Exposição coletiva “Caros Amigos, Ato II: A água era um céu”
Exposição
- Nome: Exposição coletiva “Caros Amigos, Ato II: A água era um céu”
- Abertura: 29 de novembro 2025
- Visitação: até 07 de fevereiro 2026
Local
- Local: Galeria Verve
- Evento Online: Não
- Endereço: Avenida São Luis, 192 Sobreloja 06 [Edificio Louvre] Centro, São Paulo – SP
GALERIAS VERVE E ATHENA INAUGURAM “CAROS AMIGOS”, SEGUNDO CAPÍTULO DE SUA COLABORAÇÃO, EM SÃO PAULO
A galeria paulistana Verve recebe a carioca Athena em seu espaço no Edifício Louvre. Os trabalhos dos artistas Edu de Barros, Jonas Arrabal e Ruan D’Ornellas [Athena] são colocados em diálogo com o artista Francisco Hurtz [Verve], enquanto Renata Leoa, também representada pela Athena, ocupa a Sala de Projetos da Verve.
As galerias Verve e Athena inauguram o segundo capítulo de “Caros amigos”, um projeto colaborativo que propõe o encontro entre artistas, curadorias e espaços das duas galerias. A exposição, intitulada ‘A água era um céu’, acontece no sábado, dia 29 de novembro de 2025, das 12h às 17h, no Edifício Louvre, centro de São Paulo.
Neste Segundo Ato, intitulado “A água era um céu”, trabalhos dos artistas Edu de Barros, Jonas Arrabal e Ruan D’Ornellas, representados pela galeria Athena, estão em diálogo com Francisco Hurtz, representado pela Verve. O subtítulo da exposição homenageia Antonio Cícero, inspirado no trecho “... a água era um céu, e voávamos nas ondas transparentes, deslizantes, do azul...”, de seu poema “Na praia”. Corpos expostos aparecem em inúmeras situações, tanto em âmbitos íntimos, como públicos, com a cor azul e elementos aquáticos correlacionando as diferentes pesquisas. Um tom de celebração, característico do projeto Caros Amigos, marca também a transição da primavera ao verão, período no qual a exposição estará em cartaz na galeria. Completando a ocupação das diferentes salas da Verve no Edifício Louvre, a artista Renata Leoa, também representada pela Athena, ocupa a vitrine da Sala de Projetos, com uma instalação que investiga as tensões da malha urbana e suas especulações no território carioca, tensionando os limites entre os espaços público e privado no contexto de um edifício icônico paulistano. No Ato I de Caros Amigos, intitulado “Mi Casa es Mi Casa”, em Julho de 2025, a galeria Athena recebeu a Verve em sua sede no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro; desta vez, a galeria Athena é convidada a ocupar as salas da galeria Verve no icônico Edifício Louvre, no centro de São Paulo. Desta forma, as duas galerias encerram o ano celebrando suas afinidades em comum, a amizade e o espírito colaborativo que caracterizam as suas atuações.
Edu de Barros (Rio de Janeiro, Brasil, 1992) é um artista cuja prática pictórica se destaca pela fusão entre simbolismos cristãos, referências esotéricas e elementos da cultura urbana contemporânea. Suas pinturas figurativas em grande escala apresentam uma iconografia híbrida, onde o sagrado e o profano se entrelaçam: divindades, objetos cotidianos e cenas da vida urbana compõem um universo visual que reflete sua vivência no Rio de Janeiro. Desde 2017, como fundador da Anoiva – Igreja do Reino da Arte, Edu transforma a prática artística em um ritual contínuo, realizando liturgias diárias em seu ateliê-templo. Sua obra é atravessada por uma ambiguidade intencional que tensiona convenções sociais e estruturas religiosas, propondo uma iconografia heterogênea, anárquica e aberta a múltiplas interpretações. Ao aproximar o espaço da contemplação estética ao da experiência espiritual, Edu reimagina o papel da arte como um campo expandido de fé e transcendência. Suas principais exposições individuais são: Repartição - Galeria Jaqueline Martins - São Paulo, Brasil (2023); Terra Encantada - Homesession - Barcelona, Espanha (2023); Repartição - Galeria Refresco - Rio de Janeiro, Brasil (2022); CROPPED - Sé Galeria - São Paulo, Brasil (2020). Exposições coletivas recentes incluem Apocalipse - Casa França-Brasil - Rio de Janeiro, Brasil (2024); O que te faz olhar para o céu - Centro Cultural Correios - Rio de Janeiro, Brasil (2024); Bronze Noturno - Galeria Refresco - Rio de Janeiro, Brasil (2024); Largem minha fantasia - Galeria Asfalto - Rio de Janeiro, Brasil (2023); Máscara, maré, memória - Lima Galeria - São Luís, Brasil (2023); Zil, Zil, Zil - Centro Municipal de Artes Helio Oiticica - Rio de Janeiro, Brasil (2022); Essa é Minha Letra (Lima Barreto) - Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB) - Rio de Janeiro, Brasil (2022); Crônicas Cariocas - Museu de Arte do Rio (MAR) - Rio de Janeiro, Brasil (2021); Arte Core 21 - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) - Rio de Janeiro, Brasil (2021); O Canto do Bode - Casa de Cultura da Comporta - Comporta, Portugal (2021); Casas Cariocas – Museu de Arte do Rio (MAR) - Rio de Janeiro, Brasil (2020); The Land of No Evil - Offshoot Gallery - Londres, Reino Unido (2019).
Jonas Arrabal (Cabo Frio, 1984) é mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e graduado em Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Jonas explora em sua produção diferentes linguagens como vídeo, instalação e escultura em diálogo com o teatro, o cinema e a literatura. Há um interesse inicial em uma investigação entre a escrita e a voz para pensar em um gesto escultórico que tensiona outras formas de criação da imagem. Nesse processo, Arrabal evidencia outra percepção de temporalidade, numa tentativa de tornar o tempo visível, seja através do próprio processo de construção da obra, seja pela eleição dos materiais utilizados. Articular tempo e memória, refletindo acerca dos lugares das coisas em espaços outros, em processos de deslocamento, transição, transformação e desaparecimento contínuos são recursos que interessam ao artista. Seus trabalhos partem de uma operação que transita entre invisibilidade e visibilidade, numa aproximação com os elementos da natureza e materiais orgânicos em oposição aos materiais industriais, investigando a transformação constante das coisas e, com isso, permitindo mutações novas. Dentre suas principais exposições individuais estão: 2019 - Os Vivos e os Mortos (Paco̧ Imperial - Rio de Janeiro, Brasil); 2015 - Volume Morto (Centro Cultural Sistema FIEP - Curitiba, Brasil); 2014 - Fundação (Centro Cultural da Justica̧ Federal - Rio de Janeiro, Brasil), entre outras. Dentre suas exposições coletivas estão: 2022 - Objeto naõ identificado (Galeria Athena - Rio de Janeiro, Brasil); 2020 - Casa Carioca (Museu de Arte do Rio - Rio de Janeiro, Brasil); 2018 - Juannio 2018 (Museo Ixchel Del Arte Indigená - Cidade da Guatemala, Guatemala) - 2017 - The sun teaches us that history is not everthing (Osage Art Foundation - Hong Kong); 2015 - 10ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, Brasil), entre outras. Jonas Arrabal possui trabalhos em coleções públicas/privadas como Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro, Brasil) e Osage Art Foundation (Hong Kong).
Renata Leoa (Rio de Janeiro, 1997) Nascida em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, Renata Leoa deu início ao seus trabalhos artísticos de forma autodidata durante a pandemia da covid-19, em 2020. No início, a prática da pintura esboçava-se apenas como hobbie, e no percurso foram desvelados caminhos entre o desejo intenso de viver a pintura, suas conexões com a vida e as relações com sua genealogias e ancestralidade. As suas pinturas mostram o cotidiano, as ruas, as memórias da infância, o trânsito e as aproximações entre as paisagens nas quais a artista investiga afetivamente a minúcia das coisas, dos gestos, e assim nos apresenta um olhar atento, incomum e em camadas. A poética se contamina na ordinariedade dos encontros com as coisas no mundo, e também se ampliam nas pesquisas recentes e nas contínuas descobertas em seu ateliê. Leoa frequentou o curso Cor e Forma, ministrado por Bernardo Magina na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Dentre suas principais exposições individuais estão: 2023 - Luz no Caminho (Museu de Arte do Rio - Rio de Janeiro, Brasil); Revivências (Duto Roof - Rio de Janeiro, Brasil), entre outras. Dentre suas principais exposições coletivas estão: 2024 - Zonas Urbanas do pensamento (Centro Cultural PGE/RJ - Rio de Janeiro, Brasil); 2023 - Paura (Era Gallery - Milão, Itália); The Square São Paulo (Instituto Bardi | Casa de Vidro - São Paulo, Brasil); Okará Xirê - (SESC Nova Friburgo - Nova Friburgo, Brasil); FUNK: um grito de ousadia e liberdade (Museu de Arte do Rio - Rio de Janeiro, Brasil); entre outras.
Ruan D'Ornellas (Volta Redonda, 1987) desenvolve uma pesquisa artística que mergulha profundamente na apropriação de símbolos e signos presentes no imaginário cultural brasileiro. Sua prática abrange a investigação da arte identitária, explorando questões de identidade nacional e pessoal que se entrelaçam com a produção artística. Ao se debruçar sobre a antologia do folclore brasileiro, ele explora narrativas populares, lendas, mitos e tradições que moldam o repertório coletivo da cultura do país, trazendo à tona elementos esquecidos ou marginalizados na contemporaneidade. Além disso, D'Ornellas incorpora reflexões filosóficas em sua obra, buscando compreender o papel da arte na sociedade e na construção do pensamento crítico. Sua abordagem é multidisciplinar, utilizando pintura, desenho e escultura como meios para expressar essa complexa interseção de temas. Por meio de seu trabalho, ele questiona e reconfigura símbolos tradicionais, propondo novas interpretações que dialogam com o presente, ao mesmo tempo em que homenageiam o passado. Essa integração de folclore, filosofia e identidade resulta em obras que são tanto introspectivas quanto universais, oferecendo uma leitura contemporânea das raízes culturais brasileiras. Dentre suas principais exposições individuais estão: 2023 - Sorte ou revés (C.Galeria – Rio de Janeiro, Brasil); 2016 - 365 (MUV gallery – Rio de Janeiro, Brasil); 2011 - RU-1 (Galeria Macunaíma / Escola de Belas Artes - Rio de Janeiro, Brasil), entre outras. Dentre suas exposições coletivas são: 2022 - Seiva (C.Galeria – Rio de Janeiro, Brasil); 2019 - Uma delirante celebração carnavalesca (Centro Municipal Hélio Oiticica – Rio de Janeiro, Brasil); 2018 - Primeiro Ato (C.Galeria - Rio de Janeiro, Brasil); 2015 - Ocupa Maluca (Espaço És Uma Maluca – Rio de Janeiro, Brasil); 2008 - Pintura em curso (Galeria de Arte UFF – Niteroi, Brasil), entre outras.
Francisco Hurtz (São Paulo, 1985) Através da utilização de linhas e espaço vazio na superfície pictórica, Francisco Hurtz descontextualiza imagens e as reorganiza em sua pesquisa. Sua obra aborda a apropriação e recontextualização de imagens, passando pela teoria queer e as relações entre corpos e espaço. Homens que se tornam objetos de estudo, se relacionando com seus corpos sem artifícios, colocados à prova no espaço vazio para serem observados. O masculino se monta, se completa e se integra – e passa de individual a coletivo, apresentando a possibilidade de uma masculinidade contemporânea. Corpos vazios são preenchidos por complexos significados, delimitados por traços prestes a se romperem e se integrarem por completo ao ambiente. Hurtz participou de diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, e seu trabalho faz parte do acervo de arte da Fisher Library, biblioteca de livros raros da Universidade de Toronto; dos Arquivos Gays e Lésbicos do Canadá, e do Museu de Arte do Rio (MAR).
Serviço
Exposição: “Caros Amigos, Ato II: A água era um céu”
Artistas: Edu de Barros, Jonas Arrabal, Ruan D’Ornellas [Athena] e Francisco Hurtz [Verve]
Coordenação: Allann Seabra, Ian Duarte, Eduardo e Filipe Masini
Abertura: 29 de Novembro de 2025 [Sabado],́ das 12:00 às 17:00.
Periodo:́ 29 de Novembro de 2025 [Abertura ao Publico]́ a 07 de Fevereiro de 2026
Local: Galeria Verve – www.vervegaleria.com
Endereco:̧ Avenida São Luis, 192 Sobreloja 06 [Edifició Louvre] Centro, São Paulo – SP.
Telefone: (11) 3237-3247
Horarios:́ Terca̧ a sexta-feira, das 11:00 as̀ 18:00h / Sábado, das 12:00 as̀ 17:00h.
Numero de obras: 20
Tecnica:́ técnicas diversas -
E-mail p/ Contato: contato@vervegaleria.com