24ª edição do Festival Arte Serrinha
Exposição

24ª edição do Festival Arte Serrinha

Exposição

  • Nome: 24ª edição do Festival Arte Serrinha
  • Abertura: 06 de julho 2026
  • Visitação: até 26 de julho 2026

Local

  • Local: Fazenda Serrinha
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Estr. Mun. José Vaccari, Km 1.5 - Zona Rural – Bragança Paulista, SP

FESTIVAL ARTE SERRINHA CHEGA À 24ª EDIÇÃO COM PROGRAMAÇÃO INSPIRADA NO "PORTUNHOL SELVAGEM"


Encontro reúne artistas de diversos países da América do Sul em residências, oficinas, shows, cinema, literatura e artes visuais em meio à Mata Atlântica, em Bragança Paulista



Entre os dias 6 e 26 de julho, a Fazenda Serrinha, em Bragança Paulista (SP), recebe a 24ª edição do Festival Arte Serrinha. Consolidado como um dos mais singulares encontros de arte e natureza do país, o festival celebra 30 anos de trajetória e reúne artistas, pesquisadores e público em uma experiência de criação, convivência e reflexão em meio à Mata Atlântica. 


Pioneira na realização de instalações de arte ao ar livre integradas à paisagem, a Serrinha construiu ao longo de mais de duas décadas uma trajetória dedicada ao encontro entre arte, território e natureza. Inserida em uma área em permanente processo de regeneração ambiental, tornou-se referência para artistas e criadores interessados em processos coletivos, experimentação e pensamento contemporâneo.


A edição de 2026 marca também uma nova etapa de internacionalização com a criação do Instituto Serrinha, ampliando o intercâmbio cultural com artistas e pesquisadores de diferentes países da América do Sul e fortalecendo o papel do festival como plataforma de colaboração artística no continente.


Neste ano, o tema escolhido é Portunhol Selvagem, conceito literário e cultural popularizado pelo escritor paraguaio-brasileiro Douglas Diegues, que estará presente na programação. Mais do que uma mistura entre português e espanhol, o termo propõe uma linguagem híbrida, mestiça e viva, atravessada também pela presença do guarani e pelas culturas de fronteira.


Ao adotar esse conceito como eixo curatorial, o festival transforma a ideia de fronteira em território de encontro. A linguagem torna-se metáfora para refletir sobre pertencimento, identidade, circulação de saberes e integração cultural latino-americana.


Em um momento em que os debates sobre soberania, meio ambiente e diversidade cultural ganham relevância crescente, o Arte Serrinha propõe pensar a América do Sul a partir da convivência entre diferentes territórios, tradições e modos de criação. Uma integração construída não apenas por acordos políticos ou econômicos, mas pela potência dos intercâmbios culturais e humanos.


Residências, oficinas e processos de criação

A programação reúne residências artísticas, oficinas, masterclasses, exibições de filmes, mesas de conversa, performances e apresentações musicais.


Entre os destaques está a Residência de Artes Visuais, realizada entre 6 e 11 de julho sob coordenação de Baixo Ribeiro e Mariana Martins, da Choque Cultural. No mesmo período acontece o Laboratório de Documentários Doc Hub, voltado à criação audiovisual.


A programação formativa inclui ainda oficina de poesia falada com Roberta Estrela D'Alva e Luiza Romão; oficina de design gráfico com Rico Lins; leituras encenadas de Macunaíma com Pascoal da Conceição; oficina de cerâmica Mapuche com Yimara Praihuan, Juan Holguín e Claudio Guerra; vivência em paisagismo sintrópico com Marcelo Delduque; oficina de pintura mural com Joana Lira; além de uma série de masterclasses dedicadas à música sul-americana.


Música sem fronteiras

Um dos principais eixos desta edição é a Residência Internacional de Música, dirigida por Benjamin Taubkin, que acontece entre 17 e 26 de julho.


O encontro reúne músicos de diversos países da América Latina em um processo coletivo de criação inspirado pelo tema do festival. Participam artistas do Brasil, Argentina, Peru, Venezuela, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Holanda, promovendo um raro espaço de intercâmbio musical e experimentação sonora.


Ao longo da residência serão realizadas masterclasses abertas ao público e encontros de compartilhamento de processos criativos.


Cinema, literatura e encontros

A programação gratuita inclui exibições dos filmes A Planta, de Beto Brant; Slam: Voz de Levante, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D'Alva; e O Pai e o Pajé, de Luis Villaça e Felipe Tomazelli, sempre acompanhadas de conversas com realizadores e convidados.


Entre os encontros de reflexão destacam-se a mesa Portunhol Selvagem, com Douglas Diegues, Xico Sá e Ava Rocha, além da conversa sobre Cerâmica e Intersecções na Arte Brasileira Contemporânea.


A artista Ava Rocha também apresenta a performance AVAATOS - ATO LUZ, criada especialmente para a programação do festival.


Encerramento

O festival será encerrado em 26 de julho com o espetáculo coletivo Portunhol Selvagem, no Sesc Pinheiros, reunindo os músicos participantes da residência internacional em uma celebração dos encontros artísticos e culturais construídos ao longo da edição.


Mais do que um evento, o Festival Arte Serrinha segue afirmando sua vocação como território de criação compartilhada, onde arte, natureza e convivência se encontram para imaginar futuros possíveis.


Parque Natural Arte Serrinha retoma programa educativo e reafirma pioneirismo na integração entre arte e natureza


Em um momento em que se multiplicam iniciativas que associam arte e meio ambiente, o Parque Natural Arte Serrinha reafirma seu lugar como o mais antigo espaço brasileiro dedicado a instalações de arte na natureza. Em 2026, o parque retoma seu programa educativo, ampliando o acesso de escolas públicas e particulares, além do público em geral, a experiências que unem educação, arte e sustentabilidade.


Localizado na zona rural de Bragança Paulista, no início da Serra da Mantiqueira, o parque ocupa uma área de grande relevância ambiental, marcada por mananciais hídricos e pela presença da Mata Atlântica. Mais do que um espaço de visitação, o local se consolidou ao longo de décadas como um território de experimentação artística e recuperação ambiental.


O programa educativo, retomado neste ano, prevê visitas mediadas por arte-educadores, que passaram recentemente por uma formação intensiva coordenada pela artista e educadora Zá Zspigel. Durante quatro dias, um grupo de 20 educadores percorreu o território da Serrinha, explorando tanto o trabalho de restauração florestal — que já soma mais de 40 hectares e cerca de 80 mil árvores plantadas — quanto as mais de 20 obras de arte instaladas ao ar livre.


Serviço

24º Festival Arte Serrinha

6 a 26 de julho de 2026

Fazenda Serrinha – Bragança Paulista (SP)


Informações e inscrições em breve nos canais oficiais do festival


Programação gratuita no ateliê da Fazenda Serrinha


Dia 6/07 , 19h- Filme "A Planta" de Beto Brant – Após o filme conversa com o diretor e a produtora Yael Steiner


Dia 7/07 , 19h – Filme "Slam: Voz de Levante" de Tatiana Lohmann  e Roberta Estrela D'Alva – Após o filme conversa com as diretoras


Dia 10/07 , 19h – Filme "O Pai e o Pajé" de Luis Villaça e Felipe Tomazelli – Após o filme conversa com os diretores


Dia 11/7, 18h – Exposição dos trabalhos realizados na residência de artes visuais e exibição de mini docs criados na oficina de cinema


Dia 14/07, 19h – Mesa Cerâmica e Intersecções na Arte Brasileira Contemporânea – Andrés Hernández


Dia 15/07, 21h  – Performance AvaAtos – ATO LUZ  – Ava Rocha com participações de Marcos Till ( VJ e PA) e Pedro Levorin (direção de arte)


Dia 16/07, 20h – Mesa "Portunhol Selvagem" com Xico Sá, Douglas Diegues e Ava Rocha


Dia 17/07, 21h – Show "Duo Paradiso" – Morena Nascimento e Luiz Nascimento


Dia 23, 20h – Mesa com os músicos participantes da residência internacional: Benjamin Taubkin, Aline Gonçalves, Noa Stroeter (Brasil), Juan Falu (Argentina), Miguel Ballumbrosio (Perú), Jorge Glem ( Venezuela), Urian Sarmiento (Colômbia), Juanjo Corbalan, Lara Barreto (Paraguai) e Chieko Donker Duyvis (Holanda)


Dia 26/07, 16h – Show "Portunhol Selvagem" encerramento do festival no Centro Cultural Serrinha com: Benjamin Taubkin, Aline Gonçalves, Noa Stroeter (Brasil), Juan Falu (Argentina), Miguel Ballumbrosio (Perú), Jorge Glem ( Venezuela), Urian Sarmiento (Colômbia), Juanjo Corbalan, Lara Barreto (Paraguai), Nacho Seijas (Uruguai) e Chieko Donker Duyvis (Holanda)


Programação de Oficinas, Residências e Masterclasses

Inscrições via Sympla


 • 06 a 11 de Julho

Residência de artes visuais com coordenação de Baixo Ribeiro e Mariana Martins [Choque Cultural] @choquecultural

20 vagas [com seleção]


 • 6 a 11 de julho

Laboratório de Documentários Doc Hub - Cinema documentário com integrantes da Doc Hub @dochubdoc

15 vagas


 • 7 a 9 de julho

Oficina de poesia falada com Roberta Estrela D'Alva e Luiza Romão @estreladalva @luiza_romao

30 vagas


 • 9 a 11 de julho

Oficina de design gráfico com Rico Lins @ricolins

15 vagas


 • 13 a 15 de julho        

Leituras encenadas de Macunaíma com Pascoal da Conceição @pascoaldaconceicao

25 vagas

 

 • 13 a 18 de julho

Oficina de cerâmica Mapuche com Yimara Praihuan, Juan Holguín e Claudio Guerra @juandavidholguin_artista @rojoceramica @yimarapraihuan

15 vagas


 • 20 a 22 de julho 

Vivência em Paisagismo Sintrópico com Marcelo Delduque

15 vagas


 • 20 a 24 de julho

Masterclass de música sulamericana com Juan Falú (Argentina), Jorge Glem (Venezuela), Miguel Balumrósio (Peru), Urian Sarmiento (Colômbia), Lara Barreto e Juanjo Corbalán (Paraguai) + dir. Benjamim Taubikin

@soyjuanfalu @jorgeglem @miguelballumbrosiog @uriansarmiento @larabarretosax @juanjo_corbalan

20 vagas


 • 21 a 25 de julho

Oficina de pintura mural com Joana Lira @joanalira

20 vagas

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