Exposição individual "Matéria e Luz" , de Marcos Duprat
Exposição

Exposição individual "Matéria e Luz" , de Marcos Duprat

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Matéria e Luz" , de Marcos Duprat
  • Abertura: 20 de maio 2026
  • Visitação: até 04 de junho 2026

Local

  • Local: Ateliê Casa Um
  • Evento Online: Não
  • Endereço: José Maria Lisboa, 873, CASA 1, Jardim Paulista – São Paulo, Brasil

Artista plástico carioca Marcos Duprat abre a exposição "Matéria e Luz" no dia 20 de maio, no Ateliê Casa Um, com 20 pinturas a óleo e 25 desenhos


Mostra traz obras com extraordinária pulsação cromática, que têm a luz como protagonista, e marca a doação de 12 obras ao Governo de São Paulo, que já as expõe no Palácio dos Bandeirantes



Marcos Duprat, artista plástico veterano, 81 anos, sendo 51 deles dedicados à carreira artística, abre nova exposição individual, "Matéria e Luz", no dia 20 de maio, das 18h às 22h, no Ateliê Casa Um, onde fica em cartaz até o dia 4 de junho. A mostra é marcada também pela doação, ao  Governo de São Paulo, de 12 obras que passam a integrar a coleção artística da sede administrativa do Estado, no Palácio dos Bandeirantes, onde já estão expostas. Na exposição, as pinturas exploram o uso sutil e criterioso da velatura, a técnica tradicional da pintura a óleo que utiliza diversas capas de tintas na construção da imagem. Como Antonio Cicero Lima ressaltou, isso cria a extraordinária pulsação cromática de suas obras.


"Duprat conhece profundamente a complexa relação entre o pintor, a matéria com a qual trabalha e a técnica que emprega. A pintura de Marcos Duprat convida nossa imaginação a não apenas passear pela superfície de suas telas, mas a mergulhar nos seus diáfanos corredores, espelhos, passagens, lagos e mares", diz Antonio Cicero Lima, que integrou a Academia Brasileira de Letras (ABL) e assina texto de apresentação da exposição.


"Por meio do trabalho com a luz, o pintor discute a solidão, o duplo, a impermanência, o transcendente e o onírico. Nas obras presentes nesta mostra, Marcos Duprat explora os limites entre a representação da realidade visível e a criação de espaços pictóricos geométricos em que a luz, denominador comum das obras expostas, têm um papel protagonista, como define o curador Luis Sandes (Doutor em História da Arte pela USP). 


"É mais do que uma honra o encontro com a trajetória sólida, sensível e profundamente comprometida com a arte de um artista da dimensão do Marcos Duprat, aos 81 anos, com mais de cinco décadas dedicadas à pintura. A exposição chega em São Paulo após ser apresentada, lindamente, na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, e ela traz consigo um pensamento pictórico raro, no qual a pintura se constrói em camadas de tempo, silêncio e rigor. Para o Ateliê Casa 1, que nasce do desejo de promover encontros verdadeiros entre artistas, obras e o público, a presença do Marcos Duprat é profundamente significativa, porque ela reafirma nosso compromisso com uma arte que se sustenta no tempo, na pesquisa e na potência também do sensível. Receber a individual do Marcos Duprat é um privilégio e também um gesto de reverência a uma obra que nos ensina a ver com mais profundidade a relação entre matéria, luz e existência", declara Viviana Ximenes, artista visual e fundadora do Ateliê Casa 1. A exposição, em São Paulo, reúne 20 pinturas e 25 desenhos.


No sábado (23), às 11h, o artista Marcos Duprat, a  curadora do Acervo dos Palácios do Governo de São Paulo, Renata Rocco, e o curador de arte Luis Sandes participam de "Uma conversa sobre pintura". "A pintura, junto à dança, é a manifestação artística primordial do ser humano. Desde a pintura rupestre até a arte urbana atual, é bastante evidente esse desejo do ser humano de retratar a imagem, de realizar a imagem. A pintura vai se tornando, cada vez mais, uma espécie de janela pela qual o espectador olha para uma outra realidade, recriada, mas recriada em cima de uma realidade visível. Isso perdura até o final do século XIX, quando os artistas europeus, naquele momento, em Paris, principalmente Van Gogh, Picasso e Gauguin, se interessam pela arte primitiva africana e também pelas gravuras japonesas, que lidam com a cor, a perspectiva, a linha, de uma forma diferente. Isso é uma grande revolução na pintura que provoca, digamos, que traz a pintura do século XX, que é uma pintura moderna, como nós chamamos, em que a superfície pictórica e a interação de forma e cor é o que conta. O olho é atraído não pela recriação de uma realidade visível, mas por esse jogo pictórico, por esse jogo visual de forma e cor realizado", explica Duprat sobre o tema do bate-papo.


Mais sobre o artista

Marcos Duprat nasceu no Rio de Janeiro, onde iniciou sua formação artística no ateliê do Museu de Arte Moderna (MAM). Prosseguiu na prática do desenho e da pintura, completando o Mestrado em Belas Artes na American University em Washington, D.C., onde realizou sua primeira mostra individual em 1977. Diplomata, após sua permanência nos Estados Unidos, viveu sucessivamente em Lima, Tel Aviv, Milão, Budapeste, Montevidéu,Tóquio, Cidade do Cabo e Kathmandu. 


Dentre suas exposições individuais no Brasil, cabe assinalar aquelas realizadas no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em 1979 e 1988, no Museu de Arte Contemporânea (MAC ), em 1995, na Pinacoteca do Estado (2006) e no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em 2015, em São Paulo. No Rio de Janeiro, expôs no Centro Cultural Correios (1995 e 2008), no Instituto Cultural Villa Maurina (1996), no Centro Cultural Banco do Brasil (1999), na Biblioteca Nacional (2016/2017) e no Museu Nacional de Belas Artes (2017).


No exterior, cumpre destacar as exposições realizadas em Milão, no Centro Culturale San Fedele (1990); em Budapeste, no Museu Nacional (1993); em Montevidéu, no Museo de Arte Contemporaneo (1999); em Tóquio, no Teien Metropolitan Art Museum (2002) e na Fujyia Art Gallery ( 2005) Em Kathmandu na Sidhartha Art Foundation (2013). E em Roma, no Pallazzo Pamphilj (2019). Ele realizou inúmeras mostras em galerias no Brasil e no exterior e tem obras nas instituições culturais acima mencionadas, bem como em outras, e em coleções particulares no Brasil e no exterior.


"Matéria e Luz", texto de Antonio Cicero Lima, da Academia Brasileira de Letras (ABL) datado de 2018 para a exposição no Palazzo Pamphilj

Seja quando suas obras se referem ao mundo exterior, seja quando se referem a interiores - ou, nas palavras do próprio artista, " ao mundo interior" - o elemento dominante da pintura de Marcos Duprat é a luz, que ele apreende através do uso rigoroso da técnica tradicional da velatura. Este consiste na produção da cor através da sobreposição, por transparências e acréscimos, de diversas camadas de tinta. Trata-se, como já observou, a propósito de uma exposição de Duprat, o grande crítico José Guilherme Merquior, de "uma pintura lenta, em adágio, propícia à meditação do duplo, à ponderação da série, à perquirição da profundidade."


Assim, as pinturas de Duprat, como toda verdadeira obra de arte, são produzidas através de uma relação dialética - de amor e de luta - entre suas intenções iniciais e atenção às exigências, aos caprichos e às sugestões de obra Infieri. A cada passo, ele se sente solicitado pela própria pintura a desenvolver novas soluções pictóricas. Duprat conhece profundamente a complexa relação entre o pintor, a matéria com a qual trabalha e a técnica que emprega. É, sem dúvidas, ao uso sutil e criterioso da velatura que se deve a extraordinária pulsação cromática de suas obras


Nas pinturas que se referem ao mundo interior destacam-se, por um lado, janelas, portas, corredores e passagens iluminadas que conduzem ao mundo exterior e, por outro lado, espelhos que, por sua faculdade reflexiva, evocam a possibilidade da introspecção, ou seja, de uma interioridade ainda mais profunda. Temos assim um incessante retorno do mundo exterior ao interior, e vice-versa. A pintura de Marcos Duprat convida nossa imaginação a não apenas passear pela superfície de suas telas, mas a mergulhar nos seus diáfanos corredores, espelhos, passagens, lagos e mares.


"Mergulho na Luz"  por Luis Sandes, Curador

Como colocou Antonio Cícero, as pinturas de Marcos Duprat nos convidam a percorrer suas superfícies e a mergulhar no que apresentam. O cerne da obra do artista reside em seu trabalho com matéria e luz. É por meio do pigmento que ele elabora a luz, como que dando concretude a ela em suas pinturas e trabalhos sobre papel.


Radha Abramo observou que, em Marcos Duprat, se trava um jogo óptico entre a matéria dos pigmentos e o incorpóreo da luz. É criada uma interação entre o visível, o corpóreo e o vir a ser da luz. A forma e a cor estruturam o espaço pictórico, em que a luz ocupa as imagens com o propósito de desarticular e desconstruir a composição já existente.


Por meio do trabalho com a luz, o pintor discute a solidão, o duplo, a impermanência, o transcendente e o onírico. Nas obras presentes nesta mostra, Marcos Duprat explora os limites entre a representação da realidade visível e a criação de espaços pictóricos geométricos em que a luz, denominador comum das obras expostas, têm um papel protagonista.


Luis Sandes - Curador


Doação  de 12 obras ao Governo de São Paulo

O Governo de São Paulo recebeu a doação de 12 obras do artista. Os quadros foram recebidos pelo Acervo dos Palácios, departamento museológico da Casa Civil, no Palácio dos Bandeirantes, passaram a integrar a coleção artística da sede administrativa do Estado.


Entre as obras doadas ao Acervo dos Palácios estão "Horizontes", "Limites 1", "Interior em Kyoto", "Interior IV" e "Interior V", que evidenciam temas recorrentes na produção do artista, como paisagem, espacialidade e a relação entre luz e arquitetura. "A chegada dessas obras de Marcos Duprat ao acervo dos Palácios reforça nosso compromisso de valorizar e preservar a arte brasileira contemporânea. São trabalhos que convidam à reflexão e ampliam o acesso do público a diferentes expressões artísticas, fortalecendo a relação entre cultura e sociedade", ressalta Renata Rocco, curadora do Acervo dos Palácios do Governo de São Paulo


Serviço

Marcos Duprat


Ateliê Casa Um

José Maria Lisboa, 873 | CASA 1, São Paulo, Brasil 014230032


Abertura no dia 20, das 18h às 22h


Visitação de terça a sexta-feira, das 14h às 18h, e sábados, das 11h às 15h.

Qual a forma que gostaria de assinar
nosso conteúdo?

Artsoul Comunicação Digital LTDA | CNPJ: 29.752.781/0001-52

Escritório: Rua Quatá, 845 - Sala 2, Vila Olímpia, São Paulo, SP, 04546-044