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Exposição “República” de Luiz Roque

PIVÔ - Edifício Copan, loja 54 – Avenida Ipiranga, 200

Exposição “República” de Luiz Roque
COMUNICADO IMPORTANTE : Devido a pandemia do Covid-19, anunciado 12/3 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendamos que confirmem a realização dos eventos antes de se deslocarem. As informações mudam a todo momento.Telefone para contato com a organização da exposição no final da página. 

 

 

“República” traz um recorte da produção de Luiz Roque, realizada nos últimos 10 anos, e apresentará seis trabalhos em vídeo, sendo dois deles inéditos no Brasil. A curadoria é de Fernanda Brenner.

 

Roque se interessa pela ficção-científica como meio de refletir sobre questões geopolíticas, sociais e históricas e para especular sobre futuros possíveis, tendo o desejo como vetor importante de sua produção. Suas obras apresentam a duração e o ritmo de trailers ou de videoclipes e servem tanto ao espaço da galeria de arte quanto ao da sala de cinema. Interessado particularmente no legado do modernismo, Roque o relaciona a questões relativas ao corpo em movimento e transformação e ao imaginário da cultura pop, lançando mão de recursos próprios à linguagem cinematográfica para construir narrativas e ensaios visuais em um tempo suspenso. Seus personagens habitam cenários pós-apocalipticos e distópicos para onde o artista desloca elementos conhecidos da história da arte e arquitetura.

 

A obra que empresta título à exposição foi comissionada para o projeto em parceria com o Passerelle Centre d’Art Contemporain, em Brest, França. República encerra a trilogia Farmacopéia, formada ainda por Ano Branco (2013), presente na mostra, e Heaven (2016). Nesta série, Roque explora o corpo humano como território de disputas e transformações políticas. República é uma espécie de documentário captado em vídeo e Super-8, narrado pela performer Marcinha do Corintho, diva dos shows de travestis, atuante desde a década de 1980. O filme é também uma homenagem ao bairro central de São Paulo, onde está situado o edifício Copan, em que Roque vive há doze anos, e sua emblemática praça, ponto histórico para muitos trabalhadores e trabalhadoras do sexo. A questão das migrações sexuais está no centro da narrativa e da visualização circular do filme. Roque aborda aspectos característicos da sociedade “farmacopornográfica”, conforme o termo cunhado por Paul B. Preciado. O filósofo feminista transgênero é umas das personagens do filme que inicia sua trilogia: Ano Branco parte de uma palestra de Preciado para construir um enredo ficcional ambientado no ano de 2031. O filme levanta a discussão sobre a bioética e a ingerência do Estado sobre os corpos como forma de controle politico e social.

 

O artista apresentará também o filme Zero (2019), realizado durante residência artística em Dubai, nos Emirados Árabes. O curta-metragem tem como personagem principal um cachorro que viaja sozinho a bordo de uma aeronave sobrevoando o deserto em torno de uma espécie de oasis de arranha-céus futuristas . Em um contexto em que a tecnologia aponta para a superação do próprio conceito de humano, o contraste entre a poeira do deserto, os vidros brilhantes e limpíssimos dos prédios e o animal à deriva – talvez a última vida restante – é um alerta pertubador sobre as consequencias de grande parte das decisões políticas e economicas do século XX.

 

A realizacão de “República” acontece em parceria com o Passerelle Centre d’Art Contemporain. A instituição francesa exibe, de 07 de fevereiro a 02 de maio, uma versão prévia da exposição.

 

O Pivô agradece o apoio generoso de Virginia Weinberg na viabilização deste projeto.

 

SOBRE O ARTISTA

Luiz Roque, 1979, vive e trabalha em São Paulo

Sua produção tem foco na imagem em movimento se extendendo também para fotografia e escultura. Exposições individuais recentes incluem República (CAC Passerelle, Brest, 2020), Screen Series (New Museum, New York, 2020), Televisão (MAC, Niterói, 2018), HEAVEN (Tramway, Glasgow, 2017), The Modern Years (MendesWoodDM, Bruxelas, 2017) e Ancestral (CCSP, São Paulo (2016). Seus trabalhos tem sido incluídos em inúmeras exposições coletivas tais como 1a Bienal de Riga (Letônia, 2018), Avenida Paulista (MASP, São Paulo, 2017), 32a Bienal de São Paulo (2016), Mark Leckey: Containers and Their Drivers (MoMA PS1, Nova York, 2016), The Violet Crab (DRAF, Londres, 2015), The Brancusi Effect, (Kunsthalle, Viena, 2014) e Medos Modernos (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2014).

 

PERÍODO

21/03 – 09/05/2020

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

TERÇA A DOMINGO, 15H ÀS 19H

ENTRADA

ENTRADA FRANCA

(11) 3255-8703

PIVO - Edifício Copan, loja 54 – Avenida Ipiranga, 200