SÃO PAULO
/2019
Vertigo - Série Cidade Errante
R$ 7.000,00
Ficha Técnica
Ano: 2019
Fotografia
Conceitual Contemporâneo Minimalista Paisagem Streetart
Monocromático
66 cm 100 cm
Descrição
Bem-vindos à Galeria Mario Baptista na ArtSoul!
Essa é uma seleção de obras do acervo do fotógrafo com imagens que transitam por temas como paisagens, geometria, e algumas opções mais coloridas e divertidas. Acreditamos que estas obras oferecem uma visão abrangente de nossa coleção.
As medidas são: 0,66 x 100 | 0,80 x 120 | 100 x 150
Observação: Produzimos tamanhos especiais mediante solicitação. Consulte-nos para mais detalhes. 😊
Os valores nos anúncios correspondem à medida: 0,66 x 100
Todas as obras seguem com moldura.
Nossas obras seguem os padrões museológicos, tanto na impressão quanto na moldura e acabamento, e cada peça possui um holograma com número exclusivo na Hahnemuhle, além de um certificado de autenticidade.
Série Cidade Errante
Luzes incidentais eclipsam as noites lúbricas da cidade, esse entreposto de desejos e temores, que os homens construíram a partir da percepção de que só é possível se encontrar na errância. Errar uma cidade, deixar-se seduzir pelos seus pontos de luz que agonizam na madrugada de roteiros incertos, para encontrar, no avesso das certezas, aquilo que estava segredado em seus monumentos.
Sobre a cidade existente, aquela visível quando o sol se impõe à lua, o manto da noite redesenha com luminescências pontuais lampejos do inconsciente da urbe. A noite entorpece a arquitetura, desacelera os fluxos da cidade e a torna potência de um espaço singular criado a partir das visões dos sonâmbulos, notívagos, poetas e fotógrafos.
Mario Baptista, nesta sua primeira mostra individual, revela-se como um fotógrafo de cidades intangíveis. Suas imagens se negam a devolver mecanicamente a paisagem. Entre sua aguçada percepção e o gesto fotográfico, a cidade se converte num território de fabulações. Para cada cidade geograficamente instalada, há cidades infinitas e não mapeadas que surgem da fatura entre os reflexos lunares e as luzes artificiais que o fotógrafo agencia no interior de sua retina-câmera.
Quando a noite cai, inicia a errância desse fotógrafo peregrino. Não importa em que cenário do mundo ele se encontra, pois a cidade que ele investiga está instalada dentro de sua imaginação e não diante de seus olhos. Seu olhar investiga lumes, segredos à meia luz, monólitos encapsulados em sombra espessa, personagens que com seus passos trôpegos rompem limites, avançam perímetros.
Estamos diante de imagens-imaginações que sobressaltam o fotógrafo em suas deambulações. Luzes que sorrateiramente delineiam o destemor de se lançar ao mundo guiado pela percepção aguçada de quem entende a aventura como único modo de vida tangível. Excitar esquinas, caminhar na direção dos mistérios. Rever o temor da escuridão entendendo-a como latência da luz. Assim, ao final de cada jornada sob as estrelas, a cidade se torna cada vez mais a expressão genuína da alma libertária do próprio fotógrafo. Vaguear é preciso.
Eder Chiodetto
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