Exposição coletiva "Rajada encantada"
Exposição
- Nome: Exposição coletiva "Rajada encantada"
- Abertura: 25 de julho 2026
- Visitação: até 25 de outubro 2026
Local
- Local: Casa de Cultura do Parque
- Evento Online: Não
- Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300, Alto de Pinheiros – São Paulo, SP
Mostra na Casa de Cultura do Parque investiga modos de construção da prática artística
Coletiva em São Paulo reúne Ana Prata, Rodrigo Andrade, Anderson Borba entre outros
SÃO PAULO, julho de 2026 – A Casa de Cultura do Parque apresenta, de 25 de julho a 25 de outubro de 2026, a exposição coletiva "Rajada encarnada", como parte de seu II Ciclo Expositivo do ano. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, a coletiva reúne trabalhos de Ana Prata, Anderson Borba, Maria Andrade, Pedro França e Rodrigo Andrade.
A mostra propõe uma reflexão sobre procedimentos e operações que constituem a prática artística e a obra de arte, destacando diferentes linguagens, modos de construção e materialidades que reverberam intensidades. No texto crítico, Thais Rivitti aponta que não cabe formular uma ideia geral ou um endereçamento conceitual capaz de dar conta do conjunto apresentado, uma vez que a exposição convida o público a observar de perto como os artistas trabalham e constroem sua pesquisa ao longo do tempo.
"Deixar um pouco de lado as referências circunstanciais que cada trabalho inevitavelmente guarda e atentar para seus modos de construção. Acompanhar o olhar, deslizando entre as obras, percorrendo superfícies, enroscando em emaranhados nodosos, dando de cara com materialidades mais duras e opacas, oscilando junto às vibrações mais frenéticas. Assim, é possível ver os trabalhos conversando entre si", descreve a crítica de arte e curadora.
A exposição conta com dois grandes trabalhos de Pedro França (Rio de Janeiro, 1984) que partem de um suporte fragmentado, composto pela colagem de pedaços menores de papel. Sua estratégia de construção é a do acúmulo, na qual os desenhos do artista, transferidos para a tela por meio da técnica da monotipia, vão se sobrepondo, criando densidade e peso pela insistência e abundância das linhas e marcas importantes do labor do artista: áreas rasgadas, sobreposições, colagens.
Nos trabalhos de Anderson Borba (Santos, 1972), em oposição ao acúmulo, a ação muitas vezes começa com a subtração de matéria, por meio do desbaste da madeira, o gesto de entalhar, perfurar e escavar. Suas esculturas também evidenciam uma atenção especial às superfícies, aproximando-se de questões da própria pintura: além do volume e peso, sua obra investiga as formas de percepção da matéria.
No campo da pintura — embora os artistas entrelaçem linguagens a todo momento — as pinturas leves e atmosféricas de Maria Andrade (São Paulo, 1967) são conduzidas pela cor. Na série escolhida para a exposição, ela instala pequenas asas de metal nos trabalhos, criando um território em suspensão que oscila entre a ideia de tornar os objetos flutuantes e presos no espaço.
Já Ana Prata (Sete Lagoas, 1980) aproxima-se do mundo cotidiano — com fragmentos da arquitetura, revestimentos, móveis e objetos domésticos — para deslocar suas condições habituais e ampliar não somente sua presença no campo visual, mas também a condição de isolamento dos objetos no vazio. Também utilizando o mundo como um repertório plástico, Rodrigo Andrade (São Paulo, 1962) dá atenção à tinta como matéria. Em sua longa trajetória no campo da pintura, a tinta se torna um material quase escultórico, com densidade e peso, criando superfícies ásperas ou lisas, que se apresentam de formas diferentes ao espectador.
Além da coletiva, o II Ciclo Expositivo inclui as individuais "Política da superfície", de Ana Raylander Mártis dos Anjos (Gabinete) e "Mitologias do mistério", de Omep (Projeto 280X1020). Para o curador Claudio Cretti, "este ciclo propõe tensionar as dimensões constitutivas da prática artística contemporânea, ampliando as possibilidades de leitura do mundo e evidenciando, nessas fricções, a potência da oposição".
Ainda no dia 25 de julho, o programa de Performances da Casa apresenta "O amor é floresta", uma performance instalativa de Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental em que plantas urbanas, conectadas a captadores, convertem o toque em som.
O II Ciclo Expositivo é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú, apoio de Casal Garcia e Interfood e apoio de mídia de Catraca Livre.
A CASA DE CULTURA DO PARQUE
A Casa de Cultura do Parque, localizada em frente ao Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, é um espaço plural que busca estimular reflexões sobre a agenda contemporânea, promovendo uma gama de atividades culturais e educativas que incluem exposições de arte, shows, palestras, cursos e oficinas. A Casa de Cultura do Parque tem como parceiro institucional o Instituto de Cultura Contemporânea – ICCo, uma OSCIP sem fins lucrativos. As duas iniciativas, de natureza socioeducativa, compartilham a mesma missão de ampliar a compreensão e a apreciação da arte e do conhecimento.
Serviço
Exposição Rajada encantada
Curadoria de Claudio Cretti
Ana Prata, Anderson Borba, Maria Andrade, Pedro França e Rodrigo Andrade
[Galeria do Parque]
Abertura: 25 de julho, sábado, das 14h às 18h
Período expositivo: 25 de julho a 25 de outubro de 2026
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Performance O amor é floresta
Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental
25 de julho, sábado, às 17h
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 - Alto de Pinheiros
São Paulo - SP, 05461-010
Quarta a domingo, das 11h às 18h
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