Exposição individual "Por toda parte escreverei o teu nome", de Luciano Figueiredo
Exposição

Exposição individual "Por toda parte escreverei o teu nome", de Luciano Figueiredo

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Por toda parte escreverei o teu nome", de Luciano Figueiredo
  • Abertura: 05 de maio 2026
  • Visitação: até 13 de junho 2026

Local

  • Local: Anita Schwartz Galeria de Arte
  • Evento Online: Não
  • Endereço: R. José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea – Rio de Janeiro, RJ

POR TODA PARTE ESCREVEREI O TEU NOME


Luciano Figueiredo celebra 60 anos de trajetória com individual na Anita Schwartz Galeria de Arte


Curada por Luiz Chrysóstomo, exposição apresenta obras recentes em que o artista transforma códigos gráficos do jornal em pintura, poesia e experiência sensorial

 


A Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, inaugura no dia 5 de maio de 2026, às 19h, a exposição Por toda parte escreverei o teu nome, individual inédita de Luciano Figueiredo com curadoria de Luiz Chrysóstomo. Reunindo obras produzidas recentemente, a mostra marca os 60 anos de trajetória de um dos nomes mais singulares da arte brasileira e apresenta um novo núcleo de pesquisa em que pintura, palavra, cor e linguagem gráfica convergem em composições de grande precisão formal.


Nascido em Fortaleza, em 1948, e radicado no Rio de Janeiro, Luciano Figueiredo construiu uma trajetória rara. Iniciada em 1966, sua produção atravessa artes plásticas, design gráfico, poesia, cenografia, curadoria e reflexão crítica sobre a cultura brasileira. Ao longo de seis décadas, manteve interlocução com figuras centrais do país, entre elas Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Caetano Veloso, Waly Salomão e Gal Costa. Também assinou capas de discos emblemáticos e trabalhos de cenografia que ajudaram a moldar a iconografia da música brasileira contemporânea. Foi ainda coautor, ao lado de Oscar Ramos, do projeto gráfico da histórica revista Navilouca, publicação experimental decisiva na confluência entre poesia, arte e contracultura nos anos 1970.


Sua formação passa por Fortaleza e Salvador, onde estudou com o artista alemão Adam Firnekaes, ligado à tradição moderna europeia e ao legado da Bauhaus. Mais tarde, a experiência de viver em Londres ampliou decisivamente seu repertório visual e intelectual, aprofundando o diálogo com cinema, poesia e página impressa. Nas palavras de Chrysóstomo, “o folhear das páginas e a magia do mundo das luzes e sombras tornaram-se o foco do imaginário visual”, percepção que ajuda a compreender a origem de muitas constantes na obra de Figueiredo.


Embora sua atuação transite por campos diversos, a pintura permanece como eixo estruturante de seu percurso. Em sua produção, a superfície pictórica se expande em direção ao recorte, à dobra, à colagem, montagem e espacialidade. “Eu sempre tive uma relação muito forte com o jornal. A notícia nunca foi o mais importante para mim. O que me atraía era a gama de cinzas, as tonalidades, o gesto de folhear a página. Tudo isso virou uma plasticidade para mim. Daí veio uma entrada na geometria, nos círculos, nos retângulos e quadrados. Eu continuo insistindo que meu trabalho é de pintor”, afirma Luciano.


Na série inédita apresentada pela galeria, o artista parte das escalas cromáticas usadas na impressão de jornais, marcas técnicas quase invisíveis ao olhar cotidiano, para construir composições em que fragmento, ritmo e cor ganham autonomia visual. Aqui, elementos periféricos tornam-se o centro da imagem. O que servia à reprodução transforma-se em estrutura poética e a dobra de uma mera folha de jornal não é gesto casual.


Segundo Chrysóstomo, trata-se de uma pesquisa recente de grande força conceitual. “Luciano é um polímata. Seu percurso passa pelo design gráfico, pela cenografia, pela poesia, pela curadoria, pela convivência com a música popular brasileira, pelo cinema e pela pintura. Tudo isso comparece aqui. Esta não é uma retrospectiva, mas um núcleo novo. Ele aprofunda a questão da cor sem necessariamente usá-la como a entendemos de imediato. Trabalha com as guias, com aquilo que está por trás, com o que em geral ninguém vê. É quase um olhar para as vísceras da cor”, analisa.


A curadoria enfatiza uma experiência de contemplação atenta e aproximação física com os trabalhos. Em contraste com o excesso imagético e a monumentalidade frequente no circuito contemporâneo, a mostra propõe escala humana, silêncio e leitura lenta. De longe, as obras surgem como sinais mínimos. De perto, revelam camadas, cortes e relações cromáticas complexas. “As pessoas precisam se aproximar dos trabalhos para ver”, observa Chrysóstomo.


Ao longo de seis décadas, Luciano Figueiredo tratou a fragmentação como unidade. Muitas vezes, isolava-se para definir seu léxico na solidão do ateliê, construindo uma obra fiel ao tempo longo da pesquisa, ao fazer direto sobre a matéria e à disciplina silenciosa do trabalho contínuo.


O título Por toda parte escreverei o teu nome é uma promessa de circulação da palavra. Evoca memória afetiva e sugere um gesto de inscrição no mundo. É também síntese de uma dimensão recorrente da trajetória do artista: a aproximação entre linguagem verbal e visual. Admirador de Jean-Luc Godard, Luciano incorporou ao longo do tempo procedimentos de montagem, cortes e coexistência entre texto e imagem que atravessam a sua produção até hoje.


Presente em importantes coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior, Figueiredo participou de mostras de referência, entre elas edições da Bienal de São Paulo e da Bienal do Mercosul, além de exposições em instituições como MAM Rio, Pinacoteca de São Paulo, Paço Imperial e Museo Reina Sofía, em Madri. Um artista de rigor construtivo, liberdade inventiva e fidelidade absoluta ao próprio percurso.


Sobre a Anita Schwartz Galeria de Arte

Há quase 30 anos, a Anita Schwartz Galeria de Arte atua de forma contínua no campo da arte contemporânea brasileira, com contribuição consistente para a circulação, a institucionalização e a consolidação da produção artística nacional. Ao longo de sua trajetória, a galeria participou de relevantes feiras nacionais e internacionais, estabelecendo interlocuções duradouras com diferentes agentes e contextos do circuito da arte.


Fundada em 1998, no Rio de Janeiro, a galeria passou a ocupar, em 2008, sua sede atual no bairro da Gávea, um dos principais polos culturais da cidade. O edifício, com aproximadamente 700 metros quadrados distribuídos em três pavimentos e projeto arquitetônico assinado pelo escritório Cadas Arquitetura, consolidou-se como a primeira galeria carioca concebida segundo o conceito de cubo branco, projetada especificamente para a realização de exposições de arte contemporânea.


A Anita Schwartz Galeria de Arte representa artistas consagrados, nomes historicamente relevantes da arte contemporânea brasileira e expoentes da nova geração. Seu espaço expositivo viabiliza a realização de exposições, instalações e projetos especiais, reafirmando sua atuação no circuito institucional e no mercado de arte, em diálogo contínuo com museus, curadores e colecionadores.


SERVIÇO

Por toda parte escreverei o teu nome, de Luciano Figueiredo

Curadoria: Luiz Chrysóstomo


Abertura: 05 de maio de 2026, às 19h

Encerramento: 13 de junho de 2026


Anita Schwartz Galeria de Arte

R. José Roberto Macedo Soares, 30 – Gávea

Rio de Janeiro | RJ

Tel: (21) 2540-6446 | (21) 99603-0435


Website: www.anitaschwartz.com.br

Instagram: @galeria_anitaschwartz


Visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 18h


Mais informações para a imprensa:



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