Exposição coletiva "AFINS"
Exposição
- Nome: Exposição coletiva "AFINS"
- Abertura: 01 de agosto 2026
- Visitação: até 04 de outubro 2026
Local
- Local: Galeria Karla Osorio
- Evento Online: Não
- Endereço: Rua França Pinto 1100, loja 1 térreo, Vila Mariana – São Paulo, SP
“AFINS”
Exposição coletiva com 29 artistas
A Galeria Karla Osorio tem o prazer de apresentar a exposição coletiva AFINS. Após sua inauguração em Brasília, em abril, a mostra chega em São Paulo em versão reduzida, reunindo obras de 29 artistas de diversas regiões do país e unidos pelas abordagens acerca das relações entre arte e natureza, espiritualidade e memória. São eles: Ailton Krenak, Amelia Toledo, Bené Fonteles, Ciça Fittipaldi, Daiara Tukano, Emanoel Saravá, Ernesto Bonato, Ernesto Neto, Fabio Delduque, Fernando Coelho, Hamilton Leitão, João Lima, Josafá Neves, José Ivacy, Kboco, Lia do Rio, Luiz Gallina Neto, Luiz Hermano, Marcelo Conrado, Maxim Malhado, Mô Toledo, Rachel Mascarenhas, Regina Vater, Rodrigo Bueno, Rômulo Andrade, Selma Parreira, Seo Constante, Siron Franco, Xico Chaves e Zuarte.
A curadoria de Bené Fonteles e Karla Osorio selecionou artistas que dialogam com a vida e obra de Fonteles, artista pioneiro e essencial na cena da arte contemporânea brasileira. A variedade de artistas de diferentes origens e percursos, proporciona diálogo único sobre temas recorrentes na carreira de Fonteles – a relação entre arte e ecologia, o poder do sensível e do espiritual -, oferecendo perspectivas poéticas distintas e, ao mesmo tempo, complementares e muito atuais.
Sobre a exposição
AFINS reúne artistas afinados com Bené Fonteles, curador da mostra com Karla Osorio. As afinidades que unem os artistas selecionados não são apenas artísticas, mas também poéticas e filosóficas, ecológicas e espirituais ao manifestar pelas matérias, formas e sentidos o ser e o estar no mundo sem ser o mundo. Fonteles passou a ser, desde os anos 1970, inspiração e referência para muitos artistas da arte contemporânea no país, pelo seu pioneirismo nas relações de arte e ecologia, por suas atitudes poéticas e políticas ligadas à espiritualidade brasileira e universal. Nesta mostra, Bené se encontra com seus pares que são bem mais e muitos para celebrar uma vida dedicada à Vida.
Gravitando em torno de Bené artistas, poeta, compositor, curador e escritor, convidamos seus pares artistas e poetas com os quais tem grandes afinidades afetivas e artísticas, para uma conversa nos espaços da galeria. Neste encontro poético firmam-se diálogos entre o visível e invisível por meio do poder amoroso e do que é sensível e sensorial, entre o que é profano e sagrado: ambos, vão dissolvendo a tênue fronteira entre o que se diz erudito e o que se faz popular, chegando ao que Bené chama de “o corpo do transcendente”.
Sobre os artistas
Ailton Krenak (Itabirinha, MG, 1953) - Escritor e ambientalista, Krenak é uma das principais vozes indígenas do país e o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Autor de obras como Ideias para adiar o fim do mundo e Futuro ancestral, articula pensamento indígena, filosofia e ecologia para questionar os modos de vida atuais e apontar caminhos possíveis de relação com a natureza e o coletivo.
Amelia Toledo (São Paulo, 1926 – Cotia, 2017) – Foi influente escultora, pintora, desenhista e gravadora brasileira. Desenvolveu uma prática multifacetada — entre escultura, pintura e gravura — forjada no convívio com figuras centrais da arte moderna brasileira como Anita Malfatti, Hélio Oiticica e Lygia Pape. A partir dos anos 1970, sua produção ultrapassa a gramática construtiva e volta-se para as formas da natureza, com a paisagem e a pesquisa cromática tornando-se eixos fundamentais de sua obra. Participou de mostras individuais em instituições como MuBE, Estação Pinacoteca, Instituto Tomie Ohtake e Centro Cultural Banco do Brasil, e de coletivas como a 29ª Bienal de São Paulo e Radical Women: Latin American Art, 1960–1985, no Hammer Museum e no Brooklyn Museum. Suas obras integram coleções da Fundação Calouste Gulbenkian, MASP, MAM-SP e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras.
Bené Fonteles (Bragança, PA, 1953) - Vive e trabalha entre Brasília, Caldas (MG) e Salvador (BA) Artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor. Iniciou sua carreira em 1971 no 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Desde então, baseia seu trabalho na transformação de materiais simples e muitas vezes frágeis, naturais ou pouco trabalhados pelo homem, como pedras, pedaços de troncos, cordas, tecidos rústicos, arames, entre outros. Por cinco vezes participou da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: OcaTaperaTerreiro e no Panorama de Arte Atual Brasileira MAM/SP e mostras experimentais no Museu de Arte Contemporânea da USP. Dentre suas exposições individuais, destacam-se: “Sudários” no Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO em Brasília, “Audiovisuais” e “Terra” na Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Bené Fonteles” no Parque Lage no Rio de Janeiro. Integra muitas coleções privadas, além de acervos públicos e institucionais no Brasil e no exterior. Além do trabalho autoral, já organizou e publicou diversos livros e catálogos sobre artistas como Rubem Valentim, Mario Cravo Neto, Athos Bulcão etc. Faz curadorias e projetos de expografia em artes. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e Museu de Arte de Brasília e recebeu do Ministério da Cultura e da Presidência da República a Ordem do Mérito Cultural.
Ciça Fittipaldi (São Paulo, SP, 1952) - É paulistana e vive em Goiás. Artista visual, ilustradora e autora de livros para crianças, seu trabalho é fortemente marcado pela pesquisa das culturas, vivências e colaborações com etnias indígenas no Brasil e países latino-americanos, especialmente da Amazônia. Sua produção também é afetada pelo interesse nas literaturas africanas e afro brasileiras. Ativista das questões indígenas desde os anos 1970 e mestra em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás, foi vencedora do Prêmio APCA e, mais recentemente, ganhou o Selo White Ravens da Biblioteca da Juventude de Munique pela obra “KAALIAWIRI”.
Daiara Tukano (São Paulo, SP, 1982) - Duhigô, do povo indígena Tukano – Yé'pá Mahsã, pertence ao clã Eremiri Hãusiro Parameri do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira. Residente em Brasília, DF, é artista, curadora, professora e ativista do povo Tukano. Sua obra vem ganhando destaque no Brasil e no exterior. Graduada em Artes Visuais e Mestre em direitos humanos pela Universidade de Brasília (UnB), pesquisa o direito à memória e à verdade dos povos indígenas. Atua na promoção das políticas culturais para os povos indígenas e na defesa de seu patrimônio cultural como a repatriação de artefatos ancestrais. Em seu percurso, arte, pesquisa e mobilização caminham juntas — como formas de resistência e afirmação de identidade. Participou da 34ª Bienal de São Paulo e foi ganhadora do Prêmio PIPA Online 2021, além de ter sido premiada com o Prince Claus Seed Awards 2022. Conta com obras nos acervos da Pinacoteca de São Paulo, MASP, Memorial dos Povos Indígenas – DF, Museo delle Civilità (Itália), Mauritshuis Museum (Holanda).
Emanoel Saravá (Salvador, BA) - Artista visual multidisciplinar, graduando no Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela Universidade Federal da Bahia (IHAC/UFBA). Sua prática investiga o corpo-natureza como campo de inscrição e irradiação subjetiva e transgressiva, em diálogo com a cosmovisão afro-indígena, articulando memórias, territorialidades e vivências como matéria de criação. A partir desses cruzamentos, seu trabalho tensiona e reconfigura a leitura histórica das paisagens urbanas da cidade, especialmente nas zonas de fricção entre natureza, infraestrutura e marginalidade social. Entre vestígios históricos e atravessamentos do contemporâneo, desenvolve fabulações poéticas e políticas por meio da fotografia, da imagem, da instalação e do objeto.
Ernesto Bonato (São Paulo, SP, 1968) - Gravador, fotógrafo, curador e professor. Gradua-se em artes plásticas em 1992 e conclui mestrado em poéticas visuais, sob orientação de Evandro Carlos Jardim (2000) na ECA/USP. Em 1991, participa do Projeto Nascente da USP. Frequenta o Atelier Experimental de Gravura Francesc Domingo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e do Museu Lasar Segall, entre 1991 e 1994. Nesse último ano, frequentou o curso Estratégias de Abordagem da Arte Contemporânea, ministrado por Amélia Arenas. Atua no Serviço Educativo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) desde 1997. Em 1998 e 1999, é professor de xilogravura no Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall. Desde 1993 integra o Atelier Piratininga. Concebe e orienta cursos de desenho e gravura em instituições e atua como curador.
Ernesto Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1964) – O artista produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas que ativam os nossos cinco sentidos, com a incorporação de elementos botânicos, ervas e especiarias. O artista tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição. Seus trabalhos mantêm sempre uma relação com a natureza, seja por meio de suas fisionomias biomórficas, seja no caráter interligado dos elementos que compõem seus espaços. Os ambientes plurissensoriais de Neto são percorridos e habitados, formando locais de encontro, troca e reflexão. O público não é pressuposto como um grupo de observadores, mas acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.
Fabio Delduque (São Paulo, SP, 1970) - Artista visual multidisciplinar, realizou exposições, instalações, pinturas, murais, projetos de arquitetura, cenários, performances, direção de arte de shows e cinema, além de atividades de produtor cultural e curador. Desde a década de 80, participou de exposições em diversas galerias e museus no Brasil e exterior, destaque para participação da 29ª Bienal Internacional de São Paulo com a direção de arte da "Experiência Flávio de Carvalho" em parceria com José Celso Martinez Corrêa e a coreógrafa Lú Brites. Atua como diretor de arte no cinema, no teatro, na música, no carnaval e em projetos de arquitetura em espetáculos para Nação Zumbi, Elba Ramalho, Renato Teixeira, Moska, Jorge Benjor, Mart’nalia, José Possi Neto, Wolf Maya e Joaozinho Trinta, etc. Foi curador de artes visuais do SESC Presidente Prudente entre 2018 e 2019 e co-curador do Festival Arte na Usina entre 2015- 2019. Atualmente, é curador, diretor artístico e um dos idealizadores do Festival Arte Serrinha, reconhecido como um dos eventos culturais mais significativos do inverno brasileiro.
Fernando Coelho (Salvador, BA, 1939) – Fernando Coelho nasceu em Salvador em 1939. Na década de 50, desenvolveu seu trabalho como publicitário e realizou desenhos técnicos. Foi vencedor de um concurso de cartazes do Estado da Bahia em 1961. Em 1964, ano de sua primeira exposição individual, Fernando se revelou como pintor. Em suas pinturas toma forma um misticismo que se expressa frequentemente em jardins e flores, construindo imagens a partir de um olhar que traz à tona o aspecto fantástico dos elementos que figuram em seus quadros. Em 1997, Coelho é um dos artistas que ilustraram o livro Castro Alves: Edição Comemorativa dos 150 anos de Antônio de Castro Alves, editado pela Fundação Banco do Brasil e pela Odebrecht.
João Lima – O artista combina e concentra suas obras em técnicas e práticas como a pintura, o desenho, a fotografia e o violão clássico. Participou da residência artística Projeto Maré.01 de Ernesto Bonato. Em 2013, foi contemplado com bolsa através da UniCamp (SP) para estudar artes em Portugal, se formando pela Universidade de Belas Artes do Porto. Desde 2014, realizou vivências artísticas em conjunto com a associação PELE, com a Belas Artes do Porto e trabalhos de pinturas para Polônia e Suécia. Em 2021, realizou uma exposição na Catedral da Sé do Porto com uma série de 14 peças/pinturas em madeira, sobre o caminho de Santiago. Desde 2021, também, desenvolve projeto de pintura, fotografia e música sobre paisagens nordestinas próximas à Serra da Ibiapaba, região do Ceará que faz fronteira com o Piauí.
Josafá Neves (Gama, DF, 1971) - Autodidata, sua prática dialoga com estéticas afro-brasileiras, diáspora africana e ancestralidade. Suas obras transitam entre figuração e abstração simbólica. Parte de uma base negra, com telas pintadas de preto antes das cores, criando densidade única. Natureza, mitos afro-atlânticos, espiritualidade e orixás permeiam sua poética. Com mais de 25 anos de trajetória, une tradição e contemporaneidade, articulando o popular e o erudito, o local e o internacional. Já expôs no Brasil, América Latina, Europa, EUA e Angola, recebendo o título de Doutor Honoris Causa.
José Ivacy (Morada Nova, MG, 1962) - Desde os anos 80, trabalha intensamente com obras que tem como característica a artesania e a manipulação de diversos materiais, principalmente madeira e metais. Visível em suas pinturas e objetos, um complexo conjunto de formas geométricas e orgânicas, percorrendo caminho próprio. Participou de diversas coletivas e, atualmente, dedica-se ao trabalho de atelier em Sobradinho, onde vive e gere a Galeria ManOObra. Ivacy cria um projeto construtivo ímpar - com obras para fora e para dentro de qualquer espaço proposto, inéditas e transcendentes. O artista liberta a pintura como objeto com extraordinária coragem e ousadia, fazendo de matéria e tempo uma unidade na poesia. Integra coleções públicas e privadas, como a do Museu Nacional da República, Museu de Arte de Brasília, e Museu de Arte do Rio – MAR. Também já participou de feiras nacionais e internacionais.
Kboco (Goiânia, Goiás, 1978) - Constrói poética visual centrada na busca por uma identidade brasileira que se expande para além do eixo ocidental tradicional. A partir de sua origem no Cerrado, com sua crueza e biodiversidade, que o artista se conecta ao mundo, estabelecendo um diálogo entre o local e o universal. Seu trabalho é fruto de olhar atento a repertórios culturais à margem da história da arte convencional, incorpora elementos de povos nômades e estéticas orientais ao seu vocabulário plástico. Em pinturas translúcidas e esculturas totêmicas de madeira, o artista funde arquitetura e abstração, priorizando a sinuosidade e o caráter anímico da matéria. Ao reaproveitar materiais e símbolos de origens diversas, Kboco propõe uma visualidade miscigenada e potente, que valoriza ritos, mitificações e um legado cultural que desafia as certezas da herança eurocêntrica.
Lia do Rio (São Paulo, 1938) - Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática transita entre instalação, apropriação e intervenção, investigando a construção de memória e a natureza do tempo por meio de materiais não convencionais. Expôs no Brasil e em países como EUA, Japão, França, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Suécia, Portugal e China. Possui obras em acervos como o Hangzhou Qianjiang International Art Museum, Centro de Arte Hélio Oiticica, FUNARTE, Jardim Botânico e Floresta da Tijuca (obra tombada). É autora de livros Dialeto e Dialeto volume II, além de Lia do Rio: Sobre a Natureza do Tempo (Fase10, 2015). Seu trabalho consta em publicações como revista Art in America e livro The Environmental Imaginary in Brazilian Poetry and Art, de Malcolm McNee. Lia utiliza materiais não convencionais, em linguagem limite entre instalação, apropriação e intervenção, indaga o modo pelo qual construímos presente atemporal e eterno, memórias de passado e futuro.
Luiz Gallina Neto (São Paulo, SP, 1953) - Vive em Brasília desde 1968. Formado em Comunicação Social (1975), é mestre em Poéticas Contemporâneas pela UnB (2004), onde leciona desde 1994, tendo recebido o título de Notório Saber. Artista visual premiado, participou de salões e coletivas nacionais como o MAM-SP, MAC-GO e Museu Nacional da República. Realizou exposições individuais em espaços como Galeria Karla Osorio, Alfinete Galeria. Referência Galeria, Espaco Piloto UnB e Galeria Pé Palito. Sua obra transita entre a exatidão poética e a imanência da natureza, revelando uma pintura que transcende o visual e celebra a vida com profundidade estética e sensível.
Luiz Hermano (Preaoca, CE, 1954) - Estudou Filosofia em Fortaleza. Começou como autodidata, a trabalhar e experimentar com gravura em metal e desenho, depois incorporando a pintura e a escultura à sua produção. O universo popular é referência para o artista, que dialoga com o imaginário das gravuras populares e da literatura de cordel. Além disso, em certos trabalhos explora as possibilidades formais relacionadas à produção artesanal de utensílios de seu estado natal, o Ceará, como o trançado.
Marcelo Conrado (Prudentópolis, PR, 1976) - É artista visual e professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. Doutor em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Coordenador da Clínica de Direito e Arte da UFPR, Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e do Instituto dos Advogados Brasileiros. Foi Presidente da Sociedade dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do Paraná e Membro Consultor da Comissão de Arte e Cultura do Conselho Federal da OAB. Autor do livro Arte, originalidade e direitos autorais (Edusp) premiado pela Associação Brasileira das Editoras Universitárias (2023). Tem obras no acervo do Museu da República, Museu de Arte de Brasília, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Fundação Cultural de Curitiba e no Museu Oscar Niemeyer.
Maxim Malhado (Ibicaraí, BA, 1967) – Artista visual, formado em Educação Física, professor e escritor. Tem como lugar de observação no mundo o universo da casa, os objetos, as estruturas, paredes, ferragens, telhados, sustentação e acolhimento, o nível do chão, alturas e alinhamentos dos espaços através do prumo. Além desse lugar, a "casa" outras instâncias fazem rodar, a questão religiosa, afeto, história, amor, memória e a sexualidade, acreditando que não existe nada disso visto separadamente, tudo junto, dejunto, todos. Participou de várias exposições coletivas, com destaque para Rumos Itaú Cultural edição 2001-2003. Integrou a 26° Bienal Internacional de São Paulo (2004), Trienal de Luanda (Angola), Bienal do Mercosul (Porto Alegre-2018) Bienal de Montevideu (Uruguai), e foi premiado no 8° Salão MAM Bahia (2001). Em 2024, teve individuais em Salvador e em São Paulo - Paulo Darzé Galeria e na Belizário Galeria de Arte.
Mô Toledo (São Paulo, SP, 1953) - Pintor, gravador, roteirista e diretor de cinema. Ainda na infância, reside com sua mãe Amelia Toledo em Londres (Inglaterra), onde se alfabetizou. Em 1976, se muda para o Rio de Janeiro, onde escreve roteiros para cinema e vídeo. Dirige, em 1980, o desenho animado A fundação do Brasil, filme convidado para festivais como os de Leipzig (Alemanha) e Lille (França) e premiado em Competições como o Prêmio Coral de Havana, em Cuba (1981). Em 1992, funda junto com a mãe a empresa Tria, que realizou projetos de obras públicas no Rio de Janeiro e em São Paulo, como o embelezamento da Estação Brás do Metrô de São Paulo e o projeto completo da Estação Cardeal Arcoverde do Metrô do Rio de Janeiro. Em 1999, junto da mãe e da produtora Ana Lúcia Guimarães, foi curador da retrospectiva na Galeria de Arte do Sesi, Centro Cultural Fiesp, em homenagem à Amelia Toledo. Foi um dos artistas que constam no livro do projeto BRAZILIANartBOOK (G&A Editorial).
Rachel Mascarenhas (Salvador, BA) - Reside e trabalha em Salvador, explorando diversas linguagens. Com formação em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, a artista visual utiliza também a pintura, a gravura, o vídeo, performance, fotografia e intervenções urbanas em trabalhos individuais ou em parcerias.
Regina Vater (Rio de Janeiro, RJ, 1943) - Artista intermídia, pintora, fotógrafa e ilustradora cuja trajetória atravessa pintura, instalação, vídeo e arte experimental. Formada no convívio com Iberê Camargo e em colaboração com Hélio Oiticica em Nova York, desenvolveu ao longo das décadas de 1970 e 1980 uma prática pioneira na interseção entre arte conceitual e poesia visual. Em 1979 organizou a primeira exposição de arte experimental brasileira em Nova York, e em 1980 retornou à cidade como bolsista da Fundação Guggenheim para desenvolver pesquisas em instalação. Foi curadora de mostras no Mexic-Arte Museum (Austin) e no Blanton Museum (Austin), e participou de residências na ArtPace Foundation (San Antonio). Vive e trabalha nos Estados Unidos desde 1986.
Rodrigo Bueno (Campinas, SP, 1967) - Vive em trabalha em São Paulo. Graduado em Comunicação Social, realizou programas de pósgraduação em Artes Plásticas na School of Visual Arts - NY (EUA) e em Arte e Consciência pela Universidade John F. Kennedy (EUA). Idealizador do ateliê Mata Adentro, nome de uma casa/espaço de trabalho, em São Paulo. O local é um convite à sensibilização das dinâmicas do espaço natural, laboratório de produção de suportes de experimentação de linguagens ocultas no subconsciente, em multidimensões do entorno e na diversidade de vida contida no legado do mundo natural, fonte de cultivo e resiliência. Materiais recuperados, principalmente madeira, ferro, terra e plantas coletadas do lixo urbano e transformados em instalações, esculturas, pinturas e ambientes que fomentam tecnologias do encontro. Espécies de jardins que falam da continuidade da vida, do eixo que sustenta o todo, da cultura em constante movimento. Apresenta obras no país e no exterior há mais de vinte anos, a maioria tridimensionais, vivas e imersivas que se relacionam com o vínculo da natureza e humanos, sobrepondo narrativas ancestrais e energias fluídas, voltadas a cura vibracional e a experimentação educativa. Está em coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Rômulo Andrade (Niterói, RJ, 1955) - Cresceu no bairro da Taquara, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Vem de família carioca muito musical e, desde criança, se interessa pelo desenho, aquarelas e linguagens expressivas. Depois de anos morando em São Paulo, muda-se pra Brasília em 1975, onde trabalha como designer gráfico. Como professor, encara o desafio da Educação popular, convivendo com alunos jovens e adultos de todas as regiões do Brasil. Rômulo tem currículo extenso de mostras e publicações desde 1978. Além de artista visual, é desenhista, gravurista, pintor, alquimista, e inventor de objetos. Desde muito cedo se engaja ao movimento ambientalista, e cunhou o termo 'Cerrado, berço das Águas', expressão recorrente nas artes e linguagens populares ligadas ao bioma.
Selma Parreira (Goiânia, GO) - Artista visual, arte educadora e pesquisadora na Faculdade de Artes Visuais / UFG. Trabalha com linguagens contemporâneas e investigações que perpassam pelo homem, seus objetos, espaços e memórias. Possui formação em Licenciatura em Artes Plásticas, 1980 e é Mestra em Artes e Cultura Visual (2010, FAV/ UFG).
Seo Constante (Santa Maria do Saçui, MG, 1938) - Desde a infância trabalha com gado leiteiro e depois trabalhou em lavouras de café no Espírito Santo, até se estabelecer em Campinas (SP), onde ainda vive e trabalha com jardinagem. Autodidata, se descobriu artista aos 78 anos produzindo artes postais. Não parou desde então. Teve sua primeira exposição individual em 2018, com obras que relatam suas vivências no campo e na cidade, com a profundidade inerente à sua própria história. A partir de 2016, participa de diversas exposições coletivas, mostras e feiras, no Brasil e no exterior.
Siron Franco (Goiás Velho, GO, 1947) - Pintor, desenhista e escultor cuja obra se distingue pelo domínio técnico rigoroso — marcado pelo uso de tons escuros e atmosfera dramática — e por um engajamento profundo com as questões sociais e políticas de seu tempo. Após ganhar o prêmio Viagem ao Exterior no Salão de Arte Moderna em 1975, percorreu a Europa e consolidou uma linguagem própria que atravessa pintura, escultura e instalação, com mais de 3.000 obras produzidas. Entre seus projetos mais emblemáticos está a série Césio, criada em resposta ao acidente radioativo de Goiânia em 1987. Participou de mais de uma centena de coletivas ao redor do mundo, incluindo os principais salões e bienais.
Xico Chaves (Tiros, MG, 1948) - Artista Visual e poeta contemporâneo, é também mediador cultural e professor de Artes Visuais. No âmbito acadêmico, é formado em Artes e Ciência da Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e pelo Centro Universitário de Brasília (Ceub), Notório Saber em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB) e Mestre em Curadoria Integrada/ Brasil Arte Origem MNBA pela Faperj. Ex-diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte/MinC, foi idealizador de programas artísticos nacionais e internacionais (dentre eles a Rede Nacional Artes Visuais e Conexão Artes Visuais Minc-Funarte-Petrobrás, Microprojetos + Cultura). Chaves é, também, letrista de música e autor de criações sonoras experimentais e trilhas de vídeo. Na UnB cursou também Direção e Arquitetura Teatral, Música Eletroacústica e Experimental, Cinema, Criação de Instrumentos Musicais e Mineralogia. Participou de diversos movimentos poéticos e artísticos contemporâneos com mostras individuais e coletivas.
Zuarte (Morro do Chapéu, Ba, 1961) Graduado em artes plásticas pela Universidade Federal da Bahia e mestre em artes cênicas com ênfase em cenografia, pela mesma universidade. Tem participado de exposições individuais e coletivas, pelo Brasil, como: Bienal Internacional de Gravura; Salões de arte do MAM, Ba; O Imaginário do Rei – Em homenagem a Luís Gonzaga, com curadoria de Bené Fonteles, dentre outras. Integra o projeto RUA – Roteiro Urbano de Arte, da prefeitura de Salvador, com 5 esculturas na Praça da Inglaterra. Atua como cenógrafo e figurinista, tendo atuado junto ao Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves, ao balé BTCA, e também com o Bando de Teatro Olodum, dentre vários outros, com prêmios nessa área. Realiza, também, trabalhos de direção de arte para cinema, e tem trabalhos editados em poesia e música.
Serviço
“AFINS”, exposição coletiva
Abertura sábado, dia 1º de agosto, 11 às 15h
Em cartaz até 04 de outubro
Galeria Karla Osorio – filial SP (Rua França Pinto 1100, loja 1 térreo, Vila Mariana)
Visitação: segunda,14h-19h, terça a sexta, 10h-19h, sábados, 10h-17h A entrada é gratuita.
Tel.: +5561981142100 (WhatsApp);
E-mail: karla.osorio02@gmail.com
Instagram: https://www.instagram.com/galeriakarlaosorio
Site: www.karlaosorio.com