Exposição "Projeto Vitrine", de Paulo Monteiro e Gokula Stoffel
Exposição

Exposição "Projeto Vitrine", de Paulo Monteiro e Gokula Stoffel

Exposição

  • Nome: Exposição "Projeto Vitrine", de Paulo Monteiro e Gokula Stoffel
  • Abertura: 01 de abril 2026
  • Visitação: até 21 de abril 2026

Local

  • Local: Pivô Copan
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Av. Ipiranga, 200, loja 54 – São Paulo, SP

Pivô apresenta terceira edição do Projeto Vitrine com obras inéditas de Paulo Monteiro e Gokula Stoffel


Exposição, com cerca de trinta trabalhos elaborados em conjunto, é parte da celebração dos quinze anos da instituição e acontece entre 1º e 21 de abril, no Pivô Copan e na SP-Arte 

 


No ano em que completa 15 anos, o Pivô inaugura, no dia 1º de abril, a primeira exposição de 2026 no Copan, o Projeto Vitrine. Em sua terceira edição, o programa toma como ponto de partida o encontro entre artistas que compartilham uma história comum, seja de amizade, afeto ou colaboração prévia, propondo que essa proximidade se torne o próprio motor da criação, um espaço onde a cumplicidade pré-existente entre os participantes se desdobra em obras que só poderiam existir a partir dessa relação. A exposição apresenta uma série de trabalhos inéditos de Paulo Monteiro e Gokula Stoffel e segue até 21 de abril, também integrando a SP-Arte 2026 entre os dias 8 e 12 do mesmo mês.


"Nesta edição do Projeto Vitrine, que já recebeu as duplas Sônia Gomes e Juliana Santos (2021) e Erika Verzutti e Anderson Borba (2023), propusemos a colaboração entre dois artistas que compartilham uma vida, lançando o desafio de um encontro entre práticas distintas, em que a intimidade se torna matéria. Que ambos tenham passado pelo Pivô em outros momentos, torna essa edição também uma celebração dos quinze anos da instituição. Monteiro, figura central da geração que emergiu nos anos 1980 com o grupo Casa 7, opera numa tensão contínua entre pintura e escultura, usando o espaço negativo como medium para fazer com que suas pinturas se comportem como objetos e seus objetos como campos pictóricos. Stoffel parte de uma atenção porosa ao entorno, numa prática atravessada pelo acaso e pelas propriedades intrínsecas da matéria, que transita livremente entre pintura, escultura e tecelagem", diz Fernanda Brenner, diretora artística do Pivô.


As cerca de trinta obras inéditas, a maior parte delas pinturas, refletem a singularidade do encontro entre Monteiro e Stoffel: a dupla se propôs a experimentar elementos de suas linguagens, métodos e repertórios visuais. O processo prazeroso, nas palavras de Monteiro, carrega a sensação de se sentirem mais livres. "Tem o desejo de perder um pouco da identidade. É claro que nunca conseguimos totalmente porque, tudo que você faz tem um pouco a sua marca, o seu jeito, mas é um pouco libertador trabalhar assim", diz Paulo. "É muito fácil reconhecer o que falta, o que dá para adicionar. Claro que nem tudo vem instantâneo, de uma vez, mas tem uma facilidade muito maior do que no nosso próprio trabalho, em que a gente fica elaborando e toda decisão tem um peso maior", completa Gokula. 


Ao olharem para esse percurso livre, a dupla identifica um "inconsciente compartilhado", cujo resultado é um conjunto de trabalhos que emerge desse campo de troca e de contaminação mútua: um mergulho na feitura que tensiona e borra as fronteiras das identidades, criando zonas de intersecção em que gestos, materiais e decisões compositivas passam a operar de forma compartilhada. 


O processo de criação da dupla também dá origem a um vídeo registro exibido junto às obras, no qual os dois artistas compartilham reflexões, técnicas e processos criativos. 


Novo momento Pivô

Em 2026, o Pivô completa quinze anos e inaugura um novo momento da instituição, com a criação de um complexo cultural no Edifício Copan, em São Paulo.


O Nu Cine Copan, gerido pela Viva do Brasil, reativa o cinema original do prédio, fechado há décadas. Ao se associar a esse projeto, o Pivô passa a integrar um complexo cultural no edifício, no qual dois espaços autônomos se potencializam mutuamente por meio da conexão entre cinema e artes visuais. "Este aniversário marca uma reconfiguração decisiva no Copan, que também se abre a outras linguagens contemporâneas", afirma Jaqueline Santiago, diretora institucional do Pivô.


A reforma retoma o projeto original de Oscar Niemeyer, no qual a sala de cinema seria integrada a um grande foyer. Este espaço nunca chegou a funcionar conforme o planejado pelo arquiteto e era onde ficavam os ateliês do Pivô. O andar da varanda, então, passa reativar a ideia de  foyer: um espaço compartilhado que terá vários usos, entre áreas para exposições, eventos e convivência.


Nessa nova configuração, o Pivô mantém sua independência institucional e projeta que esta associação deve ampliar sua relação com a cidade e recuperar a vocação original do projeto de Oscar Niemeyer: um lugar diverso e aberto, onde cultura, arquitetura e vida urbana se encontram. "Queremos consolidar ainda mais o Copan como um eixo importante na retomada cultural do centro paulistano", completa Jaqueline.


Desde 2011, a sede do Pivô, no Edifício Copan, recebeu mais de 900 artistas, realizou cerca de 80 exposições e reuniu um público estimado em 120 mil visitantes. Em 2023, a instituição deu um novo passo com a inauguração do Pivô Boulevard, no coração histórico de Salvador. Na mesma cidade, em 2027, o Pivô Coaty será ativado no edifício projetado por Lina Bo Bardi nos anos 1980, em parceria com a Prefeitura. "Copan, Boulevard e Coaty partem do mesmo princípio: transformar arquiteturas simbólicas em plataformas vivas de criação", afirma a diretora artística Fernanda Brenner.


Em 2026, enquanto o Boulevard mantém programação intensa, Copan e Coaty passam por obras e readequações necessárias, com atividades contínuas em programas públicos, comissionamentos, residências e parcerias institucionais em diferentes territórios. Em 2027, os três espaços retornam renovados e integrados, consolidando um programa profundamente enraizado no Brasil e conectado ao circuito internacional da arte contemporânea.


Mais sobre o Pivô

O Pivô é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em 2011 e que atua como plataforma de intercâmbio e experimentação artística a partir do seu espaço no Edifício Copan, no centro de São Paulo. O objetivo principal da instituição é fomentar e divulgar a produção artística local e criar um espaço livre e aberto para a interlocução entre diversos agentes do campo da cultura contemporânea, em esfera nacional e internacional.


O programa do Pivô se articula entre projetos comissionados, exposições, programas públicos, publicações e residências artísticas, sempre levando em conta o potencial que a arte contemporânea tem de instaurar questionamentos críticos e abrir novas possibilidades de envolvimento com as questões cruciais do nosso tempo.


Serviço

Pivô Copan

Projeto Vitrine | Paulo Monteiro + Gokula Stoffel


Av. Ipiranga, 200, loja 54 |  São Paulo/SP


Abertura: 01/04 (terça-feira), às 19h 


Visitação: Segunda a sábado, 13h às 19h. Domingo e feriado, 12h às 18h


Entrada gratuita


T +55 11 3255 8703


SP Arte

Projeto Vitrine | Paulo Monteiro + Gokula Stoffel

Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera

De 08 (abertura para convidados) a 13 de abril

Horários: dias 9 e 10: das 12h às 20h |  dia 11: das 11h às 20h | dia 12: das 12h às 19h.


contato@pivo.org.br 

www.pivo.org.br 

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