Exposição individual “Tirando onda”, de Not Vital
Exposição

Exposição individual “Tirando onda”, de Not Vital

Exposição

  • Nome: Exposição individual “Tirando onda”, de Not Vital
  • Abertura: 29 de novembro 2025
  • Visitação: até 22 de fevereiro 2026

Local

  • Local: MAC Niterói
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n – Niterói, RJ

Not Vital – Tirando onda


O destacado artista suíço Not Vital (1948, Sent), nômade assumido, em permanente deslocamento para criar novos trabalhos, faz sua primeira exposição no MAC Niterói, onde irá colocar várias esculturas na área externa do Museu, todas de 2025, e no grande salão do primeiro andar, estarão espalhadas sobre o chão “2222 Snowballs” (Bolas de Neve) feitas em gesso branco. No segundo andar, em que Not Vital restaurou as paredes das salas expositivas, retirando os painéis de madeira que as cobriam, e devolvendo a pintura original, estarão catorze pinturas em grande formato, os autorretratos, além de duas esculturas quartzito preto, com aproximadamente 77 centímetros de comprimento, com a forma das orelhas do artista.


Apaixonado por arquitetura – são famosas seus“SCARCH”projetos, construções em grande escala de finalidade apenas poética–, Not Vital considera Oscar Niemeyer (1907-2012) “ um dos mais influentes arquitetos da história”, e vai dispor suas obras de modo a reverenciar o projeto arquitetônico do MAC, para que o espaço “não brigue comigo, e o trabalho apenas possa viver junto com ele”. “Este Museu é tão brilhante e já completo, que eu quero apenas convidar o público para ver a exposição, que deve ser muito silenciosa”, destaca. Para ele, o MAC Niterói “é uma obra em si, um pouco como o Guggenheim”, diz, se referindo ao museu nova-iorquino, projetado por Frank Lloyd Wright (1867-1959).



O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) tem o prazer de convidar para abertura, no dia 29 de novembro de 2025, das 15h às 18h, da exposição “Tirando Onda”, do artista Not Vital, nascido em 1948, em Sent, no vale do Engadine, na Suíça, com obras recentes e inéditas. Not Vital é reconhecido internacionalmente, com exposições constantes na Europa, EUA e Ásia. Seu trabalho está presente em numerosas coleções privadas, e várias públicas, como Bibliotheque Nationale, Paris; Kunstmuseum Bern, Berna; The Museum of Modern Art (MoMA), Nova York; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York; e Toyota Municipal Museum of Art, Aichi, Japão, entre outras importantes. 


No MAC Niterói, Not Vital irá colocar várias esculturas na área externa do Museu, todas de 2025: “Moon” (“Lua”), em aço inox, com 1,85 metro de diâmetro, e um conjunto de cinco peçasem granito, trazidas do Espírito do Santo, criadas especialmente para a exposição, da série que dá nome à mostra: “Tirando Onda”, com cerca de 2,8 metros de comprimento e peso em torno de meia tonelada cada. O título da exposição se refere, de forma bem-humorada, ao fato de que embora o artista tenha sido criado cercado pelas montanhas nevadas da Suíça esteja expondo em uma região cercada por mar. “Nós também surfamos na neve”, brinca. 


No grande salão do primeiro andar, construído de modo a provocar uma ilusão de ótica no visitante, que pensa que o espaço é circular, quando na verdade é quadrado, Not Vital usará apenas o chão, para celebrar o arquiteto Oscar Niemeyer, que considera “um dos mais influentes arquitetos da história”, autor do projeto do MAC Niterói. Estarão espalhadas sobre o chão “2222 Snowballs” (Bolas de Neve) feitas em gesso branco, com aproximadamente dez centímetros de diâmetro cada, em uma alusão ao seu local de nascimento, na Suíça, e uma espécie de “presente para o público do Museu”, já que o Brasil é conhecido como país tropical, com imenso litoral, sem neve, com a exceção de eventos episódicos na Serra de São Joaquim, em Santa Catarina. “Quando meus amigos brasileiros viam a neve pela primeira vez gostavam de pegar nela, de ver seu cheiro. Acredito que 98% dos brasileiros nunca tiveram contato com a neve”, diz Not.


“Eu via no Níger como os habitantes apreciavam a queda das laranjas das árvores como um presente dos céus. A neve é isso também. Cai do céu”. O artista comenta que gosta muito de usar o gesso como material em seus trabalhos, justamente por ser o que mais “se assemelha à neve”. “Tenho que trabalhar rapidamente, porque ele endurece logo”, observa. Ele destaca também que a relação dele com a cor branca, muito presente na paisagem que o cercou desde a infância, “é muito forte”. “Este trabalho é uma espécie de convite, para o público ver o espaço junto com as obras”, destaca. 


SEGUNDO ANDAR – PINTURAS E ORELHAS

No segundo andar do MAC Niterói, em que Not Vital restaurou as paredes das salas expositivas, retirando os painéis de madeira que as cobriam, e devolvendo a pintura original, estarão catorze pinturas em grande formato, os autorretratos. Bancos não convencionais – pedras rústicas – serão instalados ali para que o público possa apreciá-las. No mesmo espaço, estarão duas esculturas quartzito preto, com aproximadamente 77 centímetros de comprimento, que têm a forma das orelhas do artista, a esquerda e a direita. Para o artista, a presença dessas esculturas é importante por que as pinturas falam.


Embora se veja principalmente como escultor, em que fica evidente seu interesse pela natureza, com uso de materiais diversos, e tenha também se notabilizado por suas construções poéticas, as “SCARCH” – termo cunhado pelo artista, com a junção das palavras escultura e arquitetura em inglês (“sculpture” + “architecture”) – Not Vital passou também, a partir de 2008, a se dedicar à pintura, e a retratar as pessoas do seu entorno – amigos, assistentes. Depois passou a chamar essas pinturas de autorretratos. Essas pinturas, entretanto, também guardam uma certa tridimensionalidade, pelas diversas camadas de tinta que lhe conferem transparências, e pelo fato de Not gostar de cobri-las com vidros transparentes, criando reflexos.


“Sou um escultor que pinta”, diz Not Vital, que compara suas pinturas a “subir uma montanha”. “Você quer chegar ao pico. Há diferentes maneiras de chegar lá, enquanto as paisagens, a luz, a forma e a cor mudam constantemente”, descreveu ele para Alma Zevi, autora de seu mais abrangente livro – “Not Vital: Sculpture 1964-2021” (Skira, 2023), com 468 páginas. 


Suas pinturas costumavam ter a paleta entre o branco e o preto, passando pelos cinzas, reflexo de sua referência primordial, a paisagem do vale do Engadine. Mas desde que passou a vir para o Brasil com mais constância, e ter decidido, no final de 2022, instalar aqui uma de suas casas-ateliês, mais precisamente em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, ele passou a utilizar toques de outras cores, como o amarelo. Agora, ele está usando o azul-prússia – “não sei de onde surgiu esta cor”, diz ele, que se encantou com a fábrica de tintas a óleo artesanais Joules & Joules, dos artistas Bruno Dunley e Rafael Carneiro, e comprou vários tubos.  


ORIGEM DE SEU NOME

Muitas vezes perguntam para o artista a origem de seu nome, e muitos, para divertimento dele, pensam se tratar de uma marca. Ele explica que o idioma falado em sua região, no vale do Engadine, é o romanche, e “Not” significa noite. Preocupado com a extinção desta antiga língua, Not Vitalcriou uma fundação em Engadine, e a partir dela, além de manter um Parque de Esculturas em Sent, e o Castelo de Tarasp, construído no século 11 – ambos abertos ao público –, ele criou a Casa Planta em Ardez, erguida no século 17, e que abriga uma importante biblioteca no idioma romanche. Artistas como Richard Long, o ator Jude Law, o escritor Gore Vidal e o arquiteto Norman Foster já estiveram com Not Vital nesses locais.


EXPOSIÇÕES

Not Vital foi um dos poucos artistas a participar tanto da Bienal de Veneza de Arte de 2001 como da Bienal de Veneza de Arquitetura, em 2021.


Sua exposição individual “Not Vital: What does the wind do when it doesn’t blow? “[Qué hace el viento cuando no sopla?], uma parceria entre o proyectoamil e o Museo de Arte de Lima (MALI), foi inaugurada em outubro e fica em cartaz até 14 de fevereiro de 2026. 


Em 2024, fez as exposições individuais: “Not Vital – Contemplating”, na Thaddaeus Ropac, em Paris; “Not Vital. Contemplaciones”,naGalerie Nordenhake (2024), na Cidade do México;“Not Vital – Silence”, Galerie Tschudi, Zurique, Suíça; em 2022: “Not Vital. Paintings”, Thaddaeus Ropac, Salzburgo, Áustria; “Not Vital. 10 Paintings”, Galerie Urs Meile, Beijing; “Not Vital. Ad Agosto ritornano le rondini”, Alfonso Artiaco, Nápoles, Itália; “Not Vital. A vida é um detalhe”, Nara Roesler São Paulo; “Not Vital. Fine Fain”, Stalla Madulain, Madulain, Suíça; “Not Vital: Scarch”, Abbazia di San Giorgio, na 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza (2021), Veneza, Itália; “Scarch”, na Hauser & Wirth (2020), em Somerset, Reino Unido; “Let One Hundred Flowers Bloom”, na Galerie Andrea Caratsch (2019), em St. Mortiz, Suíça; no Ateneum (2018), em Helsinque; “Not Vital. Saudade”, Nara Roesler São Paulo (2018), em, Brasil, e no Yorkshire Sculpture Park (2016), em Wakefield, Reino Unido. Seus trabalhos estiveram presentes nas coletivas: “Mães: Not Vital & Richard Long”, na Nara Roesler (2024), no Rio de Janeiro, Brasil; 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza (2021); “Passion: Bilder von der Jagd”, no Bündner Kunstmuseum Chur (2019), em Chur, Suíça; “Surrealism Switzerland”, no Aargauer Kunsthaus (2018), em Aarau, Suíça; “Saudade”, Nara Roesler São Paulo(2018), “Illumination”, no Louisiana Museum of Modern Art (2016), em Humlebæk, Dinamarca; “Simple Forms: Contemplating Beauty”, no Mori Art Museum, em Tóquio.


“Em 2015, Not Vital fez sua primeira individual na América do Sul, no Paço Imperial, Rio de Janeiro.  Participou das coletivas “Aberto/01”, na Casa Oscar Niemeyer, em São Paulo, em 2022, “Ar livre: esculturas de grande escala na Fazenda Boa Vista (2020), e“Roesler Hotel #29: Reflections on Time and Space” (2019), na Nara Roesler São Paulo.


SOBRE NOT VITAL

Not Vital nasceu em 15 de fevereiro de 1948, em Sent, no valedo Engadine, região leste da Suíça, próxima à Itália e à Áustria, e vive e trabalha entre sua cidade natal, Beijing e o Rio de Janeiro, onde tem casas-ateliês. É ativo no circuito da arte desde o início dos anos 1970, e na década seguinte participou da cena nova-iorquina, e conviveu com artistas como Andy Warhol (1928-1987), Keith Haring (1958-1990) e Basquiat (1960-1988).


São muito conhecidas em seu trabalho as “SCARCH”, da junção, em inglês, das palavras “escultura” e “arquitetura” –criadas em várias partes do planeta, Not instalou cinco delas em Agadez, no deserto do Níger, entre 2001 e 2006; além de outros projetos como os instalados em plena floresta amazônica – engolida depois pelanatureza –; em Tarasp, Suíça; na ilha de Fangasito, em Tonga; em Bataan, nas Filipinas, onde fez uma Capela, e na Patagônia, no Chile.


Not Vital é reconhecido por sua prática baseada no intenso contato com a natureza e na adoção de um estilo de vida nômade. Sua produção normalmente provoca percepções inusitadas, frequentemente de surpresa ou estranhamento, ao deslocar para o contexto artístico formas próprias da natureza ou elementos característicos de regiões remotas, muitas vezes alterando sua escala e materialidade. Desde o começo dos anos 1980, o artista articula escultura – recorrendo, muitas vezes, a processos colaborativos com artesãos – à construção de espaços, diluindo os limites entre arte e arquitetura e estabelecendo uma íntima relação com o contexto cultural local. De fato, em seu trabalho, os objetos alteram nossa percepção tanto do ambiente em que se situam, seja pela reflexividade do material ou pelo seu posicionamento, quanto das estruturas arquitetônicas do espaço, que fogem da linguagem usual, tornando-se verdadeiras esculturas habitáveis.

 

Vital desenvolve também obras em pintura e desenho que dialogam com os assuntos presentes em suas propostas escultóricas e arquitetônicas. Os materiais empregados são os mais diversos, indo dos mais simples e perecíveis até os mais valiosos e duradouros – mármore, prata e ouro. 

 

Serviço

Exposição “Not Vital – Tirando onda”


29 de novembro de 2025, das 15h às 18h 

Gratuidade no dia da abertura das 13h às 18h.

Até: 22 de fevereiro de 2026


MAC Niterói

Mirante da Boa Viagem, s/n


Terça a domingo (mesmo quando é feriado), das 10h às 18h (entrada permitida até 17h30). 


Ingresso: R$20,00 (inteira)

Quarta-feira: entrada gratuita


Gratuidade nos demais dias: moradores/nascidos em Niterói, alunos da rede pública, crianças até 7 anos, PcD + 1, servidores da cidade e quem chega de bicicleta. 


Contato: 21 36195800

contato@macniteroi.com.br

http://www.macniteroi.com 

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