Exposição individual "Estudos sobre ossos" de Juniara Albuquerque
Exposição

Exposição individual "Estudos sobre ossos" de Juniara Albuquerque

Exposição

  • Nome: Exposição individual "Estudos sobre ossos" de Juniara Albuquerque
  • Abertura: 16 de junho 2026
  • Visitação: até 06 de setembro 2026

Local

  • Local: Paço das Artes
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Albuquerque Lins, 1345, Higienópolis - São Paulo, SP

Conheça a poética não binária de Juniara Albuquerque em sua exposição no Paço das Artes


Com acompanhamento e texto crítico de Lucas Dilacerda, a mostra apresenta obras híbridas entre a escultura e a pintura



No Paço das Artes, a artista Juniara Albuquerque inaugura sua primeira exposição individual em São Paulo intitulada “Estudos sobre ossos ”. Com acompanhamento e texto crítico de Lucas Dilacerda, a mostra apresenta obras híbridas entre a escultura e a pintura.

“O projeto parte do uso de ossos de animais para a criação de esculturas que transitam entre o natural e o industrial, entre o corpo orgânico e o corpo técnico.”, afirma a artista Juniara Albuquerque.

Juniara Albuquerque mistura ossos de animais com pintura automotiva para transformá-los em corpos híbridos que subvertem os binarismos tradicionais da arte. Suas obras habitam um limiar tênue que confunde as distinções entre escultura e pintura; figurativo e abstrato; cor e forma; orgânico e industrial; natural e artificial; ancestral e futurista; humano e animal. Nem uma coisa, nem outra: são obras não binárias.

A obra de Juniara é autobiográfica, pois aqui arte e vida não se separam. A artista é uma pessoa não binária que recusa o binarismo de gênero que estrutura nossa sociedade. Além disso, ela também subverte e reinventa o gênero da natureza-morta. Aqui, o conceito de “gênero” tem uma ambiguidade de sentido: ao mesmo tempo se refere ao gênero da história da arte (retrato, paisagem, natureza-morta etc.) assim como o gênero socialmente construído (homem, mulher etc.). A poética de Juniara é um terrorismo tanto do gênero da natureza-morta, como também do gênero da sociedade.

“A artista faz uma crítica às ideias binárias que fundamentam o gênero da natureza-morta, como a separação entre humano e natureza, e a centralidade do humano como “vivo” e a objetificação da natureza como “morta”. Tal ideologia é a mesma que causou a colonialidade, a escravidão e a destruição da natureza. Oriunda do Nordeste do Brasil, a artista ressignifica o imaginário colonial de seca e pobreza projetado sobre a sua região, e nos apresenta uma beleza onde muitos só enxergam a morte.”, afirma o crítico Lucas Dilacerda.

Suas obras surgem como relíquias e artefatos encontrados em escavações de civilizações desconhecidas. Dessa maneira, Juniara constrói uma arqueologia ficcional, na qual escava imaginários e histórias para a emergência de um tempo desconhecido. Suas obras são seres alienígenas dos quais não sabemos se pertencem a um passado muito distante ou a um futuro distópico. O que importa é que são seres em estado de regeneração do planeta, são como fungos que brotam da morte e transmutam a matéria em novas formas de vida.

Serviço
Abertura: Terça, 16 de junho de 2026, 17h às 21h
Período em cartaz: Até 6 de setembro de 2026

Endereço: Paço das Artes - Rua Albuquerque Lins, 1345 - Higienópolis - São Paulo (SP)

Horário de funcionamento:
Terça a sábado - 11h às 19h
Domingos e feriados - 12h às 18h

Telefones para contato:
(11) 9 6042-7088 (Juniara Albuquerque) - Artista
(85) 9 9798-6191 (Lucas Dilacerda) - Crítico


Qual a forma que gostaria de assinar
nosso conteúdo?

Artsoul Comunicação Digital LTDA | CNPJ: 29.752.781/0001-52

Escritório: Rua Quatá, 845 - Sala 2, Vila Olímpia, São Paulo, SP, 04546-044