Exposição coletiva "O horror, o humor e o absurdo"
Exposição
- Nome: Exposição coletiva "O horror, o humor e o absurdo"
- Abertura: 28 de março 2026
- Visitação: até 29 de junho 2026
Local
- Local: Casa de Cultura do Parque
- Evento Online: Não
- Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300, Alto de Pinheiros – São Paulo, SP
Mostra na Casa de Cultura do Parque investiga o "terrir" e o absurdo na arte contemporânea
Coletiva com curadoria de José Augusto Ribeiro reúne obras de Ivan Cardoso e Yuli Yamagata
SÃO PAULO, março de 2026 – A Casa de Cultura do Parque apresenta, de 28 de março a 28 de junho de 2026, a exposição “O horror, o humor e o absurdo” (Galeria do Parque), como parte de seu I Ciclo Expositivo. Com curadoria de José Augusto Ribeiro, a coletiva reúne trabalhos de Darks Miranda (Fortaleza, 1985), Flávia Metzler (Rio de Janeiro, 1974), Ivan Cardoso (Rio de Janeiro, 1952) e Yuli Yamagata (São Paulo, 1989) para refletir sobre uma produção contemporânea marcada pelos aspectos imaginativo e ambíguo.
Entre filmes, pinturas e esculturas, as obras propõem experiências de saturação visual e contrassenso, nas quais a irregularidade e a monstruosidade operam como estratégias para desafiar a realidade. “A ideia é examinar como a junção de terror e comicidade produz resultados com força de insubordinação: tanto no enfrentamento das normas que parecem reger o estado das coisas no mundo, quanto na elaboração de linguagens que ultrapassam limites entre gêneros e manifestações artísticas”, afirma o curador.
A mostra conta com filmes de Ivan Cardoso — o “mestre do terrir”, termo cunhado por ele nos anos 1970. O cineasta reúne referências contrastantes em colagens quadro a quadro que articulam a tropicália, o cinema expressionista alemão, Hélio Oiticica, Zé do Caixão, o cinema marginal brasileiro, os enredos dos gibis, o jornalismo sensacionalista, a poesia concreta, entre outros elementos, sem atribuir um sentido fixo aos diálogos criados.
Darks Miranda incorpora as linguagens do cinema e da colagem em “Uma noite perigosa na ilha de Vulcano” (2022) , editado a partir de trechos de ficções científicas produzidas entre 1950 e 1980, auge da Guerra Fria. O trabalho articula sua trajetória como montadora na construção de um “cinema de segunda mão”.
As pinturas de Flávia Metzler constroem cenas em fricção com a história da arte, utilizando fragmentos de imagens, objetos, arquitetura, e conceitos científicos ou filosóficos. Na montagem das imagens, Metzler se apropria dos saberes do enquadramento e da organização dos acontecimentos no espaço para a geração de suspense.
Já Yuli Yamagata — que recentemente deu início a uma produção de vídeos curtos — internaliza em suas peças referências do cinema de horror, das animações e das histórias em quadrinho japonesas, além da lógica dos ultraprocessados. Esse campo de interesse se concentra nas fórmulas de produção industrial de baixo custo (para as fábricas) e alto risco (para os consumidores), baseada em aditivos químicos, estabelecendo assim, uma espécie de “realidade transgênica”.
Além da coletiva, o ciclo inclui as individuais “Badauê”, de Andrea Brazil (Gabinete), e “Calendário” de Felipe Rezende (Projeto 280X1020). Segundo Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, a programação busca “tensionar os limites entre o concebível e o inconcebível, ressaltando o potencial da ficção para se pensar criticamente a realidade”.
Por fim, o programa de Performances será aberto no dia 28 de março de 2026, às 17h, pela performer e dançarina Maria Noujaim, com “Lago”. Através da transposição da mitologia em movimento, a artista explora os hibridismos entre animal e humano, tomando como ponto de partida o mito grego de Leda e o Cisne.
O I Ciclo Expositivo tem curadoria de Claudio Cretti e é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú.
A CASA DE CULTURA DO PARQUE
A Casa de Cultura do Parque, localizada em frente ao Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, é um espaço plural que busca estimular reflexões sobre a agenda contemporânea, promovendo uma gama de atividades culturais e educativas que incluem exposições de arte, shows, palestras, cursos e oficinas. A Casa de Cultura do Parque tem como parceiro institucional o Instituto de Cultura Contemporânea – ICCo, uma OSCIP sem fins lucrativos. As duas iniciativas, de natureza socioeducativa, compartilham a mesma missão de ampliar a compreensão e a apreciação da arte e do conhecimento.
SERVIÇO
I Ciclo Expositivo da Casa de Cultura do Parque
O horror, o humor e o absurdo [Galeria do Parque] Darks Miranda, Flávia Metzler, Ivan Cardoso e Yuli Yamagata
Curadoria de José Augusto Ribeiro
Abertura: 28 de março, sábado, das 14h às 18h
Período expositivo: 28 de março a 28 de junho de 2026
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 - Alto de Pinheiros
São Paulo - SP, 05461-010
Quarta a domingo, das 11h às 18h
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