Andrey Rossi 1
Porto Ferreira - SP, Brasil, 1987. Vive e trabalha em São Paulo
Andrey Rossi é formado em Belas Artes pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e possui mestrado e doutorado em Artes Visuais pela UNICAMP. Rossi trabalha a partir de seu próprio imaginário, que se torna o foco central de suas investigações plásticas. Suas obras evocam experiências sensoriais vinculadas a paisagens rurais da cultura ítalo-caipira, revisitadas por meio da memória e da imaginação. Em sua pintura, surgem camadas que revelam o desgaste e a passagem do tempo, são vestígios de abandono e ruína, vislumbrados por frestas ou portas entreabertas, que deixam entrever ambientes escurecidos, com paredes descascadas, batentes surrados, móveis escassos e utensílios domésticos quase desabitados. Trata-se de uma pintura que não apenas retrata, mas que sugere, com sutileza, o rastro do humano em meio ao silêncio das coisas.
Nas pinturas de Rossi, as salas vazias e os corredores silenciosos sugerem um espaço onde a vida uma vez existiu, mas agora só resta a marca de sua passagem. É uma visão do mundo onde a natureza, em seu estado mais sombrio, invade o que antes era um espaço humano.
A cada novo quadro, Rossi revisita suas memórias e transforma em arte aquilo que muitos temem enfrentar: a fragilidade da existência. Suas obras não são meros retratos de cenas estáticas, mas portais para um mundo onde o tempo se dissolve, onde a natureza reclama o que uma vez foi do sujeito, e onde a vida e a morte dançam uma dança interminável. Através de seu trabalho, Rossi convida o espectador a meditar sobre o inevitável, a contemplar a beleza no sombrio, e a encontrar, no vazio, uma forma de preenchimento.
Andrey Rossi participou de diversas exposições em instituições de destaque no Brasil e no exterior, como o Museu Afro Brasil Emanuel Araújo, em São Paulo (2024); o Studio Sotomayor, em Madri (2023); o Museu de Arte Sacra de São Paulo (2021); e o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (2018 e 2017). Sua trajetória também inclui experiências em residências artísticas na Alemanha (2017 e 2019) e na Argentina (2014), com foco na ampliação de repertório e na troca internacional. Suas obras integram acervos institucionais por meio de prêmios aquisição no Brasil e no exterior, como no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul; na coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; na Fundação Marcos Amaro; e no Museu de Arte do Rio.
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