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Exposição “Retratos Relatos” de Panmela Castro

Museu da Republica - Rua do Catete, 153. Catete. Rio de Janeiro.

Exposição  “Retratos Relatos” de Panmela Castro

COMUNICADO IMPORTANTE : Devido a pandemia do Covid-19, anunciado 12/3 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendamos que confirmem a realização dos eventos antes de se deslocarem. As informações mudam a todo momento.Telefone para contato com a organização da exposição no final da página. 

 

PANMELA CASTRO FAZ SUA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE PORTRAITS EM UM GRANDE MUSEU

 

Mostra, que fica em cartaz no Museu da República a partir de março, reúne obras inspiradas em retratos e relatos reais de mulheres de todo o Brasil

Vidas transformadas em arte. Assim começa o processo de criação de “Retratos Relatos”, primeira exposição individual da carioca Panmela Castro em um grande museu. A partir do dia 07 de março (véspera do Dia Internacional da Mulher), a artista visual que ganhou o mundo através do grafite e sua luta pelo fim da violência contra a mulher mostra agora ao público sua antiga paixão pelos portraits, reunindo no Museu da República, no Rio, 15 retratos inspirados em relatos reais de mulheres de todo o Brasil. Com curadoria de Keyna Eleison, a mostra fica em cartaz até 31 de maio. A abertura vai contar com uma performance no salão nobre aberta ao público.

Motivada pela repercussão de um suposto caso de abuso que veio a público envolvendo uma jovem e um jogador de futebol, Panmela postou nas redes sociais uma experiência que havia vivenciado anos atrás e convidou outras mulheres a dividirem suas histórias. A resposta foi tão grande que Panmela, premiada internacionalmente pelo seu ativismo social frente a ONG Rede Nami, resolveu transformar os relatos em um projeto artístico. Durante todo o ano de 2019, a artista recebeu via email historias de mulheres de todas as partes do país, acompanhadas por selfies. Cada relato foi transformado num portrait, inspirado não só pela imagem da autora como na temática da narrativa.

Ao todo, a artista pintou cerca de 40 retratos dos quais 15 foram selecionados pela curadora para a exposição. Cada pintura vem acompanhada do texto na íntegra, tal qual foi escrito, sem que o nome seja revelado. Apesar de não ter estipulado o teor dos relatos, na sua maioria, as histórias falam de violência e abuso contra a mulher. “Como elas sabem que meu trabalho está ligado ao empoderamento da mulher, acho que encontraram ali uma oportunidade de serem ouvidas sem medo de julgamentos ou represálias. Como uma válvula de escape”, diz Panmela.

Palavras como dor, violência, abuso e tristeza definem na sua maioria as histórias contadas, porém, muitas delas com desfechos positivos de resiliência, coragem e superação por parte das vitimas. Entre os relatos, há o caso da jovem que foi abusada por parentes durante a infância, mas sofreu um apagão de memória e só foi lembrar muitos anos depois, o que a fez romper com a família. Há também da jovem que sofreu violência psicológica, moral e física do namorado 10 anos mais velhos e não sabia como sair da relação porque tinha vergonha de contar o que estava passando. Outro caso é da jovem que foi filmada sem saber durante uma relação sexual e tempos depois viu seu vídeo exposto na internet. Em suma, casos corriqueiros que marcam diariamente a vida de milhares de mulheres sem que muitas vezes os culpados sejam punidos.

Artisticamente, o público terá a oportunidade de ver uma faceta pouco explorada por Panmela até então em suas exposições: os portraits. Ainda que conhecida por seus grandes murais mundo afora (muitos deles retratos), a forma de pintar ganha uma nova estética. “Há um tempo já venho tentando me desapegar dos traços marcados e realistas do grafite. Agora, até por uma questão ética de manter o anonimato das mulheres, optei por uma pintura mais solta e abstrata”, revela. Dessa forma, segundo Panmela, as retratadas serão capazes de se reconhecer na tela, sem, no entanto, ter sua identidade revelada.

 

PROGRAMAÇÃO – para marcar a abertura, dia 7 de março, Panmela fará uma performance artística no salão nobre do museu, entre 16h30 e 17h30. O público está convidado a vir com seu melhor traje para participar de um grande baile de valsa ao lado da artista. Ao longo do mês de abril, serão promovidas algumas atividades gratuitas, tais como, uma tarde de pintura ao vivo com Panmela no jardim e uma oficina de autoretrato no espaço educativo do Museu da República. Para completar, será promovido um debate com algumas das mulheres que tiveram seus relatos retratados na exposição.

 

SERVIÇO:

RETRATOS RELATOS – PANMELA CASTRO/CURADORIA KEYNA ELEISON
LOCAL: Museu da Republica (Rua do Catete, 153. Catete. Rio de Janeiro).
DATA: 07 de março a 31 de maio
HORÁRIO VISITAÇAO: 10h às 17h (terça a sexta); 11h às 18h (sábado, domingo e feriados).
CONTATO: (21) 2127-0324
VALOR: R$ 6,00 (entrada franca às quartas-feiras e aos domingos). Professores, maiores de 60 anos e crianças até 10 anos não pagam. Estudantes e menores de 21 anos têm 50% de desconto
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Livre