Exposição "Habitar a paisagem” de Flavia Fabbriziani
Exposição

Exposição "Habitar a paisagem” de Flavia Fabbriziani

Exposição

  • Nome: Exposição "Habitar a paisagem” de Flavia Fabbriziani
  • Abertura: 05 de agosto 2026
  • Visitação: até 05 de setembro 2026

Local

  • Local: Galeria 18
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Simpatia, 23, Vila Madalena – São Paulo, SP

Abre na Galeria 18, no dia 5 de agosto, a exposição “Habitar a paisagem”, individual da artista Flavia Fabbriziani 

No dia 5 de agosto a Galeria 18 abre a exposição individual "Habitar a paisagem" da artista Flavia Fabbriziani, com curadoria de Jurandy Valença. Reunindo mais de vinte obras, entre pinturas e assemblages, a mostra apresenta um aprofundar da pesquisa da artista sobre paisagem, memória e percepção.

Suas obras não buscam registrar um lugar específico, mas sim retratar a sensação de como a paisagem nos é assimilada. Em vez de representar paisagens, Flavia utiliza-a como ponto de referência para investigar as nuances da percepção. A artista constrói imagens que não estão completamente estabilizadas, mas ainda reconhecíveis, revelando a maneira que o mundo permanece na memória. 

“[...] Entre o olhar e a matéria, entre o corpo e a paisagem. Na pintura de Flavia Fabbriziani a natureza e a paisagem assumem o papel de ser um espaço de pensamento; e nela percebe-se uma amálgama e, ao mesmo tempo, uma dissolução das fronteiras do que é representado. As formas vegetais, minerais e atmosféricas nunca aparecem completamente estabilizadas. Entre espaços naturais e aqueles que simulam a natureza, que criam simulacros, a artista [re]cria uma imaginação materializada em uma vegetação tropical [...],” escreve Jurandy Valença no texto curatorial.

A leitura proposta por Jurandy Valença aproxima as obras do pensamento do filósofo Maurice Merleau-Ponty, trazendo a ideia de que a pintura não copia o mundo, mas na verdade, existe entre o observador e o objeto retratado. As obras são expostas como uma experiência contemplativa: sua relação sensorial entre luz, matéria e gesto, não pede ao público que reconheça um retrato da natureza nas pinturas, mas sim, a representação de como alguém a perceberia. 

Os elementos da paisagem são construídos em campos de cor e camadas de tinta, que são sobrepostas, aguadas, cavadas ou apagadas, mantendo-se em um equilíbrio entre a figuração e a abstração. Nas assemblages, poesia e papéis pintados referenciam o hábito de se guardar flores em livros, criando um paralelo entre o relembrar e a ação do tempo.

Em “Habitar a paisagem” Flavia parte de uma relação direta entre mente, matéria e pintura, dialogando entre o que é o mundo interior e exterior através da construção de camadas e a observação dos espaços em que habita. Suas pinturas constroem uma experiência que só se revela sob um olhar atento, pedindo um momento de contemplação para que se possa perceber a pintura, não apenas como imagem, mas como um espaço de construção da memória e da sensibilidade.

Sobre a artista
Flavia Fabbriziani, natural de São Paulo, mora há mais de 10 anos no Rio de Janeiro. Formada em administração de empresas e pós-graduada em negócios digitais, com MBA em gestão de museus na Associação Brasileira de Gestão Cultural, trabalhou com gestão de projetos e nas áreas editoriais e educacionais e, no núcleo de memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Vinda de uma família que valorizava as manifestações artísticas, com um tio pintor e escultor e uma mãe pianista, Flavia teve seu primeiro contato com as artes através da dança.

Trabalhou no núcleo de memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, sob a coordenação de Margarida Souza Neves, e em paralelo realizou aulas de Arte Contemporânea com o professor Ronaldo Brito além de uma residência artística em Roma e do grupo “Encontros e Reflexões” – Parque Lage – coordenado pela artista Iole de Freitas.

No coletivo UaiArt criou o projeto Mulheres Iluminadas – Laura Laurinda Gabriella, projeto de memória que através de pesquisas biográficas, transformavam histórias de mulheres de vanguarda através de instalações e obras sonoras. Expande então sua atuação também para essas outras vertentes. 

Para realizar suas obras, Flavia utiliza grandes painéis para fixar suas telas, pois necessita de superfícies que sustentem o impacto do seu gestual que utiliza o dorso, os braços, os punhos e as mãos. É possível ver em seu trabalho pinceladas vigorosas e espatuladas curtas ou longas, uma mistura de cores e da forma e tonalidades luminosas.

 

A cidade, a natureza a sua volta, memórias e vivências, servem de inspiração para ela, que através de um gestual cadenciado e intenso constrói e desvenda camadas em sua obra.

Sobre a 18
A 18 é uma galeria de arte contemporânea com uma seleção de artistas renomados e em ascensão, de diferentes vertentes, estilos e suportes.

Desde seu início, preocupa-se em criar e expandir relações dentro do mundo da arte, seja com os artistas, clientes ou espectadores, que encontram na 18 um ambiente receptivo, diferente da hostilidade hermética vista em outras galerias.

 

Seu time, com diversos artistas representados, oferece vários tipos de experimentações resultando em uma pluralidade visual e cultural que poucos locais possuem.

Serviço
Local: Rua Simpatia 23, Vila Madalena – São Paulo/SP

Abertura: 05/08/2026, 19h00 as 22h00
Período: 05/08 a 05/09 de 2026
Visitação: Terça a Sexta | 10h às 19h.
Sábado | 10h às 18h


Entrada Gratuita

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