Exposição individual "Lugar Público - Muntadas", de Antoni Muntadas
Exposição

Exposição individual "Lugar Público - Muntadas", de Antoni Muntadas

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Lugar Público - Muntadas", de Antoni Muntadas
  • Abertura: 05 de abril 2024
  • Visitação: até 10 de agosto 2025

Local

  • Local: Sesc Pompeia
  • Evento Online: Não
  • Endereço: R. Clélia, 93 - Água Branca

Lugar Público - Muntadas, exposição especialmente projetada para o Sesc Pompeia, estabelece diálogos entre a obra do artista espanhol e a arquitetura de Lina Bo Bardi


 

Com curadoria de Diego Matos, a mostra reúne um conjunto de elementos distribuídos nos espaços icônicos da Unidade que convidam o visitante a se tornar parte ativa da experiência, promovendo reflexões sobre cidadania, urbanismo e participação coletiva


Com abertura em 5 de abril e visitação até 10 de agosto de 2025, a exposição inédita Lugar Público - Muntadas, do artista espanhol Antoni Muntadas (Barcelona, 1942), propõe uma ocupação total da Área de Convivência do Sesc Pompeia com intervenções que exploram a relação entre arte, arquitetura e espaços compartilhados. Desenvolvida para se desdobrar como uma ativação estruturada em três partes, a mostra transformará o ambiente arquitetônico, projetado por Lina Bo Bardi, em um território de reflexão sobre cidadania, urbanismo e participação coletiva.


“Público é um termo que possui dois significados principais: o primeiro está associado à ideia de um espaço comum, compartilhado, de vivência. O segundo se refere a um grupo de espectadores ou visitantes que assistem e acompanham uma ação, um evento ou uma atividade. O projeto para o Sesc Pompeia trata de aproximar os dois conceitos de público, no sentido de definir um projeto total e ao mesmo tempo específico para o lugar. Ele retoma um território com diversas referências de uso e propõe um espaço a percorrer; um espaço de deriva”, explica Muntadas.


Radicado em Nova York desde 1971, e com 50 anos de relação com o Brasil, Muntadas, que estará presente na abertura da exposição, tornou-se notório por abordar temas sociais, políticos e de comunicação, enquanto investiga como canais de informação são utilizados para censurar ou disseminar ideias, apresentando seus projetos por meio de fotografia, vídeo, publicações, internet, instalações e intervenções em espaços urbanos.


Em Lugar Público - Muntadas o artista reafirma sua abordagem crítica e transdisciplinar, evocando as intenções da Lina Bo Bardi para propor reflexões sobre temas contemporâneos, como a dissolução da esfera pública diante da voracidade do capitalismo, resgatando a ideia da ludicidade e do convívio social, características centrais no pensamento da arquiteta.


“Em um tempo histórico marcado por ameaças aos espaços públicos, seja com a expansão da vigilância, seja com a gradual privatização de endereços, serviços, entre outras esferas sociais, a realização desta exposição propicia considerações críticas e estéticas sobre o presente. Interessa ao Sesc se constituir como lugar de partilha de experiências e diálogos sobre acontecimentos que dizem respeito à coletividade, uma condição essencial para a efetivação da democracia cultural”, defende Luiz Deoclecio Massaro Galina, diretor do Sesc São Paulo.


Realizada pelo Sesc São Paulo com apoio da Embaixada da Espanha no Brasil e do Instituto Cervantes, e com curadoria de Diego Matos, a exposição site-specific é composta de intervenções audiovisuais, textuais e dispositivos arquitetônicos projetados para provocar reflexões a respeito do espaço urbano contemporâneo e das noções de lazer e esfera pública, como explica Muntadas:


“Não há a intenção de configurar uma exposição fechada em si com percurso definido. A ideia é a de um caminho aberto, como um passeio, um deslocamento no qual acontece um encontro com múltiplos elementos distribuídos no espaço. São dispositivos que servem para provocar reflexão e interrogação nos que ali circulam, especialmente sobre a proposta de um lugar público. Esses elementos em forma de totens – recuperando um sentido histórico, quiçá pré-histórico – refletem, questionam e dialogam entre duas frases acesas: ‘para onde vamos?’ e ‘seguimos adiante’.” 


 

Lugar Público em detalhes


Com expografia concebida pela arquiteta Anna Ferrari e com trabalho gráfico do artista e designer Vitor Costa, que enfatiza a integração entre arte e arquitetura, promovendo uma imersão sinestésica que convida o visitante a se tornar parte ativa da experiência, Lugar Público – Muntadas se estrutura em três partes principais, distribuídas nos espaços icônicos da Unidade.


No primeiro, localizado à esquerda da Área de Convivência, o visitante encontra um percurso de deriva, no qual se depara com a indagação Para onde vamos?, estampada em um letreiro luminoso. Ao redor do espaço, 25 totens espelhados apresentam frases instigantes e, em seus versos, telas de LED exibem imagens da ocupação do espaço urbano em São Paulo. No texto curatorial, intitulado Lugar Público: reocupar e envolver, derivar e reafirmar, Matos explica que esse jogo visual e reflexivo evoca a noção situacionista de “deriva urbana”, que propõe flanar sem destino para estudar as cidades, cunhada pelo escritor francês Guy Debord, autor de A Sociedade do Espetáculo.


O segundo ocupa o lado direito da área de convivência onde um grande tapete emborrachado convida o público ao descanso e à observação. Gravada na superfície, a frase Vida é edição - Life is editing – sugere que a vida se constrói em segmentos como em um filme. Letreiros luminosos, como Seguimos adiante!, reforçam o caráter dialógico da exposição, enquanto dispositivos autoportantes ampliam a experiência visual.


A mostra é composta, ainda, de um espaço dedicado à memória, onde são exibidos cartazes de projetos anteriores do artista, reforçando sua trajetória de diálogo contínuo com o Brasil desde os anos 1970.


“Pensamos em um amplo ambiente para leitura e discussão, além de um recorte histórico dos elementos que, em certo sentido, contam a história de uma trajetória: algumas dezenas de cartazes que sinalizam o poder comunicacional e documental da prática artística de Antoni Muntadas”, explica o curador.


 

Sobre Antoni Muntadas


Nasceu em Barcelona, em 1942, e reside em Nova York desde 1971. Ao longo das últimas cinco décadas Muntadas ministrou e dirigiu seminários em diversas instituições da Europa e dos Estados Unidos, incluindo a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, as Escolas de Belas Artes de Bordeaux e de Grenoble, a University of California em San Diego, o San Francisco Art Institute (SFAI), a Cooper Union de Nova York, a Universidade de São Paulo (USP), a Central Academy of Fine Arts (CAFA) em Pequim e a Universidad de Buenos Aires. Além disso, foi artista residente e professor em diversos centros de pesquisa e educação, como o Visual Studies Workshop em Rochester, Estados Unidos; o Arteleku em San Sebastián, Espanha; e o Studio National des Arts Contemporains Le Fresnoy, na França. Muntadas recebeu prêmios e bolsas de diversas instituições, como a John Simon Guggenheim Memorial Foundation, a Rockefeller Foundation, o National Endowment for the Arts, o New York State Council on the Arts, o Ars Electronica em Linz (Áustria), o Laser d’Or em Locarno (Suíça) e o Prêmio Nacional de Artes Plásticas de 2005, da Espanha. Em 2009, recebeu o Prêmio Velázquez de Artes Plásticas, concedido pelo Ministério da Cultura da Espanha. Expôs em diversos museus, incluindo o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, o Berkeley Art Museum da Califórnia, o Musée d’Art Contemporain de Montreal, o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri, o Museo de Arte Moderno de Buenos Aires (MALBA), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu d’Art Contemporani de Barcelona. Além de exposições individuais no circuito internacional de galerias e instituições públicas, no que se refere a certames internacionais, destacam-se sua participação nas edições VI e X da Documenta de Kassel (1977, 1997), na Whitney Biennial of American Art (1991) e na 51ª Biennale di Venezia (2005), além das Bienais de São Paulo, Lyon, Taipei, Gwangju e Havana.



Sobre o Sesc São Paulo


Com mais de 78 anos de atuação, o Sesc - Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 43 unidades operacionais no estado de São Paulo e desenvolve ações para promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, além de toda a sociedade. Mantido por empresas do setor, o Sesc é uma entidade privada que atende cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Para mais informações, acesse o portal: sescsp.org.br


 

Serviço


Lugar Público – Muntadas

Visitação: de 05 de abril a 10 de agosto de 2025

Terça a sábado, das 10h às 21h.

Domingos e feriados, das 10h às 18h. Grátis. Livre.

Local: Área de Convivência

Sesc Pompeia

R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo

A exposição oferece recursos de acessibilidade. O agendamento de visitas mediadas de escolares pode ser feito através do e-mail: agendamento.pompeia@sescsp.org.br


 

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