Exposições "Shh..." de Edgard de Souza, "Fazendo a América" de Rosângela Rennó e "Faço carreto pra lua" de Carlos Nunes
Exposição

Exposições "Shh..." de Edgard de Souza, "Fazendo a América" de Rosângela Rennó e "Faço carreto pra lua" de Carlos Nunes

Exposição

  • Nome: Exposições "Shh..." de Edgard de Souza, "Fazendo a América" de Rosângela Rennó e "Faço carreto pra lua" de Carlos Nunes
  • Abertura: 03 de outubro 2026
  • Visitação: até 31 de outubro 2026

Local

  • Local: Galeria vermelho
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis - São Paulo, SP

Galeria Vermelho inaugura "Shh...", exposição individual de Edgard de Souza, Fazendo a América | Making America, nova individual de Rosângela Rennó e "Faço carreto pra lua" de Carlos Nunes


No dia 3 de outubro, das 11h às 17h, a Vermelho inaugura Shh..., quarta exposição individual de Edgard de Souza na galeria, e Fazendo a América | Making America, nova individual de Rosângela Rennó. As exposições ficam em cartaz até 31 de outubro de 2026. Na fachada externa, Carlos Nunes apresenta o lambe-lambe Faço carreto pra lua. Em comum, os três artistas apresentam trabalhos atravessados por um momento histórico marcado por conflitos, disputas ideológicas, deslocamentos e pelo acirramento de fronteiras políticas e sociais.

Edgard de Souza 
Em Shh..., Edgard de Souza reúne trabalhos realizados entre 2012 e 2026 e retoma formas presentes em diferentes momentos de sua trajetória. A exposição começa com uma série de autorretratos em lápis de cor nos quais o artista assume a figura do diabo. Adiante, uma figura talhada a partir de uma tora de madeira está em chamas, enquanto o fogo reaparece sobre uma porta da galeria, fechada e coberta por brasas feitas com giz pastel. 

Há cerca de uma década, Edgard desenvolve uma prática de bordado a partir de rabiscos e dos movimentos de seu próprio corpo. As linhas acumuladas registram o alcance e o deslocamento dos gestos, transformando uma origem espontânea em construções minuciosas. Se antes as nuvens constituíam uma exceção figurativa entre esses trabalhos abstratos, em Shh... as formas se tornam menos inocentes: podem remeter a copas, flores e outros elementos naturais, mas também a explosões, quedas e impactos, oscilando entre fenômeno natural e catástrofe, atração e ameaça. 

No andar superior, esculturas revestidas de pele de vaca retomam formas presentes na produção de Edgard desde o final dos anos 1980. Em Autofagia, novo bronze realizado a partir de uma escultura de 2013, dois corpos unidos pela cintura dobram-se um sobre o outro, numa relação em que luta e volúpia permanecem difíceis de distinguir. A exposição se encerra com um autorretrato em pintura a óleo, no qual Edgard assume novamente a figura do diabo, com o dedo sobre a boca, pedindo silêncio.  

Rosângela Rennó
Fazendo a América | Making America, de Rosângela Rennó, parte da histórica conexão migratória entre Governador Valadares, em Minas Gerais, e a região da Grande Boston, nos Estados Unidos. Construída ao longo de décadas, essa ponte tornou-se uma das principais rotas da emigração brasileira para o país.  

O trabalho, comissionado pelo Museum of Fine Arts, Boston, para a exposição Fazendo a América: Rosângela Rennó and Histories of Memory and Migration in Brazil, reúne 48 retratos realizados entre Minas Gerais e Massachusetts e um jornal impresso desenvolvido pela artista com o apoio do semanário Brazilian Times. 

O título recupera a expressão “fazer a América”, historicamente associada à busca por melhores condições de vida no continente e posteriormente apropriada por brasileiros que emigraram para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, estabelece um diálogo com “Make America Great Again”, slogan do movimento político de Donald Trump, colocando em tensão diferentes ideias de pertencimento, imigração e identidade nacional. Nos retratos, bonés verdes bordados com as expressões “Making America” ou “Fazendo a América” encobrem parcial ou inteiramente os rostos, protegendo a identidade dos retratados e estabelecendo um elemento comum entre pessoas situadas nos dois extremos desse percurso migratório. 

Na Vermelho, Rennó amplia esse conjunto com duas intervenções em lambe-lambe. Uma delas parte de uma fotografia do Monumento ao Emigrante, em Governador Valadares, realizada por Ramón Elber a pedido da artista; a outra, de uma fotografia feita por Rennó durante uma manifestação em Boston, na qual um homem segura um cartaz com a frase “No one is illegal on stolen land”. A exposição apresenta ainda American Spirits, fotolitogravura em offset artesanal produzida em parceria com o Estúdio Barén, no Rio de Janeiro, a partir de uma colagem fotográfica originalmente criada para o jornal Making America. 

Carlos Nunes
Na fachada externa da Vermelho, Carlos Nunes apresenta Faço carreto pra lua. (2026), lambe-lambe concebido para o espaço. O trabalho integra uma série de pequenas frases que oferecem um serviço e terminam com o número de telefone do próprio artista. As frases aproximam a figura do artista às do vendedor, enganador ou sonhador e, neste caso, relacionam-se a uma sensação de esgotamento diante do momento histórico atual. A oferta absurda de um carreto para a Lua propõe uma solução impossível para uma sensação concreta, enquanto a presença do telefone reforça a materialidade da promessa de serviço. 

SERVIÇO 
Edgard de Souza: Shh...
Rosângela Rennó: Fazendo a América

Abertura: 03 de outubro de 2026, das 11h às 17h
Período: 03 de outubro a 31 de outubro de 2026

Local: Vermelho
De segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábados, das 11h às 17h

Rua Minas Gerais, 350 – Higienópolis
01244-010 – São Paulo, SP

Tel.: +55 11 3138-1520
galeriavermelho.com.br

Mais informações: gabriel@galeriavermelho.com.br


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