Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”
Exposição

Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”

Exposição

  • Nome: Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”
  • Abertura: 20 de maio 2026
  • Visitação: até 07 de setembro 2026

Local

  • Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro, RJ  

“Vik Muniz – A Olho Nu”, maior retrospectiva do artista, chega ampliada ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro 


Depois de ter sido vista por mais de 150 mil pessoas, desde que foi inaugurada em junho de 2025no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, de onde seguiu para o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em dezembro de 2025 – realizada então pelo CCBB Salvador – a maior retrospectiva já feita sobre produção de Vik Muniz chega ao CCBB Rio de Janeiro. Com curadoria de Daniel Rangel, que acompanha a trajetória de Vik Muniz desde 1999, a exposição vai ocupar o térreo e o primeiro andar do CCBB Rio de Janeiro com mais de 220 trabalhos, entre fotografias e esculturas, criadas de 1987 até o momento. “Vik Muniz – A Olho Nu” no CCBB Rio está acrescida de aproximadamente 20 trabalhos, dos quais cinco totalmente inéditos, criados pelo artista este ano especialmente para esta mostra. 



O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) recebe a exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, a maior e mais abrangente retrospectiva do artista Vik Muniz, que ficará em cartaz de 20 de maio a 7 de setembro de 2026. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu” reúne mais de 220 obras, de 43 diferentes séries, entre fotografias e esculturas. 


No CCBB Rio de Janeiro, “Vik Muniz – A Olho Nu” terá várias novidades, em relação às etapas anteriores do projeto, com aproximadamente mais vinte trabalhos, entre inéditos, restaurados, recriados em novas versões, e novas edições. A mostra no Rio terá seis novas séries, em relação às cidades anteriores: “Principia” (1997–2002) – interativa –, “Verso” (2008/2012), “Veículos Mnemônicos” (2014/2026), “Museu de Cinzas” (2019/2026), “Colônias” (2014-2016) e “Os Arquivos de Weimar” (2004). Além dos inéditos, muitos desses trabalhos foram raramente exibidos no país. 


Será mostrada pela primeira vez no Brasil a escultura “Ferrari Berlinetta” (2014/2026), da série “Veículos Mnemônicos”, vinda da Itália, onde foi produzida em Turim. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância.  Instalada em frente à bilheteria da instituição, no térreo, a escultura já dará uma pista para o público de um dos eixos centrais da exposição: a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais.


Suspensa na Rotunda, estará uma das cinco obras feitas por Vik Muniz este ano, especialmente para esta exposição. Trata-se de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio em 2018, fato que mobilizou Vik Muniz para o levantamento de recursos para sua reconstrução. Da série “Museu de Cinzas”, a escultura, totalmente inédita, vai “pairar” no ar, com seus 8,20 metros de envergadura, calculada de uma ponta à outra das asas, e 2,55 metros de comprimento, e poderá ser vista também por cima a partir do segundo andar. Cobrindo o chão da Rotunda, estará um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra do artista “Medusa Marinara” (1997), em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate. A obra original “Medusa Marinara”, impressão em jato de tinta em papel archival, com 1,70 metro de diâmetro, integra a exposição no primeiro andar.


OUTROS DESTAQUES

Integram também “Vik Muniz – A Olho Nu”no CCBB Rio de Janeiro, da série “Relicário”, as obras “Herói”,um conjunto com dez esculturas em mármore escuro, que se assemelham a pinos de boliche, “Dardos”, em impressão em jatode tinta em papel archival e dardos; e “O segredo”, escultura em técnica mista, na forma de um sino. A série “Relicário” marca um ponto de inflexão na trajetória de Vik Muniz, e é reconhecida pelo próprio artista como um marco em sua produção: foi a partir dela que a compreensão do objeto como imagem se consolidou. O interesse do artista pela fotografia surgiu durante o processo de documentação das esculturas desta série. Nela, as obras exploram intencionalmente a ambiguidade das matérias-primas: o público tem suas expectativas subvertidas, ao se deparar com objetos reconhecíveis produzidos com materiais inesperados. Essa relação paradoxal entre escultura e matéria confere às esculturas um forte caráter irônico e crítico.


É destaque ainda “Família”, da série “Álbum”, um retrato de Vik Muniz na infância, junto de seus pais.  


Para esta mostra no CCBB Rio de Janeiro foram restauradas as esculturas em bronze “Nuvem nuvem 1” e “Nuvem 2”, da série “Primeiros Trabalhos”, ambas de 1997, e a escultura “A coisa” (1989), série “Relicário”, em técnica mista.


O artista recriou seis esculturas, a partir de seus originais: “Pódio de balanço” (1988/2026), “⁠Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)”, (1989/2026), e “⁠Flying Dutchman” (1991/2026), da série “Primeiros Trabalhos”; “⁠O grande livro” (1990/2026) e “⁠Mala de mármore (2010/2026), da série “Relicário”. 


Dois outros trabalhos que entraram na exposição foram as esculturas “Capacete” (1989/2026) e “Fotografia histórica”, novas edições, 1989/2026, da série “Primeiros Trabalhos”


 “Vik Muniz é um verdadeiro ícone das artes plásticas brasileiras. Sua estética única, marcada pela utilização de materiais inusitados para a construção de imagens sublimes, fez com que se tornasse igualmente querido entre especialistas e visitantes. Receber a maior retrospectiva já feita de um criador tão importante e popular reforça a nossa vocação em trazermos a cultura para perto das pessoas, para que todos sejam inspirados por ela”, comenta Sueli Voltarelli, Gerente Geral do CCBB Rio,acrescentando que “em meio ao surgimento de novas tecnologias, Muniz nos faz refletir sobre o papel da imaginação humana como matéria-prima primordial da arte.”


ILUSIONISTA

“Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais. Suas obras possuem camadas que tensionam diferentes questões de cunho poético — aspectos formais e processuais — e político, abordagens e relações que estabelece com o sistema da arte”, afirma Daniel Rangel. 


O curador explica que a exposição “Vik Muniz – A olho nu” “propõe um passeio pela produção do artista, desde suas obras tridimensionais, criadas antes do uso da câmera fotográfica, até suas séries de fotos mais conhecidas e as mais recentes. O recorte apresentado inclui esculturas, objetos e mais de uma centena de fotografias nas quais deslocamento de funções e reconfigurações de objetos do mundo estão evidentes e servem como fio condutor da seleção”. 


Único filho de mãe mineira e pai cearense, Vik Muniz nasceu em São Paulo, em 1961. Seu pai trabalhava como garçom, e não poupou esforços para apoiar o talento do filho. Aos 22 anos, apenas com o dinheiro da passagem e muita vontade de perseguir seu sonho de ser artista, Vik Muniz foi para Nova York, onde passou a trabalhar e a ser reconhecido, e onde mantém casa e ateliê. O artista também tem casa e ateliê em Salvador, mas é no Rio onde fica baseado, e para onde trouxe seus pais para morarem perto. Seu pai faleceu em maio do ano passado, e esta retrospectiva é dedicada a ele. 


Apesar de ser um viajante inveterado mundo afora, onde suas obras pertencem às mais prestigiosas coleções – Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres, para mencionar apenas algumas – Vik Muniz se mantém apaixonado pela cultura popular, por suas origens. Sobre este aspecto da exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, o curador Daniel Rangel comenta: 


“Esse conjunto aproxima a produção de Vik do universo (pop)ular – seja pela utilização de elementos do cotidiano, pela forma como os organiza ou pelas imagens que produz. Uma amálgama de temas, cores e materiais que pode ser observada em feiras livres, nas ruas e calçadas, nos bairros e festas populares, nas gambiarras, nos filmes da televisão e na liberdade das composições.” 


Outro aspecto bastante relevante da mostra no CCBB Rio de Janeiro é o envolvimento e o entusiasmo de Vik Muniz pelo projeto, que permite com que o artista possa ver reunida obras que abrangem o arco cronológico de sua trajetória. E, principalmente, o de estarem juntas não apenas as fotografias que o tornaram mundialmente famoso, mas também as esculturas e objetos, com que começou sua produção. Este fato empolgou de tal forma o artista que fez com que ele se dedicasse não apenas a criar novas obras, como a realizar ideias que por alguma razão não havia podido concretizar antes. É o caso das inéditas "O segredo", "Herói" e "Dardos". 


DETALHES DAS SÉRIES NOVAS NA MONTAGEM DO CCBB RIO DE JANEIRO


PRINCIPIA (1997–2002)

Na obra “Principia” (1997), técnica mista, 66 x 37,5 x 43,8cm, Vik Muniz investiga o estatuto da verdade associado à imagem fotográfica. Por meio de um visor estereoscópico acoplado – antigo equipamento que produz a ilusão de profundidade – o público vê fotografias que parecem documentar fenômenos complexos, como estruturas biológicas ou reações químicas. No entanto, uma observação mais atenta revela a natureza banal de seus componentes. Por exemplo: aquilo que parece ser um composto orgânico sofisticado, na verdade, é uma batata furada por palitos.A série discute que ver não é necessariamente compreender. Ou seja, toda imagem, por mais convincente que pareça, é sempre resultado de uma construção.


VERSO (2008/2012)

Desenvolvida ao longo de seis anos, a série envolveu pesquisa direta em acervos de instituições como Guggenheim, em Nova York, e Pinacoteca de São Paulo e MASP, em São Paulo, entre outras. Após fotografar a parte posterior de famosas obras de arte em museus, um time especializado de artesãos, artistas e especialistas em cópias de pinturas, reproduziu à perfeição molduras, arranhões, manchas, etiquetas etc.  Com esta série, Vik Muniz desloca o olhar para aquilo que permanece oculto. Tradicionalmente associada à verificação de autenticidade, essa face “invisível” concentra marcas do tempo, etiquetas, carimbos, inscrições e vestígios de circulação institucional. São esses marcadores que narram a trajetória material da obra.


Em “Vik Muniz – A Olho Nu”, estão presentes três obras desta série: “Verso (Abaporu)” (2010), a partir da obra de Tarsila do Amaral, de 1928, atualmente exposta no Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires (MALBA), na Argentina; “Verso (Gioconda)” (2012), a partir da obra de Leonardo da Vinci, de 1503-1506, pertencente ao Museu do Louvre, em Paris; e “Verso (Noite Estrelada)”(2008), a partir da obra de Vincent van Gogh, de 1889, exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), nos EUA. 


COLÔNIAS (2014–2016)

Desenvolvida durante uma residência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, a série é uma colaboração entre Vik Muniz e o biólogo Tal Danino, que articula arte e biotecnologia na construção de imagens.


As obras são produzidas a partir de células vivas, como células hepáticas e células-tronco. O processo envolve a criação de uma matriz, a transferência do desenho para uma superfície adesiva, seguido pela fixação e o crescimento controlado das células. Posteriormente, elas são registradas por microscopia. As imagens finais são ampliações fotográficas desses arranjos microscópicos.


Ao submeter sistemas biológicos, que são intrinsecamente dinâmicos e imprevisíveis, a esquemas formais predefinidos, a série aproxima o gesto artístico e o método científico. Nesse contexto, a imagem é o resultado de uma negociação entre intenção e comportamento espontâneo da matéria.Ao longo de sua trajetória, Vik Muniz tem explorado a capacidade das imagens de reorganizar a percepção humana a partir de materiais inesperados. Em “Colônias”, ele amplia a discussão sobre representação para o campo da própria constituição do visível. Entre arte e ciência, a série reafirma a imagem como construção: não apenas simbólica, mas também biológica.


VEÍCULOS MNEMÔNICOS (2014/2026)

O ponto de partida são os carrinhos da marca Matchbox, criada em 1953. As miniaturas ficaram famosas por suas reproduções realistas e detalhadas em metal. O nome vem do inglês "caixa de fósforos": as primeiras peças eram vendidas em embalagens que simulavam esse formato. As obras desta série são reproduções em tamanho real destes carrinhos de brinquedo: o que antes cabia na palma da mão, reaparece como objeto escultórico em escala humana.


Ao realizar esse “salto de escala”, Vik Muniz destaca a maneira com que a memória opera por distorções: ampliando, condensando e reconfigurando experiências. A superfície dos veículos preserva marcas de uso, como lascas de tinta e desgastes, que remetem ao tempo inscrito no objeto original. Isso demonstra que não se trata de idealizar o passado, mas de reconstruí-lo com suas falhas, sugerindo que a memória não é um arquivo intacto, e sim um campo de recomposição contínua. O uso de brinquedos, e a tensão entre objeto, imagem e memória, presente em outros trabalhos da exposição, se dá em “Mnemonic Vehicle No.1 (Ferrari Berlinetta” (2014/2026) no encontro direto com o objeto, ativando a memória por meio da experiência espacial.


MUSEU DE CINZAS (2019-2026) 

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, abrigava um dos maiores acervos da América Latina até ser destruído por um incêndio em 2018. A instituição era uma das favoritas de Vik Muniz e serviu de inspiração para a criação desta série.Nela, o artista recria a imagem de artefatos pertencentes à coleção do Museu, utilizando cinzas recolhidas no local da tragédia e fotografando-as na sequência. Então, as obras apresentam, simultaneamente, o passado da imagem e sua materialidade atual.


Nesta exposição estão presentes, além de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), duas fotografias desta série: “Museu Nacional” (2019), uma reconstituição da antiga fachada da instituição; e “Luzia” (2019), uma reconstituição do fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil.


OS ARQUIVOS DE WEIMAR (2004)

Para Vik Muniz, esta instalação é um repositório que abriga (e fermenta) a paranoia, de todas as épocas e de todos os lugares. Na obra, o artista mistura fotos de fotografias encontradas e fotos de documentos com fotos que ele mesmo produziu. Cabe ao público tentar identificar quais são as imagens reais e quais são as “de mentira”.


Vik Muniz iniciou esse inventário durante uma viagem à históricacidade de Weimar, na Alemanha, conhecida por ser berço do Classicismo Alemão e do movimento Bauhaus. Weimar também foi a capital da primeira democracia alemã (1919-1933), um período de grande efervescência cultural e instabilidade política, que terminou com a ascensão do nazismo. Weimar abriga o complexo de memórias do campo de concentração de Buchenwald, marcando o paradoxo entre a cultura artística e o horror nazista. Mesmo antes disso, o artista já havia experimentado a sensação de estar em uma conjuntura de paranoia, pois vivia em Nova York em 2001, quando ocorreram os ataques terroristas às Torres Gêmeas. O clima de desconfiança e tensão se arrastou pelos anos seguintes e Muniz seguiu completando esse “fichário de vestígios”.


PRIMEIROS TRABALHOS (1987/2026)

A trajetória de Vik Muniz no campo das artes visuais começa com a escultura. Suas primeiras investigações artísticas foram marcadas por influências ligadas à Pop Art, Minimalismo, Arte Povera, Happening, Fluxus e Op Art. O artista inicia sua pesquisa com objetos físicos, explorando conceitos fundamentais como: escala, massa e volume. E, desde então, seu interesse está na análise de como as propriedades materiais se relacionam com os mecanismos da percepção humana. 


Nas obras desta série, observa-se a presença inicial de temas que seriam aprofundados ao longo de sua carreira, como a construção de ilusões visuais e o jogo entre as dimensões bi e tridimensional na expectativa da experiência estética.


As novidades na exposição no CCBB Rio, em relação às mostras realizadas em Recife e em Salvador em 2025, na série “Primeiros Trabalhos” são as novas edições de três obras: “Capacete”, “Fotografia histórica” e “Ética quântica (Infância)”todas[1989/2026], e as novas versões de “Pódio de balanço” (1988/2026), “⁠Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)” [1989/2026] e “⁠Flying Dutchman” (1991/2026), além das edições originais de “Nuvem 1” e “Nuvem 2” (1997). 


LINHA DO TEMPO

No final do percurso da exposição, o público verá uma Linha do Tempo sobre a trajetória de Vik Muniz, que inclui monitores de vídeo para se ver as obras “Shadowgrams”, “Imagens de linha”, “Imagens de Arame”, e uma entrevista feita com o artista.


ITINERÂNCIA

Em setembro de 2026 “Vik Muniz – A Olho Nu” seguirá para o CCBB Brasília e em março de 2027 para o CCBB Belo Horizonte.


SOBRE VIK MUNIZ

Vik Muniz nasceu em 1961, em São Paulo, de pais imigrantes do Ceará e de Minas. Ele tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, e sua obra questiona e tensiona os limites da representação. Apropriando-se de matérias-primas como açúcar, feijão, chocolate e até lixo, o artista meticulosamente compõe paisagens, retratos e imagens icônicas retiradas da história da arte e do imaginário da cultura visual, propondo outros significados para esses materiais e para as representações criadas.Ele é regularmente convidado como palestrante, professor visitante e artista residente em instituições de ensino de prestígio, como a Universidade Harvard, o MIT, a Universidade de Princeton, Yale, a Sorbonne, Oxford, o Bard College, a Conferência TED e o Fórum Econômico Mundial. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010. “Vik Muniz: Fotografia, Mente e Matéria”, publicado pela Aperture em 2025, é sua publicação mais recente. Vik Muniz também se destaca pelos projetos sociais que coordena, partindo da arte e da criatividade como fator de transformação em comunidades brasileiras e criando, ainda, trabalhos que buscam dar visibilidade a grupos marginalizados na nossa sociedade.Em reconhecimento a essas contribuições, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Ele fundou a Escola Vidigal, que oferece atividades extracurriculares em arte, design e tecnologia para crianças da favela Vidigal, no Rio de Janeiro, e abriu o Lugar Comum, uma galeria de arte contemporânea instalada no Mercado São Joaquim, um mercado tradicional de alimentos em Salvador, Bahia

 

Suas obras integram acervos como: Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres.


A relação de suas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, pode ser vista aqui: gnr_vik-muniz_cv.pdf. Vik Muniz é representado pela galeria Nara Roesler.


SOBRE DANIEL RANGEL

Daniel Rangel é mestre em Artes Visuais pela USP, onde cursa o doutorado em poéticas visuais, e bacharel em Comunicação pela UCSal. Curador, pesquisador e gestor cultural com mais de duas décadas de atuação, dirige o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BAHIA) e é sócio da N+1 Arte Cultura. Foi curador-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia (2021–2023), diretor artístico do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e diretor da Diretoria de Museus da Secult-BA.


Assina a curadoria de “Vik Muniz - A olho nu”, maior retrospectiva do artista; “REVER”_Augusto de Campos, no Sesc Pompeia, eleita melhor exposição individual de artista brasileiro (revista “Select/Celeste”); “Palavra em Movimento”, sobre Arnaldo Antunes, vencedora do APCA 2015; e “Mynameis Ivald Granato”, premiada no Arcanjo de Cultura. Participou de bienais e festivais no Brasil e no exterior, como a 8ª Bienal de Curitiba, as Bienais de Cerveira (Portugal), o Festival Art.br em Nova York e o World BiennialForum.


É autor e organizador de publicações como “Klaxon em Revista”, “Making Biennials in Contemporary Times”, “Luzescrita”, “ReadyMade in Brasil” e “Afonso Tostes: entre a cidade e a natureza”. Também realizou curadorias individuais de nomes como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Carlito Carvalhosa, Ayrson Heráclito e Rodrigo Braga, além de mostras coletivas como “O Museu de Dona Lina”, “Encruzilhada, Utopias e Distopias” e “Poesis in Praxis”.


SOBRE O CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL RIO DE JANEIRO

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

 

Serviço:

Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”


Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ   


20 de maio de 2026 a 7 de setembro de 2026


Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças.


Entrada gratuita, com retirada na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura 


Contato: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br   

Mais informações em bb.com.br/cultura 

Redes sociais: x.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj

instagram.com/ccbbrj |tiktok.com/@ccbbcultura 


Qual a forma que gostaria de assinar
nosso conteúdo?

Artsoul Comunicação Digital LTDA | CNPJ: 29.752.781/0001-52

Escritório: Rua Quatá, 845 - Sala 2, Vila Olímpia, São Paulo, SP, 04546-044