Exposição individual "Solidão Coletiva", de Júlio Bittencourt
Exposição

Exposição individual "Solidão Coletiva", de Júlio Bittencourt

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Solidão Coletiva", de Júlio Bittencourt
  • Abertura: 03 de março 2026
  • Visitação: até 12 de julho 2026

Local

  • Local: CAIXA Cultural São Paulo
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Praça da Sé, 111, Centro – São Paulo, SP

CAIXA Cultural São Paulo apresenta exposição inédita de Julio Bittencourt  


Mostra "Solidão Coletiva" reúne oito séries fotográficas produzidas entre 2016 e  2023, sob curadoria de Guilherme Wisnik e expografia de Daniela Thomas, e  investiga o confinamento do indivíduo na sociedade contemporânea  


 

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta entre 03 de março e 12 de julho a exposição Solidão Coletiva, individual inédita de Julio Bittencourt que propõe uma reflexão  visual sobre as contradições da sociedade contemporânea e os modos de  existência em um mundo cada vez mais povoado, acelerado e regulado. Com  curadoria de Guilherme Wisnik e expografia assinada por Daniela Thomas, a  mostra reúne oito séries fotográficas realizadas entre 2016 e 2023, resultado de um  extenso trabalho de observação em grandes centros urbanos como São Paulo,  Nova York, Tóquio, Mumbai, Pequim e Jacarta.  


O título da exposição dialoga com o pensamento da filósofa Hannah Arendt, para  quem a sociedade moderna, estruturada em torno do trabalho, tende a suprimir a  possibilidade de ação e a reduzir o indivíduo à condição de agente funcional. "As  imagens de Bittencourt observam grupos humanos imersos em rotinas produtivas,  fluxos incessantes de informação e espaços que impõem contenção física e  simbólica. O confinamento surge como eixo recorrente, mesmo quando os  mecanismos de controle não se apresentam de forma explícita", conta Wisnik.  


Em suas fotografias, Julio Bittencourt busca registrar não acontecimentos  extraordinários, mas estados de suspensão. São, para o artista, corpos anônimos,  captados em situações de espera, repetição ou adaptação a ambientes que os  condicionam. De empregados isolados em escritórios a trabalhadores alojados em  hotéis cápsula, a privação deixa de ser exceção para se tornar parte estrutural do  cotidiano urbano. "Há, nesse gesto, uma dimensão política que não se baseia na  denúncia direta, mas na insistência em tornar visível aquilo que costuma passar  despercebido", diz o curador.  


As séries se articulam como capítulos de uma narrativa aberta, marcada por tensão  e ressonância. Transitando entre o documental e o conceitual, Julio Bittencourt  explora a fotografia como linguagem crítica, livre do compromisso jornalístico com  o fato imediato, mas atenta às possibilidades poéticas do olhar.  


Solidão Coletiva - Júlio Bittencourt é uma exposição apresentada pela CAIXA  Cultural, com realização da Phi Projetos e Cinnamon e patrocínio da CAIXA e  Governo do Brasil. 


Sobre Julio Bittencourt 

Nascido no Brasil e criado entre São Paulo e Nova York, Julio Bittencourt  desenvolve, por meio da fotografia, do vídeo e de instalações, pesquisas sobre vida  urbana, identidade e as relações sociais entre indivíduos e seus ambientes.  


Autor dos livros Na vitrine do Prédio Prestes Maia 911, Ramos e Mar Morto,  Bittencourt teve trabalhos exibidos em galerias e museus de mais de vinte países e  publicados em veículos como The New Yorker, The Guardian, TIME, Financial Times e The Wall Street Journal. Atualmente radicado em Paris, é representado pela Galeria Lume, em São Paulo, e pela Galeria da Gávea, no Rio de Janeiro. 


Sobre Guilherme Wisnik  

Guilherme Wisnik (1972) é professor Livre-Docente na Faculdade de Arquitetura e  Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP), instituição na qual é Vice Diretor(2023-2026). É curador do MuBE (Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia),  em São Paulo. É autor de livros como Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Estado  crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009), Espaço em obra: cidade, arte,  arquitetura (Edições Sesc SP, 2018), Dentro do nevoeiro: arte, arquitetura e  tecnologia contemporâneas (Ubu, 2018) e Lançar mundos no mundo: Caetano  Veloso e o Brasil (Fósforo, 2022). Recebeu o prêmio "Destaque 2018" da  Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) em 2019, e o Prêmio Jabuti em  2021, na categoria "Artes". Foi o Curador-Geral da 10a Bienal de Arquitetura de São  Paulo (Instituto de Arquitetos do Brasil, 2013), do Pavilhão do Brasil na Expo 2020  em Dubai (2021), e Cocurador da exposição Infinito vão: 90 anos de arquitetura  brasileira (Casa da Arquitectura de Portugal, 2018), em Matosinhos.Publicou  artigos e ensaios em revistas no Brasil e no exterior, tais como Cahiers d'Art,  Artforum, Architectural Design, Architectural Review, Domus, Arquitectura Viva, AV  Monografías, 2G, Rassegna, Arch +, Baumeister, JA – Jornal Arquitectos, Urban  China e Monolito. 


Sobre Daniela Thomas  

Daniela Thomas é cenógrafa, diretora de cinema e teatro. Realizou inúmeros  projetos de cenografia, tendo sido agraciada com os principais prêmios nacionais  e internacionais da área, incluindo o APCA pelo conjunto da obra e o Triga de Ouro  da Quadrienal de Cenografia de Praga. Foi um dos diretores da Cerimônia de  Abertura das Olimpíadas Rio 2016 e cenógrafa do espetáculo. Como cineasta,  realizou os longas O Banquete, Vazante, que abriu a mostra Panorama do Festival  de Berlim em 2017, Terra Estrangeira e Linha de Passe, estes dois últimos co dirigidos com Walter Salles. Linha de Passe deu a Palma de Ouro de Melhor Atriz no  Festival de Cannes à Sandra Corveloni. Com o arquiteto Felipe Tassara, dirige a T+T  Projetos, criando o design de dezenas de exposições no Brasil e no exterior  (exposições no Grand Palais e no Centre Georges Pompidou em Paris, na Morgan Gallery, em Nova Iorque, no Mamba e no Museo de Belas Artes de Buenos Aires, no  Museu de Belas Artes de Santiago do Chile e nos principais museus do Brasil) e a  expografia permanente de Museus como o Museu do Futebol, no estádio do  Pacaembu, a Coleção Brasiliana Itau e o Museu da Imigração, premiado na Bienal  Ibero-Americana de Design. 


Sobre a Phi 

A Phi é uma produtora cultural com sede em São Paulo dedicada à criação,  curadoria, gestão e produção de projetos artísticos e culturais nas áreas de artes  visuais, cinema, música, teatro, tecnologia e educação. Fundada em 2013 por Julia  Borges Araña, atua com projetos autorais e sob encomenda para artistas,  instituições e marcas, no Brasil e no exterior. A Phi desenvolve projetos completos,  da concepção à realização, incluindo exposições, experiências imersivas,  conteúdos criativos, editoriais e ações educativas. Com forte compromisso com  sustentabilidade, justiça social e equidade, busca gerar experiências  transformadoras que ampliem o acesso à cultura e fortaleçam o diálogo entre arte,  sociedade e futuro.

https://www.instagram.com/_phiprojetos/   


Sobre a Cinnamon 

A Cinnamon é uma produtora de conteúdo e cultura que atua desde 2002  desenvolvendo projetos no Brasil e no exterior, envolvendo artistas como Björk,  Mick Rock, Will Smith, Roman Polanski, Ennio Morricone, Michel Gondry, Cat  Power, Matthew Barney, Jum Nakao, Nelson Leirner, Berna Reale, entre muitos  outros. Com experiência em audiovisual, música, artes visuais e arte e tecnologia,  a Cinnamon conecta pessoas, marcas e instituições, gerando experiências  transformadoras e inspiradoras a cada realização. www.cinnamon.com.br 


SERVIÇO 

Solidão Coletiva, individual de Julio Bittencourt  

Curadoria: Guilherme Wisnik  

Realização: Phi Projetos e Cinnamon  

Apoio: Galeria Lume  


Período: 3 de março a 12 de julho de 2026  


Horário de Visitação: de terça a domingo, das 9h às 18h  


Local: CAIXA Cultural São Paulo  

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP  


Entrada: gratuita  


Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil 

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