigmento e resina, mas evidencia seu transborda- mento. Em expansão contínua, são imersões na tela que carregam o desejo de transbordar também para as outras superfícies do mundo ao redor – escultórico e arquitetônico.

Arthur do Carmo

 

Obras do artista