Exposição individual "Infinito", de Jorge Guinle
Exposição

Exposição individual "Infinito", de Jorge Guinle

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Infinito", de Jorge Guinle
  • Abertura: 27 de março 2025
  • Visitação: até 10 de maio 2025

Local

  • Local: Simões de Assis
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Al. lorena, 2050 A

Infinito

Jorge Guinle

27.03 - 10.05.2025



O fazer pictórico é uma tarefa infinita. Incessante, interminável, mas parecem realizadas para as sensações do presente. Suas cifras secretas estão presentes nas complexas interrogações no sistema plástico, evidenciam outros territórios e descortinam novas reflexões nas férteis vertentes da arte. Pintar implica localizar, no âmbito da produção pictórica, questões produtivas capazes de revelar um pensamento sobre a própria pintura. A cor para Jorge Guinle tinha um lugar polissêmico, uma linguagem com aparente arbitrariedade, usada com intensidade e liberdade incomparáveis, como se fosse uma tinta fresca.


Essas pinturas irradiam a sua contínua e intensa vontade de pintar. Comprovam o vaivém do exercício da pintura, com as massas de óleo e um repertório cromático dissonante, que nos contamina pela sua densidade corpórea, seus elementos pulsantes que instauram uma visão de mundo. Mantém a sua identidade e distendem a sua permanente indagação sobre a pintura, que realizou com meios diferenciados para obter uma massa avassaladora, como um processo e um fim inevitável. As cores saturadas, descontínuas, vertiginosas, aliadas a uma pulsação visual intensa, ao nervosismo de seus gestos, são as marcas de sua linguagem. Um turbilhão de cores, tintas escorridas e pinceladas vigorosas, vibrantes para todos os lados. As telas exalam uma inteligência pictórica e uma erudição visual que propagam a sua imensa energia plástica. Apesar de serem datadas em 1986, parecem viver no momento presente, mantendo intacto o seu frescor. Suas obras emanam algo duradouro, suscitam uma conversa infinita conosco.


Vanda Klabin

cientista social, historiadora e curadora de arte




Sobre o artista


Jorge Guinle Filho (Nova York, EUA, 1947 - 1987) foi pintor, desenhista e gravador. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Até 1965, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se mudou para os Estados Unidos. Passou parte de sua vida entre Paris e Nova York, onde conheceu obras da action painting e pop art, decisivas em sua formação. Colorista nato, Guinle atribuiu a descoberta da pintura ao contato com obras do pintor francês Henri Matisse.


De 1965 a 1977, viveu entre o Rio de Janeiro e Paris, fixando-se na cidade carioca em 1977. Nos anos seguintes, o clima de abertura política no país favoreceu as manifestações artísticas e Guinle retomou sua carreira em uma trajetória muito rápida: trabalhou por sete anos, nos quais produziu obras marcantes. Entre 1980 e 1982, realizou entrevistas para a revista Interview, de circulação nacional, com importantes artistas brasileiros, entre eles Hélio Oiticica, Rubens Gerchman, Antonio Dias, Lygia Clark, Mira Schendel e Cildo Meireles.


Foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como “Geração 80”, celebrando o retorno à experiência sensorial da pintura, um rompimento com a arte hermética e excessivamente intelectual dos anos 1970. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. Um grande marco desse período foi a XVIII Bienal de São Paulo, realizada em 1985, e a exposição “Como vai você Geração 80?”, realizada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro, em 1984. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa, Paulo Roberto Leal e Sandra Magger, Guinle partilhou o espaço expositivo com outros artistas como Beatriz Milhazes, Leonilson, Luiz Zerbini, Gonçalo Ivo, Jorge Barrão, Leda Catunda, entre outros.


A produção do artista, concentrada em seus últimos anos de vida, é dedicada sobretudo à pintura, que chama atenção pelo vigor e pela intrincada referência que faz aos movimentos artísticos modernos e contemporâneos. A matéria pictórica é trabalhada até a exaustão por meio de grossas pinceladas de tinta, revelando a cor por uma harmonia dissonante. Jorge Guinle faleceu precocemente em 1987, em decorrência do diagnóstico de HIV.


O artista possui trabalhos em coleções importantes como Museo de Arte Contemporaneo de Monterrey, México; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Coleção Gilberto Chateaubriand, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes, Brasil; Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Brasil; Centro Cultural Cândido Mendes, Brasil; Instituto Figueiredo Ferraz, Brasil; Coleção Roberto Marinho, Brasil; Coleção José Olympio Pereira, Brasil; Coleção Hecilda e Sérgio Fadel, Brasil; Coleção Ronaldo Cezar Coelho, Brasil; Coleção Ricardo Akagawa, Brasil; e Coleção Orandi Momesso, Brasil.




Serviço


Jorge Guinle

Infinito

São Paulo

abertura

27 de março, quinta-feira, 18h às 21h

27.03 - 10.05.2025

simoesdeassis.com

@simoesdeassis_

al. lorena, 2050 A

01424-006 sp brasil

+55 11 3062-89805

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