Artistas

Ana Horta

ANA HORTA (Bom Despacho MG 1957 - Belo Horizonte MG 1987)

Ana Maria Hor ta de Almeida foi pintora, gravadora, desenhista e professora. Em Belo Horizonte cur sou desenho e pintura com Frederico Bracher Júnior, em 1972, e composição e desenho com Nilza Borgeth, em 1975. Estudou desenho com João Quaglia, em 1977 e com José Alber to Nemer, em 1978, durante a 11ª e 12ª edição do Festival de Inverno de Ouro Preto. Ingressou na Escola de Belas Ar tes da UFMG de Belo Horizonte, em 1978, especializando-se em gravuras. Em 1979, frequentou o cur so de verão da Escola Guignard e o ateliê do ar tista Luiz Paulo Baravelli. Em 1980, lecionou ar te para crianças na Escolinha de Ar te Quintal e desenvolveu atividades criativas também para o público infantil nos Projetos Jequitinhonha e Tiradentes. Atuando como designer gráfico produziu, em 1986, capas para livros da Coleção Circo de Letras da Editora Brasiliense, São Paulo e, capa do disco Piano de Ruth Ser rão, lançado pelo Instituto Nacional de Música, par te do Projeto Memória Musical Brasileira do MEC.

Casada com o fotógrafo Israel Abrantes, faleceu em 1987, num acidente de automóvel em Belo Horizonte, aos 30 anos. 


“(...) A pintura de Ana Hor ta é um intrincado tecido de pinceladas linhas, áreas de matéria-cor, convivência de muitos estados de ação da ar tista. Harmoniza a convivência das áreas de cálculo com áreas de risco da experiência. Há uma ação liber ta desper tada na convivência com o mestre Amilcar. É o registro material de sensibilidade e inteligência entrecr uzadas em cada tela. Sua Pintura está entre as que fazem da ar te um ato de pensar e, ao mesmo tempo, é celebração da sensualidade. A cor é seu caráter de plena realização, prazer e alegria. Há um tempo que vem, vê e vence: conquista o espaço com gesto, registro de descarga de energia na linha iluminadora do relance de um relâmpago. Há um espaço que se faz: constrói o tempo em amplas áreas de pinceladas densas e largas, sedimentando a matéria como superfície iluminada. Ana Hor ta veio na rapidez feliz da sensualidade realizada, generosa e ampla, mas densa como um relâmpago e seu próprio gesto. Esvaiu-se e permanece juventude. Seu tempo deslocou-se da vida para ser pintura". 

Obras do artista