Exposição “Angular”, de Alan Oju e Guilherme Callegari
Exposição

Exposição “Angular”, de Alan Oju e Guilherme Callegari

Exposição

  • Nome: Exposição “Angular”, de Alan Oju e Guilherme Callegari
  • Abertura: 05 de fevereiro 2026
  • Visitação: até 28 de março 2026
  • Galeria: Galeria Raquel Arnaud

Local

  • Local: Galeria Raquel Arnaud
  • Evento Online: Não
  • Endereço: R. Fidalga, 125, Vila Madalena – São Paulo, SP

Exposição “Angular”, de Alan Oju e Guilherme Callegari, na Galeria Raquel Arnaud, propõe um campo de tensão entre gesto, espaço e desvio 


A mostra reúne obras que investigam o ângulo como decisão formal, política e poética, colocando em diálogo práticas que partem da experiência urbana e da pintura como duração do gesto 



A Galeria Raquel Arnaud apresenta a exposição “Angular”, reunindo trabalhos inéditos de Alan Oju e Guilherme Callegari, com o texto curatorial de Lorraine Mendes. A mostra propõe uma reflexão sobre o ângulo não apenas como medida geométrica, mas como gesto de vontade, ponto de inflexão e escolha, uma quebra que projeta novas direções e inaugura outras formas de ver e ocupar o espaço. 


Partindo de trajetórias distintas, mas atravessadas por experiências comuns no contexto urbano da Grande São Paulo, os artistas constroem um campo de diálogo marcado por tensões sutis entre desvio e permanência, controle e abertura, rigor e sensibilidade. Em Angular, o ângulo emerge como registro de encontros, choques e hesitações, carregando a memória de um movimento que poderia ter seguido em linha reta, mas preferiu dobrar. 


Alan Oju, artista formado em História e mestre em Poéticas Visuais, desenvolve uma investigação que se apoia em métodos cartográficos para transformar a experiência da cidade em intervenções, ações performativas, objetos, pinturas e instalações. Ao percorrer São Paulo, onde vive e trabalha, Oju constrói uma poética atenta aos limites físicos, econômicos e políticos que organizam o espaço urbano. Seus trabalhos traduzem essas fricções em formas precisas, nas quais o ângulo se manifesta como gesto silencioso de confronto e recodificação simbólica. 


Em sua produção, pequenos gestos emergem em meio ao caos da cidade, criando zonas de tensão onde convivem controle e desvio, querela e direção. A unidade angular deixa de ser número ou grau para tornar-se memória de um encontro, algo transitório, mas carregado de lastro e sentido. 


Já Guilherme Callegari, formado em Design Gráfico com ênfase em tipografia, desenvolveu ao longo de mais de uma década uma pesquisa na intersecção entre design e pintura. Em sua produção recente, a pintura assume centralidade como campo de investigação formal. Ainda que distante de sua prática anterior, persiste uma memória residual dos percursos urbanos, agora traduzida em um compromisso rigoroso com a fatura, o tempo e a materialidade do gesto. 


Callegari reconhece a pintura como agente e constrói suas obras a partir de camadas de linho, preparo e tinta, em um processo atento à duração e às veladuras. Em seus trabalhos, o ângulo se horizontaliza em campos de cor, revelando-se em detalhes que dobram, tensionam e insinuam curvas. A curva, aqui, não cria intervalo nem canto: cria tempo, um corpo que acompanha o trajeto e carrega consigo a memória do movimento. 


No espaço expositivo, os trabalhos dos dois artistas se aproximam sem se confundir. Suas obras quase se encontram, em biografias que se cruzam, em ruídos da fatura, em ângulos e curvas que indicam direções aparentemente opostas, mas que convergem em um mesmo campo de atenção. Observadas como através de uma lente angular, essas produções ampliam o campo de visão sobre dois artistas que compartilham o interesse por aquilo que nasce no desvio: o instante em que algo poderia seguir adiante, mas escolhe dobrar. 


Sobre Raquel Arnaud 

Fundada em 1973, a Galeria Raquel Arnaud é referência no cenário da arte contemporânea brasileira e internacional. Com foco em arte construtiva, cinética e contemporânea, a galeria destaca-se por promover artistas cuja produção explora a relação entre espaço, forma e luz. Localizada em São Paulo, tornou-se um espaço de vanguarda no cenário das artes, além de fomentar a reflexão sobre questões estéticas e conceituais. Sob a liderança visionária de Raquel Arnaud, a galeria consolidou seu papel como um dos principais pontos de encontro para colecionadores, críticos e amantes da arte. Atualmente, sob direção de Raquel Arnaud e Myra Arnaud Babenco, o espaço entra em um novo momento, estando sempre  em conexão com o mercado e com a arte contemporânea.  www.raquelarnaud.com 


Sobre Lorraine Mendes  

Lorraine Mendes é pesquisadora, e por isso, curadora. Formada em Artes e Design pela UFJF, possui mestrado em História pela mesma instituição. Atualmente cursa doutorado em História e Crítica de Artes na UFRJ. Foi professora da Escola de Belas Artes da UFRJ entre 2019 e 2021. Atua como Conselheira da Rede NAMI e faz parte do Conselho de Prêmio PIPA 2025. É curadora na Pinacoteca de São Paulo. 


Serviço

“Angular”, de Alan Oju e Guilherme Callegari 


Galeria Raquel Arnaud: R. Fidalga, 125 - Vila Madalena (SP) 


Abertura: 05 de fevereiro, das 18h às 21h 

Exposição: 05 de fevereiro à 28 de março de 2026 


Funcionamento: De segunda à sexta, das 11h às 19h 


Sábados, das 11h às 15h Entrada gratuita www.raquelarnaud.com 

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