Exposição "Código-Mãe", de Jane e Gabriel Wickbold
Exposição

Exposição "Código-Mãe", de Jane e Gabriel Wickbold

Exposição

  • Nome: Exposição "Código-Mãe", de Jane e Gabriel Wickbold
  • Abertura: 06 de abril 2026
  • Visitação: até 06 de junho 2026
  • Galeria: Galeria Gabriel Wickbold

Local

  • Local: Galeria Gabriel Wickbold
  • Evento Online: Não
  • Endereço: R. Lourenço de Almeida, 167, Vila Nova Conceição – São Paulo, SP

Codigo-Mãe



A Gabriel Wickbold Gallery, em São Paulo, apresenta Código-Mãe, exposição inédita de Jane e Gabriel Wickbold, mãe e filho, que reúne 22 pinturas desenvolvidas em colaboração direta ao longo de um processo contínuo no ateliê. Realizadas a quatro mãos e em dimensões variadas, as obras partem de um exercício compartilhado de construção pictórica, no qual gesto, repetição e permanência assumem papel central. A abertura acontece no dia 6 de abril.


O projeto se estrutura a partir de um retorno à produção de Jane Wickbold, artista com atuação desde a década de 1990, cuja trajetória foi interrompida no início dos anos 2000 e é agora retomada publicamente. Esse reencontro não se dá sob a lógica de uma revisão retrospectiva, mas como operação prática: ambos passam a trabalhar simultaneamente sobre as mesmas superfícies, estabelecendo um campo comum de ação e linguagem.


Com trajetória consolidada desde 2012, Gabriel Wickbold desloca aqui sua prática para a pintura, assumindo o processo como eixo estruturante. Ao lado de Jane, desenvolve uma dinâmica baseada na repetição do gesto, na construção por camadas e na relação direta com o tempo de execução.


As obras não partem de uma imagem prévia, mas da inscrição contínua de marcas sobre a superfície. Cada traço corresponde a um intervalo, a um registro de presença, fazendo com que a pintura opere como campo de acumulação temporal. Mais do que resultado formal, o trabalho se constrói como processo visível, no qual a duração se torna matéria. As pinturas incorporam telas de sombream — materiais utilizados no cultivo de plantas sensíveis à luz direta — que passam a operar como elemento estrutural na construção das obras. Ao mesmo tempo em que sugerem proteção e mediação, essas superfícies introduzem um jogo de presença e apagamento, no qual a imagem se organiza por sobreposição e instabilidade.


Ao longo desse percurso, o projeto também passa a tensionar a própria ideia de origem. Ao revisitar a prática de Jane e operar em diálogo direto com ela, Gabriel desloca a leitura da influência para um campo menos evidente, no qual valores como disciplina, persistência e atenção ao tempo da criação deixam de ser percebidos como construções individuais e passam a ser entendidos como parte de um ambiente formador. A produção em conjunto explicita ainda um movimento de inversão: aquela que ocupava uma posição estrutural passa a assumir centralidade, enquanto essa presença é reconhecida como constitutiva da própria linguagem em desenvolvimento.


A trajetória de Jane atravessa diretamente esse processo. A convivência com a artrite reumatoide juvenil introduz uma dimensão física na obra, perceptível na relação com a matéria e na construção das superfícies, que por vezes se aproximam de estruturas de contenção — como cascos ou camadas de proteção — tensionando simultaneamente fragilidade e resistência. O projeto se desdobra ainda em um documentário em desenvolvimento, que acompanha o processo de produção das obras e registra os encontros no ateliê, ampliando a reflexão sobre tempo, prática e convivência como dimensões constitutivas do trabalho.


Nesse sentido, Código-Mãe não se organiza apenas como colaboração, mas como investigação. Mais do que recuperar uma trajetória interrompida, o projeto coloca em questão a própria noção de ausência, ao sugerir que determinadas presenças continuam a operar na construção de uma linguagem, mesmo quando não ocupam um lugar visível. Ao deslocar a relação para o campo da linguagem, a exposição propõe uma leitura da prática artística como espaço de continuidade, no qual a autoria se constrói menos como afirmação individual e mais como resultado de processos de transmissão, muitas vezes invisíveis.


Serviço

Codigo-Mãe, Jane e Gabriel Wickbold


Abertura: 06/04/26 às 19:00h

Exposição: 07/04/26 à 06/06/26


R. Lourenço de Almeida, 167 – Vila Nova Conceição - São Paulo


Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira das 11:00h às 18:00h

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