Exposição "Sala de Vídeo:  Edgar Calel"
Exposição

Exposição "Sala de Vídeo: Edgar Calel"

Exposição

  • Nome: Exposição "Sala de Vídeo: Edgar Calel"
  • Abertura: 30 de outubro 2026
  • Visitação: até 31 de janeiro 2027

Local

  • Local: MASP
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP

MASP exibe obra inédita de Edgar Calel sobre partilha de saberes ancestrais


Comissionado pelo museu e desenvolvido em parceria com o diretor audiovisual brasileiro Fernando Pereira dos Santos, o vídeo reflete sobre a criação e os conhecimentos ancestrais do povo indígena maia kaqchikel



O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, a partir de 30 de outubro, a exposição Sala de Vídeo: Edgar Calel. Com curadoria de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP, a mostra reúne vídeos do artista que abordam questões relacionadas à memória, à ancestralidade e ao território a partir da perspectiva do povo maia kaqchikel, comunidade de origem de Edgar Calel (San Juan de Comalapa [Chi Xot], Guatemala, 1987).

O eixo central da exposição é a obra comissionada pelo museu, Ru Q’an Ramaj – Escalera del tiempo [Ru Q’an Ramaj – Escada do tempo] (2026). O vídeo, de sete minutos, é resultado da parceria do artista visual com o diretor e produtor audiovisual Fernando Pereira dos Santos (São Paulo, Brasil, 1984) e parte de um arquivo de imagens criado por eles ao longo de anos de amizade. A obra também documenta o trânsito pessoal e afetivo de Calel entre a Guatemala e o Brasil.

Na obra de Calel, o fogo é um guardião da memória que acompanha a vida cotidiana e espiritual do povo kaqchikel desde o nascimento até a morte. A habilidade de “ler o fogo” funciona como forma de partilhar conhecimentos que atravessam gerações. “Nessa exposição, nos reunimos em torno de uma fogueira que guarda um conhecimento a ser transmitido entre gerações”, aponta Isabela Ferreira Loures. “A obra de Calel nos convida a reconhecer essa força ancestral que permanece viva em nós, transformando o espaço do museu num local de escuta e partilha coletiva.”

Outros dois vídeos integram a mostra, abordando a relação de respeito entre o corpo, o espírito e a terra. Em Rajawal juyu – Espírito dueño y protector de los cerros [Rajawal juyu – Espírito dono e protetor das montanhas] (2025), o artista e seus irmãos caminham por uma mata, deixada pela avó de Calel, guiados e protegidos por um jaguar. Como ressalta Calel,aquilo que se recebe dos antepassados traz consigo um compromisso que envolve dedicação e responsabilidade. Assim, ao reunirem-se ao redor da fogueira, agradecem pelo bem presenteado, mas também renovam o compromisso de cuidar dele.{

Já em Ab’ej taj ch’ab’el – Palavras de pedra [Ab’ej taj ch’ab’el – Palavras de pedra] (2025), Calel, vestido com uma pele de jaguar, coloca-se diante de uma fogueira. Do outro lado dela, a pele de jaguar aparece despida, dobrada sobre as pedras. O vídeo alude à capacidade da vida de se transformar e à abertura do espírito a diferentes planos de existência.

Sala de Vídeo: Edgar Calel integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A programação do ano inclui também mostras de Carolina Caycedo, Colectivo Acciones de Arte, Claudia Alarcón e Silät, Damián Ortega, Jesús Soto, La Chola Poblete, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Sandra Gamarra Heshiki, Santiago Yahuarcani e Sol Calero, além das mostras audiovisuais de Clara Ianni, Claudia Martínez Garay e Oscar Muñoz.

PERFORMANCE NO VÃO LIVRE – At Nu jukukempe Bik’in – Te traigo arrastrando conmigo [At Nu jukukempe Bik’in – Te trago arrastando comigo] 
No dia 31 de outubro, às 16h, Edgar Calel realizará uma performance inédita no Vão Livre do MASP. Partindo da cosmovisão maia kaqchikel, a performance consistirá em uma ação compartilhada com o público, na qual oferendas, gestos e palavras darão corpo à memória, criando um contato entre o visível e aquilo que nos antecede. A ação torna-se, assim, uma forma de agradecer e renovar nossas responsabilidades diante da vida.

SOBRE OS ARTISTAS
Edgar Calel é um artista visual cuja produção transita por diferentes linguagens, como pintura, desenho, performance, poesia, instalação e videoarte, e se destaca por uma poética sensível, atravessada por dimensões espirituais e rituais vinculadas à cosmovisão maia kaqchikel. A produção de Calel também propõe uma reflexão crítica sobre a marginalização histórica e política das comunidades indígenas latino-americanas e questiona as formas hegemônicas de produção, exposição e circulação da arte.

A prática de Calel também revela um forte sentido comunitário e colaborativo, uma vez que muitas de suas obras são concebidas e realizadas em parceria com sua família, reforçando a ideia de criação como um ato compartilhado.

Calel tem exposto em instituições ao redor do mundo e participou da 58a Carnegie International; 11a Bienal de Berlim; 35a Bienal de São Paulo; 12a Bienal de Liverpool; 14a Bienal de Gwangju, entre outras importantes exposições. Seus trabalhos integram coleções de destaque, como as da Tate Modern, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, National Gallery of Canada, Museum of Contemporary Art and Design, na Costa Rica, entre outros.

Fernando Pereira dos Santos (São Paulo, Brasil, 1984) é diretor, documentarista e produtor cinematográfico. Sua trajetória transita entre o cinema documental, a ficção e as artes visuais, investigando relações entre território, memória, identidade e fabulação. Dirigiu, entre outros trabalhos, títulos como Mapuche: Gente da Terra (2012) e, em codireção com Edgar Calel, os curtas-metragens XAR: Sueño de Obsidiana (2022), obra comissionada pela 11a Bienal de Berlim, e Ru Q’an Ramaj – Escalera del tiempo (2026), comissionada pelo MASP. Como produtor e produtor executivo, tem, entre seus trabalhos, os longas-metragens documentais Fabiana (2018), vencedor do Prêmio do Público no Olhar de Cinema, e Samuel e a Luz (2023), coprodução Brasil–França com participação da France Télévisions, exibido em festivais no Brasil e no exterior e reconhecido com diversos prêmios. Também produziu A Vez de Espera (dir. Chico Bahia), longa-metragem documental em coprodução com a França, com estreia prevista para 2027. Atualmente, desenvolve seu primeiro longa-metragem como diretor, Rocha-Måe.

ACESSIBILIDADE
Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

REALIZAÇÃO
Sala de Vídeo: Edgar Calel é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O ano de Histórias latino-americanas no MASP conta com patrocínio do Nubank.

SERVIÇO
Sala de Vídeo: Edgar Calel

30.10.2026 – 31.01.2027
Curadoria: Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

Edifício Lina Bo Bardi, 2o subsolo
MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita da 18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link: masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos produtos selecionados da loja do MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.


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