Artistas

Adriano Costa

 

 

O desenho é o ponto de partida para o estudo de Adriano Costa, a linha e suas possibilidades entre a caneta e o papel evidenciam o estudo de corpos incongruentes dentro do fazer artístico e o meio termo entre os limites da responsabilidade da forma. Relacionando improváveis variedades de materiais como concreto, papel, bronze, tecido, arame, madeira, dentre incontáveis outros e diversos formatos e escalas, o artista referencia momentos da história da arte e da cultura brasileira, suburbana ou elitista – não ignorando a influência do hemisfério norte na mesma. Muito mais sobre a realidade valendo-se da ironia trágica do que sobre a originalidade dentro do processo de criação delas, Costa provoca a reflexão sobre o valor real das obras de arte, abordando a questão de como materiais ordinários ou mesmo materiais nobres podem se transmutar em um objeto de arte e vice-versa.

 

 Ao gerar uma tensão entre humor e questões políticas, expondo as nuances dos sistemas de valores culturais sobre o objeto, Adriano coreografa os seus trabalhos para que os mesmos alcancem uma espécie de movimento, eles não apontam uma regra ou definem ideias, sempre em neutralidade. Tal movimento ocorre no processo de identificar o espaço mundano das coisas e arrastar essas coisas para um lugar ainda mais mundano e ao defini-lo como objeto de arte, transformá-lo em algo inútil.

 

Adriano Costa (1975, São Paulo) vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

 

Suas exposições individuais recentes incluem wetANDsomeOLDstuffVANDA-LIZEDbyTHEartist, Kölnischer Kunstverein, Colonia (2018) ChapéuFilosófico – a show about LOVE LOST LET IT GO OR AS U WISH, Galeria Múrias Centeno, Lisboa (2017); DearMeatCutsDevilMayCry, David Kordansky Gallery, Los Angeles (2016); Every Camel Tells a Story, Mendes Wood DM, São Paulo (2015); Touch me I am geometrically sensitive, Sadie Coles HQ, Londres (2014).

 

Suas obras também foram inclusas em mostras coletivas institucionais como Everyday Poetics, Seattle Art Museum, Seattle (2017); Frucht & Faulheit, Lothringer13 Halle, Munique (2017);  IMAGINE BRAZIL, Astrup Fearnley Museet, Oslo & Musee D’Art Contemporain de Lyon, Lyon (2014); Correspondências, Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro (2013); Time Space Poker Face, Be-Part, Waregem (2013); Rumos Artes Visuais, Itaú Cultural, São Paulo (2012); MYTHOLOGIES, Cité Internationale des Arts, Paris (2011); Programa Anual de Exposições, Centro Cultural São Paulo (2010).

Obras do artista