Exposição individual "Ralo", de Marina Saleme, e coletiva "Que beleza"
Exposição

Exposição individual "Ralo", de Marina Saleme, e coletiva "Que beleza"

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Ralo", de Marina Saleme, e coletiva "Que beleza"
  • Abertura: 26 de maio 2026
  • Visitação: até 25 de julho 2026

Local

  • Local: Luisa Strina
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Padre João Manuel, 755 – São Paulo, SP

Duas exposições na Luisa Strina: Ralo, de Marina Saleme, e Que beleza, projeto colaborativo composto por mais de 20 artistas



No dia 26 de maio, às 18h, abre na Sala 1 da galeria Luisa Strina a exposição Ralo, individual de Marina Saleme. A mostra apresenta mais de 20 pinturas inéditas em diferentes dimensões, acompanhadas de texto crítico de Galciani Neves. Na mesma ocasião, a Act Arte lança Marina Saleme, publicação que traça um amplo panorama da trajetória artística de Saleme. O livro, organizado pela própria artista, reúne pinturas, desenhos e trabalhos que atravessam distintos momentos de sua produção e conta com textos críticos de Ana Maria Belluzzo, Felipe Scovino e Tadeu Chiarelli.


Ainda, no mesmo dia e horário, Que beleza, projeto coordenado pelo artista Alexandre da Cunha e pelo curador José Augusto Ribeiro, toma conta da Sala 2 da Luisa Strina, inicialmente com obras de 16 artistas participantes das três primeiras edições, e depois, na última semana de mostra, com trabalhos de seis artistas convidados. 


Contemplação do ato de desaparecer

Nas mais de 20 obras que compõem Ralo, Marina Saleme mostra que segue movida pelo gesto de descobrir a cor na superfície da tela, deixando-se conduzir pelo processo de elaborar o que a pintura pode ser enquanto pinta, e motivada pelo desejo de se surpreender com os novos desafios de linguagem e de experimentação diante da tela. 


Por meio de rios, mares, céus e rochas, que se entrecruzam e se unificam, a artista reflete sobre um derretimento do mundo, como se tudo o que está sobre a terra tivesse um destino, um fluxo, uma impermanência, um tempo linear irreversível, que desemboca em um ralo, no ato de escoar. 


De acordo com Galciani Neves, que assina o texto crítico da exposição, Ralo narra o pensamento de Saleme, que se embrenha entre suas pinturas a partir de um tempo que não cessa, não pausa, e que se esvai como uma espécie de durante sempre fugidio.


“Essa sensação surge em pinceladas e construções pictóricas que escorrem, que estão em movência, que se circunscrevem ora como rastros, ora como uma presença, por si só e com o espaço, e, que, assim vibra, em uma complexidade de significâncias, em que a paisagem não é apenas fato ou reconhecimento de uma imagem, mas uma fabulação temporária e sempre cambiante”, afirma a curadora. “Nesse conjunto de trabalhos, a artista nos diz de um tempo que, como descreve o poeta Manoel de Barros, só tem ‘ida’.”


Trajetória da artista em mais de 200 páginas

Por ocasião da abertura da mostra, a Act Arte — casa editorial sob direção de Fernando Ticoulat — lança o livro monográfico Marina Saleme, que, ao longo de mais de 200 páginas, apresenta um panorama da produção da artista, destacando mais de três décadas dedicadas à pintura e à fotografia. O livro evidencia como, entre atmosferas de silêncio, melancolia e suspensão, Saleme trabalha com a instabilidade das imagens: formas revelam-se ao mesmo tempo em que são ocultadas por camadas de tinta, véus de cor e rastros de matéria.


Temas como fragilidade, incerteza, dissolução e aparição — seja em paisagens fantasmagóricas, figuras esfaceladas ou cenas cotidianas que se tornam enigma — são foco de ensaios críticos de Felipe Scovino, Ana Maria Belluzzo e Tadeu Chiarelli, que contextualizam a pesquisa da artista no campo da pintura contemporânea brasileira, analisando sua relação com o neoexpressionismo dos anos 1980, sua passagem por experimentações matéricas nos anos 1990 e sua expansão para a fotografia nas séries dos anos 2000 e 2010. Ao longo do livro, imagens de obras, séries e detalhes de pinturas revelam um fazer artístico guiado pela intuição, pelo tempo e pelo mistério.


A publicação, editada por Yasmin Abdalla, Paula Nunes e Marina Dias Teixeira, e  publicada pela Act Arte, é uma realização do Ministério da Cultura e conta com patrocínio do Itaú, apoio de Marina Saleme Estamparia e apoio institucional da galeria Luisa Strina.


Mais informações sobre o livro.  


Reunião de artistas, linguagens e formações distintas

Coordenado pelo artista Alexandre da Cunha e pelo curador José Augusto Ribeiro, o projeto Que beleza teve início em 2023 como uma série de encontros com artistas, em formato híbrido que combina grupo de estudos e apresentação de trabalhos. Desde então, foram realizadas três edições, cada uma com seis artistas convidados. Segundo os organizadores, a proposta favorece a troca de ideias entre artistas de diferentes contextos e linguagens, criando uma arena livre e franca de debates, sem necessidade de unificar a diversidade das obras em discursos curatoriais.


O projeto chega à Luisa Strina com um programa de atividades dividido em duas etapas. Na primeira fase, em exibição até 18 de julho, 16 artistas que participaram das três edições anteriores apresentam seus trabalhos na galeria: Bruno Alves, Daniel Albuquerque, Darks Miranda, Gabriel Torggler, Germana Monte-Mór, Juniara Albuquerque, Laura Teixeira, Luisa Brandelli, Mari Ra, Martha Lacerda, Mayana Redin, Michel Scherer, Natalie Braido, Oto Ferreira, Patricia Leite e Rafael Triboli.


A segunda etapa acontece na última semana da exposição, a partir de 21 de julho, quando seis novos artistas convidados — cujos nomes ainda serão anunciados — trarão seus trabalhos para discussão de propostas e exibição, dando continuidade ao projeto em uma quarta edição dos encontros.


Que beleza na Luisa Strina contará ainda com uma programação paralela de bate-papos entre os idealizadores da iniciativa e os artistas, ao longo do período expositivo, além de uma performance apresentada no encerramento da mostra, no dia 25 de julho.


Sobre a galeria Luisa Strina

Fundada em 1974, a Luisa Strina é pioneira na promoção de uma geração de artistas conceituais brasileiros e reconhecida pelo papel decisivo na consolidação do mercado de arte contemporânea no país. 


Em 1992, tornou-se a primeira galeria latino-americana a participar da Art Basel. Desde então, mantém presença constante nas principais feiras do circuito global, entre elas Art Basel (Basel, Paris e Miami Beach), ARCO (Madrid), Frieze (Londres e Nova York) e SP-Arte (São Paulo).

 

Obras de artistas representados pela galeria integram coleções institucionais de grande prestígio ao redor do mundo, como MoMA (Nova York), Guggenheim (Nova York), Tate Modern (Londres), Museo Reina Sofía (Madri), MASP (São Paulo), Pinacoteca de São Paulo, Instituto Inhotim (Brumadinho), Centre Pompidou (Paris), Coleção Pinault (Paris e Veneza), entre outras. Muitos de seus artistas já participaram da Bienal de Veneza, da Bienal de São Paulo e da Documenta de Kassel, consolidando sua projeção internacional.

 

Atualmente, a Luisa Strina representa mais de quarenta artistas brasileiros e estrangeiros, reunindo nomes fundamentais da cena latino-americana e internacional. Ao mesmo tempo em que reafirma parcerias de décadas, a galeria continua investindo em novas gerações, preservando sua relevância e pioneirismo no cenário global da arte contemporânea.


SERVIÇO

Ralo

De Marina Saleme

Local: Sala 1


Que beleza

Coletiva de 16 artistas

Local: Sala 2


Abertura: dia 26 de maio (terça-feira), de 18h às 21h

Visitação: de 26 de maio à 25 de julho


Horários: Segunda a sexta, de 10h às 19h; sábado, de 10h às 17h


Endereço: Luisa Strina | Rua Padre João Manuel, 755 | São Paulo, Brasil


Atendimento à imprensa:

A4&Holofote comunicação | +55 11 3897 4122 

Carina Bordalo | caribordalo@gmail.com | +55 11 98211-6595

Mai Carvalho | maicarvalho@a4eholofote.com.br | +55 11 9 9934-7866


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