Exposição "DIÁRIOS" de Marco Tulio Resende
Exposição
- Nome: Exposição "DIÁRIOS" de Marco Tulio Resende
- Abertura: 17 de outubro 2026
- Visitação: até 17 de dezembro 2026
Local
- Local: Lemos de Sá Galeria de Arte
- Evento Online: Não
- Endereço: Rua Germano Chatti 255 Mangabeiras BH – MG
Exposição MARCO TULIO RESENDE “DIÁRIOS”
No dia 17 de outubro – 11 às 15 h, a Lemos de Sá Galeria de Arte abre a exposição individual do artista Marco Tulio Resende, intitulada de “DIÁRIOS”, com curadoria de Alexandre Madalena.
A mostra apresenta ao público obras inéditas, feitas em preto e branco, em homenagem aos 50 anos de carreira profissional deste artista tão relevante para o cenário cultural de Minas Gerais e do Brasil. Serão mostrados pinturas, instalações e um conjunto com 102 diários reunidos ao longo da vida do artista.
Mais do que uma reunião de obras, Diários propõe ao público um mergulho no universo íntimo e poético do artista. São desenhos que acompanham diferentes momentos de sua trajetória e revelam o desenho como espaço de pensamento, observação, memória e registro. Ao longo de cinco décadas, Marco Túlio Resende construiu, através dessas anotações visuais, uma espécie de diário contínuo — feito de gestos, ideias, experiências, encontros e percepções sobre o mundo.
Mostra na Lemos de Sá Galeria reúne tempo, memória e os diferentes desdobramentos do desenho em uma experiência expositiva.
Belo Horizonte, outubro de 2026 — O que acontece quando mais de cinco décadas de desenho cotidiano deixam de ser apenas arquivo e passam a ocupar uma galeria? É a partir dessa experiência que Marco Tulio Resende apresenta DIÁRIOS, exposição que abre no dia 17 de outubro de 2026, às 11h, na Lemos de Sá Galeria, em Belo Horizonte. A exposição poderá ser visitada de 19 de outubro de 2026 a 13 de fevereiro de 2027.
Ao longo de sua trajetória, Marco Tulio fez do desenho uma prática diária. Folha após folha, caderno após caderno, foram registrados pensamentos, estudos, projetos, perguntas, imagens e experiências. DIÁRIOS parte desse extenso percurso para colocar o desenho no centro de uma experiência que atravessa tempo, memória e transformação.
O desenho como experiência
Ao longo de sua trajetória, o desenho tornou-se para Marco Tulio Resende uma forma de pensar, experimentar, registrar e permanecer em movimento. O que se revela em DIÁRIOS não é apenas a reunião de uma extensa produção, mas a continuidade de uma experiência que atravessa o tempo e encontra, em cada novo gesto, outras possibilidades de forma e significado.
Na exposição, o desenho aparece em seus diferentes desdobramentos. A linha pode tornar-se forma; a forma pode ganhar corpo, textura, relevo e presença; uma imagem pode retornar transformada e estabelecer novas relações. São diferentes estados de uma mesma experiência, em que o desenho permanece como núcleo e origem.
A ausência de cor é parte essencial dessa experiência. Preto e branco estabelecem um campo de concentração visual no qual linha, matéria, sombra, superfície, vazio e presença passam a ocupar o primeiro plano. Ao retirar a cor, o olhar é conduzido para aquilo que sustenta o desenho: sua estrutura, seu gesto, sua matéria e sua capacidade de se transformar.
DIÁRIOS é, assim, menos uma exposição sobre desenhos do que uma exposição sobre a experiência de desenhar ao longo do tempo. Uma experiência que não se encerra na folha e continua a se desdobrar entre memória e invenção, entre aquilo que foi registrado e aquilo que ainda pode surgir.
“O desenho sempre esteve muito próximo da minha vida. Esses cadernos foram acontecendo no cotidiano, acompanhando o tempo, as ideias e as coisas que eu estava vivendo. Quando volto a eles, encontro desenhos de momentos diferentes, mas também perguntas que continuam abertas.” — Marco Tulio Resende
Uma trajetória construída no tempo
DIÁRIOS também acontece em um momento simbólico para a Lemos de Sá Galeria, que celebra 35 anos de trajetória em 2026. A relação entre a galeria e Marco Tulio Resende atravessa parte significativa dessa história, aproximando duas trajetórias construídas a partir da continuidade, da pesquisa e do acompanhamento da produção artística.
“A relação com Marco Tulio foi construída ao longo de muitos anos. Acompanhar sua produção é também acompanhar as transformações de seu trabalho e perceber aquilo que permanece: a importância do desenho, da pesquisa e da liberdade de experimentar. DIÁRIOS reúne uma parte muito significativa dessa trajetória.” — Beatriz Lemos de Sá
DIÁRIOS
Tempo, memória e desenho
Marco Tulio Resende
Toda obra começa como possibilidade. Essa possibilidade encontra a folha. Ali, o pensamento ganha linha, a linha procura uma forma e a forma abre novos caminhos.
É nesse espaço entre a ideia e a forma que Marco Tulio Resende trabalha há mais de cinco décadas. Retorna à folha e ao gesto de desenhar. A repetição nunca é idêntica. Cada linha carrega a anterior e procura escapar. Uma imagem reaparece transformada, uma palavra permanece, uma forma se desfaz para ressurgir adiante. Entre o acaso e a intenção, entre o erro e a descoberta, o desenho se constitui como pensamento em movimento.
Os cadernos DIÁRIOS tornam visível esse tempo. Mais de cem volumes reúnem fragmentos de uma prática: desenhos, estudos, projetos, palavras, perguntas, imagens, experiências e memórias. Neles, as ideias podem ficar inacabadas, permanecer à espera e reaparecer sob outro olhar. O que se registra nem sempre se transforma em obra; às vezes, permanece como possibilidade, à espera de outro tempo.
A folha não é apenas suporte; é campo de experimentação. Dela, o gesto pode deslocar-se para o livro, o objeto, a pintura, a escultura e o recorte. Nesta exposição apresentada pela Lemos de Sá Galeria, branco e preto estabelecem tensão e silêncio. O branco revela linha, forma, matéria e relevo; o preto cria profundidade, intervalo e contraste. Entre essas duas presenças, o desenho se torna espaço.
O que pode um desenho quando deixa de ser desenho? Quando ganha corpo, escala, matéria e espaço, o que estava inscrito na folha não desaparece: transforma-se. A memória se desloca, retorna e ganha novos sentidos. Em Diários, o que foi registrado encontra outras formas: o desenho se amplia, ganha matéria, ocupa o espaço e estabelece novas relações entre folha, livro, objeto e obra. Cada trabalho guarda a possibilidade de um reencontro. Cada transformação, uma passagem. E o desenho, mesmo depois de encontrar uma forma, permanece à procura.
Alexandre Madalena (curador)
MARCO TULIO RESENDE
Nascido em Belo Horizonte, em 1950, Marco Tulio Resende constrói, desde os anos 1970, uma trajetória marcada pela pesquisa e pela experimentação na arte contemporânea brasileira. Formado pela Escola Guignard/UEMG, realizou mestrado na School of the Art Institute of Chicago, como bolsista da Fulbright Commission, entre 1975 e 1978. Participou da XII Bienal Internacional de São Paulo, em 1973, e, ao longo de sua trajetória, apresentou seu trabalho em importantes instituições e exposições no Brasil e no exterior. Foi professor da Escola Guignard por quatro décadas, além de atuar como artista e professor visitante em instituições brasileiras e estrangeiras.
Entre desenho, pintura, objeto, cerâmica e livro de artista, sua produção tem no desenho um campo permanente de pensamento e investigação. Ao longo de mais de cinco décadas, sua obra articula memória, linguagem, matéria e experiência, explorando as relações entre imagem, tempo e cultura. Seus trabalhos integram importantes acervos museológicos, institucionais e coleções privadas no Brasil e no exterior.
Serviço
Exposição de Arte Marco Tulio Resende - “DÍARIOS”
Data abertura: 17 de outubro 11 às 15 horas
Em exibição: 17 de outubro a 17 de dezembro de 2026
Local: Lemos de Sá Galeria de Arte
Rua Germano Chatti 255 Mangabeiras BH – MG
Horários de funcionamento: De segunda a sexta de 10 – 17 h
Aos Sábados 10 – 13 h
Para todos os tipos de público
Entrada gratuita