Exposição "A memória é uma invenção"

MAM Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 Aterro do Flamengo - Rio de Janeiro

Exposição "A memória é uma invenção"

A memória é uma invenção

MAM Rio abre exposição sobre patrimônio e memória, que propõe reflexões sobre os processos de criação de acervos, com o objetivo de imaginar outras maneiras de pensar em cultura compartilhada

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro abrirá, no dia 4 de setembro de 2021, a exposição A memória é uma invenção, como parte do projeto Legados vivos, desenvolvido com o apoio do Instituto Cultural Vale. Sob a curadoria de Beatriz Lemos, Keyna Eleison e Pablo Lafuente, a mostra reúne cerca de 300 obras provenientes do acervo do MAM Rio e de outras duas instituições: o Museu de Arte Negra/IPEAFRO, associação sediada no Rio de Janeiro, responsável pelo legado de Abdias Nascimento; e o Acervo da Laje, dedicado à memória artística, cultural e de pesquisa sobre o Subúrbio Ferroviário de Salvador, fundado em 2011.

Com pinturas, gravuras, esculturas, fotografias e azulejos, a exposição reflete sobre os processos de construção de patrimônio, legado e cultura comum, ao apresentar no mesmo espaço expositivo os três acervos de arte com diferentes histórias, dinâmicas e projetos. Reunidas, as coleções mostram repetições e semelhanças nas escolhas de categorias e formatos, nos entendimentos do que faz uma obra ser conservada como parte de um legado e nos métodos de compartilhamento das obras como parte de uma memória coletiva.

Vindos do acervo do Museu de Arte Negra/IPEAFRO, trabalhos de Abdias Nascimento, Heitor dos Prazeres, Carlos Scliar, Gerson de Souza e Chico Tabibuia, entre outros, estabelecem relações de convergência com obras de Adilson Paciência, Zaca Oliveira e Indiano Carioca, artistas que fazem parte do Acervo da Laje. As duas coleções dividem espaço com peças de Anita Malfatti, Inimá de Paula, Lucio Fontana, Maria Leontina e Yara Tupinambá, do acervo do MAM Rio.

Para Lafuente, diretor artístico do museu carioca, A memória é uma invenção pretende provocar reflexões sobre a construção da história e suas narrativas, suas inclusões e exclusões, ao mesmo tempo em que propõe um exercício de imaginação: “Esta exposição é um desafio a inventar outras configurações do comum desde a instituição. Ela inaugura uma maneira de repensar patrimônio e memória. Um caminho que, longe de compensar as
violências do passado, acredita em outras formas de criar memórias que inspirem múltiplas possibilidades de vida no presente e no futuro”. 
Compõe o projeto de troca institucional entre o MAM Rio e o Instituto Cultural Vale, o ciclo de conversas Cenas de Cultura Imaterial, iniciado em julho e realizado em parceria com o Centro Cultural Vale Maranhão.

Em paralelo à exposição, as conversas permitem pensar a cultura a partir de paradigmas mais complexos e constituem um horizonte para conceber novas
possibilidades e questionar os limites das instituições culturais, incluindo os museus.

“Esperamos que os movimentos de reflexão provocados nas nossas trocas com o MAM Rio permaneçam nos novos diálogos e práticas entre os espaços culturais e nas relações com os diversos públicos que pensam e fazem arte, cultura e educação no Maranhão, no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo”, afirma Hugo Barreto, diretor presidente do Instituto Cultural Vale.

Com o intuito de suscitar diálogos sobre os processos de construção de patrimônio, a mostra gera uma publicação de mesmo título, com 200 páginas, a ser lançada em dezembro. O MAM Rio convidou pesquisadores do Sul Global a comentar diferentes perspectivas de memória em resposta à exposição, expandindo seu conceito. A publicação refletirá acerca de como a história e o patrimônio estão representados nas coleções e sobre como a memória múltipla e as transversalidades nos unem a partir das diferenças.

“Este projeto trata de legitimidade e invisibilidade, presenças e ausências, bem como de apagamentos de certos acervos constituídos por artistas periféricos, racializados e de fora do eixo econômico do país”, analisa Beatriz Lemos, curadora do MAM Rio.

Na mesma data, o museu exibirá Vulcão (2019/2021), obra da artista paulistana Carmela Gross. Composta por linhas amarelas e vermelhas de LED, a instalação em grande escala ocupará a fachada oeste do prédio projetado por Affonso Eduardo Reidy. Segundo Beatriz Lemos, curadora do MAM Rio, três aspectos se relacionam em Vulcão: o desenho como fundamento; a observação do espaço urbano; e a luz, como algo que orienta o corpo e o trajeto do passante na cidade. “A trajetória de Carmela Gross mostra um interesse persistente em relacionar-se com esses espaços e tecnologias de orientação, e Vulcão é resultado deste impulso. Uma obra que vem para provocar erupções, respondendo ao desejo de refletir sobre um mundo em convulsão, que se rebela e manifesta com a força dos cataclismas da história brasileira”.

SERVIÇO

A memória é uma invenção
Abertura: 04 de setembro de 2021
Encerramento: 09 de janeiro de 2022

MAM Rio
End: Av. Infante Dom Henrique, 85
Aterro do Flamengo - Rio de Janeiro
Tel: (21) 3883-5600
https://www.mam.rio/
Instagram: @mam.rio

Horários:
Quintas e sextas, das 13h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Ingressos: Contribuição sugerida, com opção de acesso gratuito

Valores sugeridos:

Adultos: R$ 20
Crianças, estudantes e +60: R$ 10 
Ingressos on-line: www.mam.rio/ingressos

Formas de Pagamento Artsoul

RUA QUATÁ 845, VILA OLÍMPIA, CEP: 04546-044, SÃO PAULO - SP | CNPJ: 29.752.781/0001-52