Exposição individual "Aos temporais, marés de retorno", de Siwaju
Exposição
- Nome: Exposição individual "Aos temporais, marés de retorno", de Siwaju
- Abertura: 11 de abril 2026
- Visitação: até 30 de maio 2026
Local
- Local: auroras
- Evento Online: Não
- Endereço: Av. São Valério, 426 – São Paulo, SP
Aos temporais, marés de retorno
Siwaju
A exposição Aos temporais, marés de retorno, de Siwaju, ocupa a Sala de Projetos e a biblioteca do auroras. A mostra reúne um conjunto de obras escultóricas que investigam a matéria como campo de ativação, onde força e estrutura se entrelaçam.
A partir de uma pesquisa baseada no reaproveitamento de materiais, a artista realiza cortes, incisões, dobras, torções e soldas, criando composições que se articulam com aspectos cosmológicos afrodiaspóricos — modos de compreender a formação de mundo, de espaço e de tempo.
O ferro — material central na pesquisa — concentra camadas de força e significação com sua história de usos. Presente nas construções, nos deslocamentos e nas infraestruturas, é um elemento estrutural da vida social. Nas obras, esse material é reativado como memória e como processo. Ao ser cortado, oxidado, tensionado e reconfigurado, o ferro revela sua natureza e também como sobrevive em seu readequamento — de como a matéria reage, persiste e se reinscreve ao longo do tempo.
Nesse sentido, o trabalho de Siwaju acompanha o movimento de um ecossistema mais amplo. A exposição propõe uma escuta da matéria em seus processos de mudança, afirmando a escultura como um corpo em relação com o universo.
Um desdobramento dessa investigação aparece em Black Frequencies (2023), gravura em metal produzida em talho doce e apresentada sem entintamento, onde o traço emerge como relevo. Ao deslocar a obra da imagem para a materialidade, linhas e dobras tornam-se superfície, luz e sombra. Nesse trabalho, o tempo se apresenta como inscrição: algo que pode ser gravado, dobrado e percebido como rastro.
A maré vai e volta, insiste, retorna.
Sobre a artista
Siwaju (n. 1997, São Paulo) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formada em Artes Visuais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2025), participou do Programa Formação e Deformação da EAV Parque Lage (2022) e da Escola Livre de Artes do Galpão Bela Maré (ELÃ, 2022). Sua prática escultórica investiga a relação entre o tempo e diferentes ecologias, utilizando peças de aço reaproveitadas — doadas, coletadas e recicladas — para construir uma conexão direta com o pensamento tridimensional brasileiro. Suas obras articulam interações entre a matéria e o cosmos, energias visíveis e invisíveis, objeto e ambiente, corpo escultórico e espaço, sempre operando numa temporalidade espiralada, em constante expansão e retorno, ativando saberes da afrodiáspora.
Em 2026, a artista foi indicada ao Prêmio PIPA 2026. Realiza a exposição individual Aos temporais, marés de retorno, no auroras, em São Paulo. Também participa da exposição coletiva Trovoada, no Galpão das Artes do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil e “Constelações - 40 anos do Paço Imperial”, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil. Em 2025, inaugurou Spectrum, sua primeira exposição individual, n’A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil. Também participa das exposições coletivas Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon, no Museu das Favelas, São Paulo, Brasil; Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel na FGV, Rio de Janeiro, Brasil; Formas das Águas, com a obra em memória de João Candido, o Almirante Negro, no MAM-Rio, Rio de Janeiro, Brasil; Fazer com, Pensar Junto no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, Brasil; Incidência Relacional na GDA, em São Paulo, Brasil; Nossa Vida Bantu no Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, Brasil; e Abolicionistas Brasileiras na CAL – Casa da Cultura da América Latina, Brasília, Brasil. Em 2024, participou da coletivas Ancestral: Afro-Américas, no Museu de Arte Brasileira da FAAP, São Paulo, e apresentou a instalação permanente Ojubó, no Instituto de las Artes de Cuba para a 15ª Bienal de la Habana, Cuba.
Sua obra integra o acervo do Governo do Estado do Espírito Santo, Brasil, e do Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, Brasil.
Serviços
Siwaju, Aos temporais, marés de retorno
Abertura: 11/04, das 14h às 18h
Período da exposição: 11/04 — 30/05/2026
Horários de visitação: Aberto aos sábados, das 11h às 18h | Durante a semana, mediante agendamento
Entrada gratuita
Endereço: auroras – Av. São Valério, 426, São Paulo, Brazil
Agendamento e informações: info@auroras.art.br
A exposição foi organizada com o apoio d'A Gentil Carioca.