Guilherme Gafi

Santo André/SP, 1986. Vive e trabalha em Santo André/SP.
Guilherme Gafi, artista de Santo André, região da Grande São Paulo, reordena o léxico tradicional da pintura através do viés urbano da contemporaneidade. A tinta, a mancha e a cor – elementos que já foram protagonistas da pintura moderna – estão presentes na produção visual do artista. No entanto, o que os atualiza frente aos novos tempos é a forma como Gafi repensa esses atributos de acordo com as urgências atuais, já que retira da mancha sua áurea de subjetividade e gestualidade, colocando-a numa perspectiva de serialidade da repetição industrial. Seu trabalho repensa as bases convencionais – ao sair do canvas e buscar materiais corriqueiros, peças descartadas e objetos cotidianos –, alargando, assim, o pensamento bidimensional que avança sobre a espacialidade das arquiteturas e das cidades.
Mas não é apenas com a disciplina pictórica que dialoga o artista. Se percebermos que seus suportes sofrem manipulações, dobras e torções, organizando-se de modo volumétrico pelo entorno, será possível observar também em seus trabalhos uma referência às linguagens escultóricas. Essas organizações e reorganizações dos objetos plásticos de Guilherme Gafi podem ser compreendidas como um sintoma do seu raciocínio editorial, fator presente em seus estudos e experimentações estéticas. Mesmo ao expor imagens sobre a parede, o artista joga com grupos de imagens, séries de manchas e campos de cor, testando o efeito das diagramações, das multiplicações e das sobreposições, como quem busca analisar campos de acúmulo e de massas em processos de homogeneização. Assim, seu trabalho artístico parte de explorações da ordem do abstrato. E essas mesmas explorações ganham ainda maior corpo e vigor ao assumirem arranjos que transitam entre o plano e o espaço.

Mini Bio
Licenciado em Educação Artística pela FAINC, Santo André (SP). Realizou sua primeira individual em 2010, no Museu de Santo André (SP). Em 2012 foi selecionado para a coletiva Processos Públicos, no Paço Das Artes (SP). No mesmo ano, ganhou o prêmio aquisição do 1° Salão de Artes Visuais de São Caetano do Sul e em seguida foi premiado no 15° Urbano - Mostra de Arte Contemporânea - Fundação das Artes e no 40° Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto. Fez sua segunda individual, Processos Intermináveis, em 2013, na Casa oo Olhar Luiz Sacilotto (SP). A partir de então, sua produção passou a incorporar diferentes técnicas e suportes, de modo a absorver elementos do contexto urbano. Seus primeiros murais trabalhavam com a ideia de uma paisagem desconstruída e fantástica. Posteriormente, estudos, desenhos e pinturas passaram a ser o centro de sua pesquisa, que se desdobrou em fotografia, objetos, assemblages e instalações. Em 2014, compôs o time de artistas na Residência Espaço Atemporal - Espaço APIS (RJ). Em 2015, realizou a individual DEPRIVATION, resultado da residência que realizou na Cidadela ArtDistrict, em Cascais, Portugal. 

Conheça

Obras deste Artista

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