

Exposição individual "É necessario que o capital não exceda a poesia", de Claudio
Exposição
- Nome: Exposição individual "É necessario que o capital não exceda a poesia", de Claudio
- Abertura: 29 de março 2025
- Visitação: até 03 de maio 2025
Local
- Local: Galeria Marcelo Guarnieri
- Evento Online: Não
- Endereço: Alameda Franca, 1054 – Jardins
GALERIA MARCELO GUARNIERI
É necessario que o capital na exceda a poesia
período de exposição 29 de março – 2 de maio, 2025
abertura 29 de março de 2025
A Galeria Marcelo Guarnieri apresenta, entre 29 de março e 2 de maio de 2025, “TÍTULO”, primeira mostra do artista Claudio Tozzi em nossa unidade de São Paulo. A exposição reúne obras realizadas pelo artista entre 1968 e 2024, percorrendo mais de cinquenta anos de intensa produção, durante os quais refletiu sobre o poder da imagem construída em um trânsito visual entre o espaço público e o espaço privado. A mostra conta com texto crítico assinado pelo curador Diego Matos.
Claudio Tozzi iniciou sua produção artística no Brasil na década de 1960, realizando, através de uma aproximação à linguagem da Pop Art e ao programa da brasileira “Nova Figuração”, uma leitura crítica sobre a emergente cultura de consumo de massas que se integrava a uma Ditadura Militar recém-instaurada. Dedicava, nesses primeiros anos, uma especial atenção aos símbolos ligados à militância popular, como as imagens da multidão em protesto ou do rosto de Che Guevara, por exemplo. O parafuso, um objeto trivial dotado de uma forte carga política quando associado à classe operária, atravessa algumas décadas de sua produção, convertendo-se em um símbolo em si mesmo dentro de sua poética. Tozzi explora suas geometrias, suas qualidades escultóricas, sua função estrutural e sua capacidade, enquanto objeto perfurante, de articular o espaço-dentro ao espaço-fora.
Seu interesse pelas possibilidades técnicas e visuais da retícula, exploradas inicialmente por meio da serigrafia, foi se reconfigurando através de pinturas pontilhadas ou de obras como “Polution” (1973), na qual explorou o ponto como partícula na composição física da atmosfera. Ainda na década de 1970, dentro de suas investigações sobre estruturas compositivas, sobre a formação da imagem em processos de integração e desintegração, dedicou-se às relações entre luz, cor e pigmento. Em produções mais recentes, entre os anos de 2022 e 2024, explorou o caráter reticular do formato da grade através de composições geométricas serializadas que utilizavam-se de materiais tão diversos quanto a borracha e o nylon.
Como observa Diego Mattos no texto crítico que acompanha a exposição: “Tozzi nunca perdeu de vista uma perspectiva de futuro em que mantém de maneira resiliente a ideia: é necessário que o capital não exceda a poesia. Essa é talvez uma reflexão que funciona como âncora conceitual de sua produção e que foi apropriada no trabalho mais recente selecionado para a mostra. [...] Desse modo, em um momento de grande sensibilidade aos impasses não resolvidos no passado como a discussão da lei de anistia e a luta por memória, verdade e justiça, as obras do artista ganham uma nova injeção de pertinência histórica e nos ajuda a pensar nas emergências reais do agora. Basta perceber, por exemplo, a profusão da imagem de astronautas representados das mais variadas formas em suas obras: uma figura heroica dos tempos da guerra fria e que segue como ideário na corrida espacial e na disputa de poder simbólico.”
Serviço
Artista: Claudio
Exposição: É necessario que o capital não exceda a poesia
Abertura da exposição: 29 de março das 15h - 18 h.
Período da exposição : 29 de março a 03 de maio 2025.
Entrada gratuita
Horários de visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h
Alameda Franca, 1054 – Jardins
São Paulo – SP – Brasil / 01422004
Mais informações, acessar a página www.galeriamarceloguarnieri.com.br