Exposição "Jairo e João: O teatro na fotografia de Jairo Goldflus e João Caldas"

Exposição

  • Nome:

    Exposição "Jairo e João: O teatro na fotografia de Jairo Goldflus e João Caldas"

  • Abertura: 01 de junho 2022
  • Visitação: até 11 de setembro 2022

Local

  • Local: Instituto Artium
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Piauí, 874 - Higienópolis, São Paulo

Instituto Artium exibe exposição com fotos de Marília Pêra, Miguel Falabella, Wagner Moura, Ingrid Guimarães, Reynaldo Gianecchini e mais

Mostra gratuita reúne mais de cem imagens de artistas nos palcos como Eva Wilma, Francisco Cuoco, Claudia Abreu, Leandra Leal, Vladimir Brichta, Juliana Paes, Fábio Assunção e Maria Fernanda Cândido


O Instituto Artium exibe a exposição Jairo e João: O teatro na fotografia de Jairo Goldflus e João Caldas sobre a Cena Teatral, reunindo fotografias da trajetória artística de dois baluartes da fotografia na dramaturgia. Com curadoria de Rafael Gomes, a mostra segue em cartaz até o dia 11 de setembro. Entre os vários atores e atrizes fotografados figuram Marília Pêra, Eva Wilma, Wagner Moura, Francisco Cuoco, Miguel Falabella, Claudia Abreu, Leandra Leal, Vladimir Brichta, Juliana Paes, Marília Gabriela, Fábio Assunção, Cleto Baccic, Ingrid Guimarães, Celso Frateschi, Maria Fernanda Cândido, Reynaldo Gianecchini, Gabriela Duarte e Arthur Berges.    

 Ao longo de suas carreiras, Jairo e João têm prestado contribuições decisivas ao teatro paulistano. As fotografias de ambos figuram em inúmeros programas de peça, cartazes promocionais, publicações jornalísticas, livros  e acervos culturais do país. Para além da função de divulgação e documentação, as fotografias para teatro de João e Jairo carregam traços singulares e apresentam poéticas próprias.


 Convidado pelo Instituto Artium para que a exposição fosse concebida como um recorte da narrativa teatral, Rafael Gomes, que assina a curadoria da exposição, comenta: "Ao reunirmos as fotografias para teatro de Jairo e João, evidenciamos as escolhas estéticas e o olhar único de cada um deles. Os retratos de Jairo – em geral, realizados em estúdio – são marcados pela beleza, precisão e rigor formal. Já a extensa e sólida produção fotográfica de João tende a privilegiar a cena propriamente dita. São fotografias de palco, instantâneos dos espetáculos, que conjugam a pulsação e a intensidade das apresentações teatrais com raro senso de composição e domínio técnico. 


 A ideia em trazer o diretor de teatro para curar a mostra teve o intuito de que a exposição ultrapassasse o valor artístico das fotos e incorporasse uma reflexão sobre a experiência do teatro em seu diálogo com o público.


 “Além disso, Jairo costuma fotografar o elenco antes da estreia, instante mágico em que atrizes e atores, já ensaiando a personagem, vestem o figurino e incorporam o visagismo. A primeira visão de público é o fotógrafo. O ator está o oposto de nu, e sim tomado pela personagem. Ao passo que João, na maior parte das vezes, aborda o instante mesmo em que as personagens ganham vida diante do público, ao longo da temporada das peças. São diferentes modos de criar imagens fotográficas a partir do teatro, produzidas em momentos distintos da vida de um espetáculo. Ambas, no entanto, buscando o belo paradoxo de capturar o incapturável, já que o teatro só existe mesmo enquanto acontece”, complementa o curador. 


 A exposição reúne 86 fotos impressas e 128 fotos em vídeos de espetáculos diversos, desde Mademoseille Chanel, protagonizado por Marília Pêra, em 2004, até recentes produções do teatro musical, como Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate, de 2021. Entre os espetáculos captados pelas lentes de Jairo e João que podem ser conferidos na exposição estão, O Homem de La Mancha e Annie, dirigidos por Miguel Falabella; My Fair Lady, West Side Story e Evita, dirigidos por Jorge Takla; O Rei Leão, dirigido por Julie Taymor; Escola do Rock, dirigido por Mariano Detry; Billy Elliot, dirigido por John Stefaniuk; Adultérios e Uma Vida no Teatro, dirigidos por Alexandre Reinecke; Panor Mica Insana, dirigido por Bia Lessa; Let’s Kiss and Say Goodbye, dirigido por Elisa Ohtake; Através de um Espelho, dirigido por Ulisses Cruz, entre outros. 


 Os artistas retratados na mostra são: Miguel Falabella, Juliana Paes, Wladimir Brichta, Negra Li, Wagner Moura, Christiane Torloni, Fábio Assunção, Marília Pera, Francisco Cuoco, Gabriela Duarte, Angelo Antonio, Débora Falabella, Cleto Baccic, Leandra Leal, Ingrid Guimarães, Artur Berges, Eva Wilma, Maria Luisa Mendonça, Rodrigo Pandolpho, Claudia Abreu, Carol Costa, Paula Capovilla, Maria Fernando Candido, Reinaldo Gianechini, Tuca Andrada, Igor Rickli, Claudia Neto, Tiago Barbosa, Amanda Acosta, Jonathas Faro, Celso Frateschi, Mel Lisboa, Marilia Gabriela, Lígia Cortez, Norival Rizzo, André Garolli, Lavínia Pannunzio, Renato Caldas, Ester Laccava, Flavio Tolezani, Eduardo Okamoto, Antonio Salvador e Carol Badra. A exposição faz parte do calendário de comemoração dos 150 anos da Comgás.


 Como suporte para as fotografias, o curador optou por estruturas cenográficas que evocam a experiência teatral. O renomado cenógrafo André Cortez, que assina a expografia da mostra, criou diferentes dispositivos, que irão ocupar tanto o espaço interno quanto o jardim do Instituto Artium de Cultura. “Por se tratar de uma exposição de fotografias de teatro, concebemos modos de visualização destas imagens que resgatam alguns aspectos do jogo cênico e que convidam os espectadores a uma fruição espacial e narrativa das imagens”, conclui Rafael Gomes.


 Jairo Goldflus 

Jairo Goldflus tem 54 anos, é formado em Comunicação Social e trabalha profissionalmente com a imagem desde 1986. Depois de um período inicial documentando shows (1987-1989), passou a trabalhar no mercado editorial, tendo passado para todos os grandes veículos impressos do Brasil. Tendo trabalhado para todos os grandes veículos impressos do Brasil, tem o seu trabalho reconhecido e solicitado para grandes campanhas de Publicidade. Ao longo dos anos, se especializou em direção de pessoas em fotografia, sejam elas atores, músicos, modelos ou pessoas comuns. Talvez este seja um dos diferenciais do seu trabalho: a busca pela excelência na direção de pessoas.

Em 2012 lançou o livro de retratos Público, e em 2015 o livro de nus, Privado. Após o lançamento de Privado, partiu para Nova York para um período de estudos e busca de novas linguagens. Em 2017 lançou “You Arte Not Here”, livro/documento que retrata o cotidiano dos usuários do metrô da cidade de Nova York. De volta ao Brasil e com a exposição “São Paulo fora do tempo”, em Janeiro de 2019, no Itaú Cultural, fechou o ciclo comercial e hoje se dedica a processos com conteúdo multidisciplinar, mesclando imagens e textos para uma comunicação integrada e documental.


 João Caldas 

João Caldas tem 64 anos, é formado em Engenharia pela Faculdade Armando Álvares Penteado, e em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. A partir de 1981, começou a fotografar espetáculos descobrindo, então, sua verdadeira vocação. O encanto que sente pelo mistério teatral e pela dança fez dele um dos mais conceituados fotógrafos das artes cênicas.

Suas fotos de espetáculos são regularmente publicadas nos programas dos espetáculos, nos jornais, revistas paulistanas, livros e principalmente nas mídias sociais. Em 1980/81 foi o fotógrafo residente na produção do espetáculo Clara Crocodilo, que cumpriu a primeira temporada no Teatro Maria Della Costa em São Paulo. Entre 1985 e 1987 passou pelo jornal Folha de São Paulo como repórter fotográfico e logo após montou seu estúdio (Formato Estúdio) e iniciou seus trabalhos comerciais, com produção de fotos de produtos para catálogos, folhetos, anúncios e assessoria de imprensa na área empresarial. Em 2012 teve sua primeira exposição individual de fotos de teatro no Espaço Cultural Porto Seguro e em janeiro de 2013 lançou seu primeiro livro de fotos: “Teatros”,  pela Editora Terceiro Nome e produção de Giuliano Ricca.

Em 2021, seguiu fotografando espetáculos teatrais e iniciou trabalhos em gravações e transmissões ao vivo/online de teatro no seu estúdio e em locações externas. Em 2021, completou 40 anos de trabalho regular em documentação de Artes Cênicas, especialmente no Teatro e, atualmente, segue fotografando para inúmeros grupos, atores, escolas de teatro, produtores e diretores de teatro. 


 Rafael Gomes

Nascido em 1982 e graduado em Cinema, atua como autor e diretor de teatro e audiovisual. Nos palcos, estreou na autoria e direção com o espetáculo “Música para cortar os pulsos” (2010), vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de Melhor Peça Jovem. Como dramaturgo, assinou os espetáculos “Edukators” (2013), versão do filme de Hans Weingartner, com direção de João Fonseca; “Talvez uma história de amor” (2013), adaptação do romance homônimo de Martin Page, com direção de Vinicius Arneiro; e os musicais infantis “Mas por quê – a história de Elvis” (2015 – Prêmio APCA de Melhor Musical Infantil), a partir da obra do alemão Peter Schössow, e “Lá dentro tem coisa”, em parceria com Adriana Falcão e Vinicius Calderoni, ambos com direção de Renato Linhares. Recentemente, trabalhou na dramaturgia do solo “Eu de você”, de Denise Fraga, com direção de Luiz Villaça.  Em sua própria companhia, Empório de Teatro Sortido, assinou a direção e adaptação de “O convidado surpresa” (2014), a partir do romance homônimo de Grégoire Bouillier; dirigiu “Gotas d’água sobre pedras escaldantes” (2014), de Rainer W. Fassbinder, entre outros.


No audiovisual, Rafael escreveu e dirigiu três longas-metragens de ficção (“45 dias sem você”, “Música para morrer de amor” e “Meu álbum de amores”), roteirizou mais de 90 episódios de séries em diferentes formatos. No projeto Música de Bolso, filmou mais de 300 vídeos com performances ao vivo de artistas como Pato Fu, Marcelo Camelo, Zelia Duncan e Vanessa da Mata, entre centenas de outros. Dirigiu também videoclipes (Arnaldo Antunes) e DVDs (“5 a Seco ao vivo no Auditório Ibirapuera” e “Gal Costa – A Pele do Futuro”).

 


Sobre o Instituto Artium

Um palacete centenário na Rua Piauí, no bairro Higienópolis, tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e reconhecido como patrimônio histórico; 1700m² de arquitetura eclética, construída no estilo Luís XVI modernizado: esse é o Instituto Artium, espaço cultural da cidade de São Paulo aberto para visitação desde agosto de 2021.

O imóvel foi construído para ser a residência do primeiro cônsul da Suécia em São Paulo, em 1921, passou por duas das grandes famílias paulistas de barões do café e foi propriedade do Império do Japão por 67 anos (de 1940 a 2007). A residência foi fechada durante a Segunda Guerra Mundial e, em 1970, como testemunho da história do Brasil de então, o cônsul-geral do Japão foi sequestrado quando chegava ao local.

Degradado desde 1980, o espaço foi assumido pelo Instituto Artium em 2019, que uma das missões foi executar um minucioso trabalho de restauro visando a manutenção e recuperação do patrimônio histórico do Palacete Stahl, revitalizando jardins, fortemente marcados pela cultura japonesa, sua fachada, em estilo francês, e recuperando elementos ornamentais e decorativos da arquitetura da época de sua construção. A entidade cultural sem fins lucrativos cumpre ainda um plano de atividade que reúne projetos nas áreas da preservação de patrimônio imaterial, preservação de patrimônio material, artes visuais e artes cênicas.


 Sobre a Comgás

A Comgás possui mais de 19 mil quilômetros de rede de distribuição de gás natural encanado em 92 municípios, abastecendo os segmentos industrial, comercial, residencial e automotivo, além de viabilizar projetos de cogeração e disponibilizar gás para usinas de termogeração. Com fornecimento ininterrupto e atendimento 24h, a companhia atende mais de 2,1 milhões de clientes em sua área de concessão no Estado de São Paulo: a Região Metropolitana de São Paulo, a Região Administrativa de Campinas, a Baixada Santista e o Vale do Paraíba.

 

Apresentado por: Ministério do Turismo e Comgás

Realização: Instituto Artium de Cultura, Secretaria Especial de Cultura, Governo Federal.

Ficha técnica da exposição

Artistas: Jairo Goldflus e João Caldas

Curadoria: Rafael Gomes 

Ficha técnica Instituto Artium

Presidente: Carlos A. Cavalcanti

Diretor Geral: Vinícius Munhoz

Diretoras de Artes Visuais: Graziela Martine e Patrícia Amorim de Souza

Diretor Técnico: Caio Malfatti

Coordenação de Projetos: Victor Delboni

 

Serviço

Instituto Artium

Endereço: Rua Piauí, 874 - Higienópolis, São Paulo - SP - Brasil - 01241-000

Período expositivo: De 1o de junho a 11 de setembro de 2022

Horário de funcionamento: Quarta a sexta, das 12h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 18h.

Entrada gratuita

Agendamento online pelo site https://artium.byinti.com  

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