Exposição individual "Presença", de Anna Maria Maiolino
Exposição

Exposição individual "Presença", de Anna Maria Maiolino

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Presença", de Anna Maria Maiolino
  • Abertura: 08 de agosto 2026
  • Visitação: até 09 de setembro 2026

Local

  • Local: Luisa Strina
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Padre João Manuel, 755 – São Paulo, SP

A galeria Luisa Strina abre exposição com obras inéditas da artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino


Premiada com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra, a artista exibe esculturas em cerâmica e vidro, desenhos e telas na mostra Presença, que ganhou esse nome justamente pela diversidade de sua produção artística e do uso de diferentes técnicas e materiais.



No dia 8 de agosto, às 12h, a galeria Luisa Strina abre a exposição Presença, com cerca de 25 obras inéditas da artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino, uma das mais influentes no cenário contemporâneo. Com texto crítico de Lotte Johnson, curadora do Barbican Centre, em Londres, a mostra, que estará em exibição na Sala 2, apresenta a diversidade da produção da artista e do uso de diferentes técnicas e materiais.


No espaço, o público encontra desenhos realizados com canetas de tinta permanente, a exemplo da série Na Noite - No Escuro; uma obra com seis peças em cerâmica Raku; e um conjunto de pontos e linhas, também em cerâmica Raku, denominado Na Parede. Há ainda obras em tinta acrílica sobre chapa de radiografia, como as da série Marcas na Transparência. No centro da sala, estarão seis esculturas de vidro — as peças Do Sopro, da série Emanados — apoiadas sobre estruturas de ferro.


“Os vários meios utilizados formam uma ‘materialidade de comunicação’, parafraseando o teórico literário Hans Ulrich Gumbrecht, que afirma que a presença é a relação física, espacial e tangível com o mundo e com as coisas, indo além da interpretação de símbolos”, conta Maiolino. “A arte contemporânea, ao se distanciar do símbolo e da interpretação, reaproximou os seres humanos da materialidade real.”


Em Presença, as formas-esculturas são e sugerem, em sua maioria, signos. “Elas formam um conjunto expressivo com os pequenos desenhos fixados na parede. As obras criam uma presença física e tangível no espaço e com o espectador”, explica a artista. “Há, aqui, a importância de recuperar a presença, entendida como a dimensão física, material, sensorial e espacial da relação humana com o mundo. Valoriza-se o corpo e seus sentidos, tanto do autor quanto do espectador, como experiência estética.”


Sobre Anna Maria Maiolino

Por mais de seis décadas, a prática de Anna Maria Maiolino (Scalea, Itália, 1942) incorpora meios diversos — desenho, escultura, gravura, vídeo, instalação, performance e poesia — em constante busca por novas formas de expressão. O corpo, a linguagem, o desejo e a subjetividade são tratados como territórios de experimentação, onde o pessoal se funde ao político e o íntimo se abre ao coletivo.

 

A experiência da migração — do sul da Itália para a Venezuela, onde estudou na Escuela de Artes Plásticas Cristóbal Rojas de Caracas, entre 1958 e 1960, e finalmente para o Brasil — desempenha um papel central em sua investigação artística, moldando um pensamento atento às questões de identidade, pertencimento e memória. 


No início dos anos 1960, no Rio de Janeiro, realizou o curso de gravura em madeira na Escola Nacional de Belas Artes, tendo frequentado também o ateliê de Ivan Serpa. Ao longo da década, sua pesquisa a aproximou de importantes movimentos artísticos brasileiros como a Nova Figuração e a Nova Objetividade, que propuseram uma revisão crítica das linguagens artísticas no contexto de tensão política e social do país sob a ditadura civil-militar. 


Ao lado de nomes como Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica, participou da icônica mostra Nova Objetividade Brasileira (1967), reafirmando seu papel no debate sobre o papel social da arte. Entre 1968 e 1971, estudou no International Pratt Graphic Center, em Nova York, onde experimentou com a gravura em metal, distanciando-se cada vez mais da figuração.

 

A partir da década de 1980, Maiolino explora intensamente a relação entre gesto e matéria, utilizando materiais como argila, gesso e massas modeláveis. Em suas mãos, esses materiais registram ações repetitivas e intuitivas, que evocam processos primordiais ligados ao corpo, como alimentar-se ou respirar. Desses gestos, emergem não apenas formas, mas ritmos, falhas e pausas que tornam visível o tempo, a fragilidade e a pulsação da vida. Sua produção propõe uma abordagem particular da abstração, marcada por uma organicidade que rompe com convenções formais rígidas e se abre à experiência tátil, afetiva e existencial do mundo.

 

Em 2024, Maiolino recebeu o Leão de Ouro na Bienal de Veneza pelo conjunto da obra.

 

Dentre suas exposições individuais recentes, destacam-se: Terra Poética, MAAT, Lisboa (2026); Je suis là. Estou aqui, Museu Picasso Paris (2025); Psssiiiuuu…, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, e Fundación Malba, Buenos Aires, Argentina (2022); In the sky I am one and many and as a human I am everything and nothing, em Kunsthaus Baselland, Muttenz, Suíça (2021); Por um fio/By a Thread, SCAD Museum of Art, Savannah, EUA (2020); EM TUDO - TODO, Luisa Strina, São Paulo (2019), entre outras.


Integrou exposições nacionais e internacionais de relevância, como: Latin American Art from the Cisneros Gift in Dialogue, MoMA, Nova York, EUA (2023); Escala: Escultura 1945-2000, Fundación Juan March, Madrid, Espanha (2023); Together. Interact, Interplay, Interfere, Kunst Meran, Merano, Itália (2022); This Must Be the Place, Americas Society, Nova York, EUA (2021); A Máquina Lírica, Luisa Strina, São Paulo (2021) e Realce, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM Rio (2020).

 

Participou da 60ª Bienal de Veneza, Foreigners Everywhere, Itália (2024); 14ª Bienal de Lyon: Mondes Flottantes, França (2017); 20ª Trienal de Milão: Art & Food. Rituals since 1851, Itália (2015); 10ª Bienal de Gwangju, Coréia do Sul (2014); 30ª Bienal, Fundação Bienal de São Paulo (2013); documenta 13: Here & There, Kassel, Alemanha (2012); e 29ª Bienal de São Paulo: Há sempre um copo de mar para um homem velejar (2010).

 

Nomeada Honorary Doctor em 2022 pela University of the Arts London, Reino Unido, Maiolino foi contemplada com diversos prêmios ao longo de sua carreira, como Prêmio Clarival do Prado Valladares (Artista pela trajetória), ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte (2018); Prêmio MASP Mercedes-Benz (2012); Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes (1994); entre outros. Sua obra integra importantes coleções ao redor do mundo, dentre as quais destacam-se MoMA, Nova York, EUA; Tate Modern; Londres, Reino Unido; Centre Georges Pompidou, Paris, França; MoCA, Los Angeles, EUA; MASP, São Paulo; Fundación Malba, Buenos Aires, Argentina; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha; Pinacoteca de São Paulo; e Galleria Nazionale di Roma, Itália.


Sobre a galeria Luisa Strina

Fundada em 1974, a Luisa Strina é pioneira na promoção de uma geração de artistas conceituais brasileiros e reconhecida pelo papel decisivo na consolidação do mercado de arte contemporânea no país. 


Em 1992, tornou-se a primeira galeria latino-americana a participar da Art Basel. Desde então, mantém presença constante nas principais feiras do circuito global, entre elas Art Basel (Basel, Paris e Miami Beach), ARCO (Madrid), Frieze (Londres e Nova York) e SP-Arte (São Paulo).

 

Obras de artistas representados pela galeria integram coleções institucionais de grande prestígio ao redor do mundo, como MoMA (Nova York), Guggenheim (Nova York), Tate Modern (Londres), Museo Reina Sofía (Madri), MASP (São Paulo), Pinacoteca de São Paulo, Instituto Inhotim (Brumadinho), Centre Pompidou (Paris), Coleção Pinault (Paris e Veneza), entre outras. Muitos de seus artistas já participaram da Bienal de Veneza, da Bienal de São Paulo e da Documenta de Kassel, consolidando sua projeção internacional.

 

Atualmente, a Luisa Strina representa mais de quarenta artistas brasileiros e estrangeiros, reunindo nomes fundamentais da cena latino-americana e internacional. Ao mesmo tempo em que reafirma parcerias de décadas, a galeria continua investindo em novas gerações, preservando sua relevância e pioneirismo no cenário global da arte contemporânea.


Serviço

Exposição Anna Maria Maiolino: Presença


Abertura: dia 8 de agosto (sábado), de 12h às 16h

Visitação: de 8 de agosto a 19 de setembro de 2026


Horários: Segunda a sexta, de 10h às 19h; sábado, de 10h às 17h


Endereço: Luisa Strina | Rua Padre João Manuel, 755 | São Paulo, Brasil

Local: Sala 2

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