Exposição "Reverbero" de Abraham Palatnik e Juan Parada
Exposição
- Nome: Exposição "Reverbero" de Abraham Palatnik e Juan Parada
- Abertura: 25 de agosto 2026
- Visitação: até 17 de outubro 2026
Local
- Local: Galeria Simões de Assis
- Evento Online: Não
- Endereço: Alameda Dr. Carlos De Carvalho, 2173, Batel - Curitiba, PR
A Simões de Assis apresenta a exposição "Reverbero", um diálogo entre Abraham Palatnik e Juan Parada na galeria em Curitiba
A exposição aproxima duas gerações de artistas a partir de suas pesquisas sobre luz, movimento e matéria. Em Palatnik, camadas, sequências e relevos exploram ritmo e volumetria. Em Parada, a cerâmica se transforma a partir do encontro entre argila, esmaltes, tempo, temperatura e atmosfera.
"Reverbero" coloca essas duas pesquisas em relação, revelando diferentes maneiras de pensar a forma e seus processos de transformação.
Abraham Palatnik (Natal, 1928 – Rio de Janeiro, 2020). Pioneiro da arte cinética, expande os caminhos das artes visuais ao relacionar arte, ciência e tecnologia. De modo criativo, e ao longo de mais de 60 anos de carreira, desenvolve maquinários com experimentações artísticas e estéticas diversas.
Filho de uma família de judeus russos que se instalou no Brasil em 1912, mudou-se em 1932 para a região onde hoje se localiza o Estado de Israel. De 1942 a 1945, estudou na Escola Técnica Montefiori, em Tel Aviv, onde especializou-se em motores de explosão. Entre os anos 1943 e 1947 frequentou o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv, período importante em sua formação.
Em 1948 retornou ao Brasil, fixando-se no Rio de Janeiro. O contato com os artistas locais e as discussões conceituais com o crítico Mário Pedrosa, o fizeram romper com os critérios convencionais, partindo para relações entre a forma e a cor. Por volta de 1949, iniciou estudos no campo da luz e do movimento, que resultaram no Aparelho Cinecromático, caixas com lâmpadas que se movimentam por mecanismos acionados por motores, projetando fontes luminosas sobre a tela. Exposto em 1951, na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, na qual recebeu menção honrosa do júri internacional. Em 1954, Palatnik passou a integrar o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann e Lygia Clark.
A partir de 1964, surgem os Objetos Cinéticos, formados por hastes ou fios metálicos, tendo em suas extremidades figuras geométricas coloridas, que se movimentam lentamente, acionados por motores e eletroímãs. Se nos Aparelhos cinecromáticos a parte eletromecânica não fica aparente ao espectador, nos Cinéticos, parte dessa estrutura é visível.
O rigor matemático é constante em sua obra, atuando como importante recurso de ordenação do espaço. É considerado internacionalmente um dos pioneiros da arte cinética, tendo participado de exposições relevantes como algumas edições da Bienal de São Paulo, da XXXII Bienal de Veneza e da exposição Los Cinéticos no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid, 2007.
Sua obra está representada em museus e coleções importantes, entre elas: MOMA - Museum of Modern Art, Nova York; Fundación Patricia Phelps de Cisneros, Caracas e Nova York; Museum of Fine Arts, Houston; Royal Museums of Fine Arts of Belgium, Bruxelas; William Keiser Museum, Krefeld; MALBA – Museo de Arte Latinoamericano, Buenos Aires; MAM – Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro; MAC – Museu de Arte Contemporânea, Niterói; MAM – Museu de Arte Moderna, São Paulo; MAC – USP – Museu de Arte Contemporânea, São Paulo; Instituto Itaú Cultural, São Paulo; MAC - Museu de Arte Contemporânea, Curitiba; MON - Museu Oscar Niemeyer, Curitiba e MAC - Museu de Arte Contemporânea, Brasília.
Juan Parada (Curitiba, 1979) graduou-se pela Escola de Belas Artes do Paraná em 2002 e iniciou sua pesquisa em cerâmica em 2003. Desde então, vem trabalhando com instalações, esculturas e intervenções urbanas. Sua investigação contorna principalmente questões sobre a tridimensionalidade e as relações de tempo-espaço.
Um recorte significativo de sua poética são os "Relevos Geométricos", que apresentam um interesse particular do artista por questões gráfico-escultóricas exploradas em relevos no plano bidimensional da parede. Sendo experiências de progressão e fluxo de formas geométricas e orgânicas, advindas de soluções estruturais e fenômenos naturais. Aparecem também referências a formas generativas, tanto em escala micro quanto macro, com padrões que emergem em volumes que atuam em uma lógica matemática.
Discutindo noções de tridimensionalidade, sua produção se estrutura e se relaciona sustentada por colunas poéticas e conceituais específicas que misturam elementos da natureza e elementos humanos, como a arquitetura, a matemática, a biologia e a química. Realizou uma residência no European Ceramic Work Centre (EKWC) em 2022, participou no programa de residência artística do Jingdezhen International Studio, na China, em 2016 e na HOF Art Residency, Bangkok, Tailândia, em 2015. Foi indicado ao Prêmio Pipa em 2015 e recebeu Menção Honrosa no 2º Salão Nacional de Cerâmica, em Curitiba, em 2008.
Participou de diversas exposições, das quais destacam-se: "Upstream Focus" (2022), Upstream Gallery, Amsterdam; "Orgânico" (2021), com curadoria de Marc Pottier, São Paulo; "Turbulências cerâmicas" (2020), Simões de Assis, São Paulo; "Bienal Internacional de Curitiba" (2017), MON - Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; "Desenho" (2017), SIM Galeria, Curitiba; "Duas Décadas de Arte Contemporânea: Artistas do Paraná na Bienal de Curitiba" (2012), MON - Museu Oscar Niemeyer, Curitiba. Possui trabalhos na coleção do Museu Oscar Niemeyer, Brasil.
Serviço
Reverbero de Abraham Palatnik e Juan Parada
Período: 25 de agosto até 17 de outubro
Horário: 18h - 21h
Local: Simões de Assis
Alameda Dr. Carlos De Carvalho, 2173, Batel - Curitiba, PR
Tel: 41 3311-2315