

Exposições “Não Vamos Nos Decepcionar”, de Adriano Costa e “Descanso no Risco”, de Carolina Ricca Lee
Exposição
- Nome: Exposições “Não Vamos Nos Decepcionar”, de Adriano Costa e “Descanso no Risco”, de Carolina Ricca Lee
- Abertura: 30 de agosto 2025
- Visitação: até 09 de setembro 2025
Local
- Local: Pivô São Paulo
- Evento Online: Não
- Endereço: Edifício Copan, Loja 54, Avenida Ipiranga, 200 – São Paulo
Pivô Copan abre período de exposições inéditas e Projeto Satélite na programação
Exposição individual de Adriano Costa; Projeto Vitrine com Caroline Ricca Lee e retorno do programa Pivô Satélite inauguram no fim de agosto
Desde sua criação em 2012, o Pivô, um espaço dinâmico de experimentação, intercâmbio e pesquisa artística, se consolidou como uma plataforma essencial para a arte contemporânea no Brasil e no mundo.
Para celebrar sua trajetória, a casa encerra o mês de agosto com novidades na programação e muita movimentação artística.
A partir de 30 de agosto, o público poderá conferir na sede do Pivô-Copan duas exposições inéditas. A principal, “Adriano Costa: Não Vamos Nos Decepcionar”/“Adriano Costa: We Won't Be Disappointed”, com curadoria de Fernanda Brenner, terá sua abertura no espaço principal, com obras inéditas da trajetória do artista. No Projeto Vitrine, no térreo, os visitantes encontraram a exposição “Descanso no Risco”/“Rest At Risk” de Caroline Ricca Lee. Ambas têm curadoria de Fernanda Brenner, fundadora e diretora artística do Pivô. O projeto Pivô Satélite #7 também está na programação do segundo semestre.
Exposição individual “Adriano Costa: Não Vamos Nos Decepcionar”/“Adriano Costa: We Won't Be Disappointed”
A exposição individual de Adriano Costa, um dos artistas mais relevantes de sua geração, ocupará todo o espaço expositivo principal da instituição de 30 de agosto a 9 de novembro, com obras inéditas e trabalhos emblemáticos de sua trajetória.
A exposição funciona menos como retrospectiva e mais como balanço crítico de uma trajetória transformando resíduos da vida noturna e da vida contemporânea em poética. De acordo com a curadora Fernanda Brenner, “O título da exposição funciona como uma promessa íntima e coletiva, ecoando a filosofia de encontrar beleza e significado precisamente nos momentos de quebra e transformação. Em sua prática, o desapontamento não é um fim, mas um ponto de partida para novas possibilidades de sentido”.
O projeto marca não apenas o retorno de Adriano Costa ao espaço que participou de momentos decisivos de sua carreira, mas reafirma o compromisso do Pivô com sua missão fundacional: ser lugar de experimentação contínua e interlocução profunda com os artistas. A exposição de Adriano Costa conta com o apoio da galeria Mendes Wood DM.
“Adriano transforma o COPAN no grande remix onde cada fragmento vira parte de uma ópera sobre a condição humana num mundo que produz, descarta e tenta reencontrar sentido nos próprios resíduos”, afirma Fernanda Brenner. A exposição reúne trabalhos em diferentes mídias, em que as curvas de concreto do edifício emergem como colaborador e fornecem a cenografia para um diálogo entre arquitetura modernista e “arqueologia do presente”.
Durante a abertura do dia 30 será realizado o lançamento do catálogo Works A-Z, de Adriano Costa, publicado pela editora Lenz Press. Primeiro livro monográfico de Costa, a publicação apresenta uma seleção de obras desenvolvidas nos últimos 20 anos pelo artista paulista. O lançamento ocorre às 14h, paralelamente ao lançamento da primeira publicação do catálogo da artista Laís Amaral, uma seleção de trabalhos produzidos nos últimos 5 anos. Natural de São Gonçalo, Niterói, Amaral é um dos principais nomes em ascensão da arte contemporânea.
Sobre o artista
Adriano Costa (n. 1975, São Paulo, Brasil) é um artista brasileiro que vive e trabalha em sua cidade natal. Sua prática artística abrange escultura, instalação, pintura e desenho. Com abordagem que mistura humor e crítica social, Costa questiona as hierarquias da arte e o valor atribuído aos materiais, se aproximando dos princípios do neoconcretismo brasileiro. Seu trabalho já foi exibido em instituições renomadas, incluindo o Solomon R. Guggenheim Museum (Nova York), Pinacoteca do Estado de São Paulo, Fundação Serralves (Porto) e Boros Collection (Berlim). Entre suas individuais recentes destacam-se: ax-d.us.t, na Emalin (Londres, 2024), MILK OF SLUMS – RUA DOS CACIQUES, na Mendes Wood DM (Nova York, 2023), e B A I L E, no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2018).
Sobre Fernanda Brenner
Diretora fundadora do Pivô em São Paulo e Salvador, atua como consultora de arte latino-americana para a Kadist Art Foundation. Residente entre São Paulo e Bruxelas desde 2017, é editora colaboradora da Frieze Magazine e tem textos publicados em diversos catálogos de exposições e revistas especializadas em arte.
Projetos recentes incluem Anna Maria Maiolino: Je suis là. Estou aqui no Musée Picasso, Paris (2025), com co-curadoria de Sebastien Délot; Patois/Patuá: Paulo Nazareth no Wiels, Bruxelas (2025); Luzia, Paulo Nazareth no Museo Tamayo, Cidade do México (2024), com co-curadoria de Diane Lima; Body House: Dialogues Between Carolee Schneemann, Diego Bianchi, and Márcia Falcão no Pivô, São Paulo (2024); I see no difference between a handshake and a poem na Mendes Wood DM, Paris (2023); Do You Believe in Ghosts? no 24º Prêmio da Fondation Pernod Ricard, Paris (2023); Peace, or Never na FHNW, Basel (2022), com co-curadoria de Chus Martínez; Oriana, Beatriz Santiago Muñoz (2021/2023) no Pivô e Argos, Bruxelas; Pol Taburet: Sweets for the Sweet (2023); Mariana Castillo Deball: To-day project (2023); It’s Night in America, Ana Vaz (2022); Vuadora, Paulo Nazareth (2022), com co-curadoria de Diane Lima; República, Luiz Roque (2020); e Avalanche, Katinka Bock (2019), todos no Pivô.
Já publicou textos em diversas plataformas importantes, incluindo Artforum, ArtReview, Textwork pela Fondation d’Entreprise Pernod Ricard, Elephant Magazine, Art Agenda, Terremoto, Mousse e Cahiers d'Art. Também colaborou com catálogos institucionais e monografias nacionais e internacionais, incluindo MASP, KW, Centre Georges Pompidou, CAC Passerelle, Galeria Municipal do Porto, Culturgest, Fridericianum e MOCA Detroit. Brenner também tem se envolvido consistentemente em programas de mentoria, júris, e comitês de seleção para instituições como HISK (Bélgica), Malmö Art Academy (Suécia), FHNW (Basel) e Visio (Florença). Como projeto futuro, co-dirige o documentário sobre a artista Sonia Gomes e a exposição individual de Anna Maria Maiolino em 2025 no Musée Picasso, Paris.
Exposição “Descanso no Risco”/“Rest At Risk”, de Caroline Ricca Lee
No dia 30 de agosto também entra em cartaz a exposição “Descanso no Risco”/“Rest At Risk”, de Caroline Ricca Lee, no Espaço Vitrine do Pivô. Ricca Lee retorna ao espaço do Copan após sua residência no Pivô Pesquisa com um projeto que materializa questões centrais de sua investigação artística.
Quarta geração de imigrantes japoneses que chegaram como mão de obra nas plantações de café, terceira geração de chineses que descobriram o Brasil via Macau, Lee carrega duas linhagens que se encontraram em São Paulo carregando as cicatrizes da Guerra Sino-Japonesa (1937–1945) — conflito cujas reverberações psíquicas continuam ecoando em espaços domésticos décadas depois. Podemos “mover os corpos dos territórios, mas nunca os territórios desses corpos”, diz Lee. É dessa impossibilidade que nasce seu trabalho.
Com curadoria de Fernanda Brenner, a mostra reúne as obras Moon-Jen Tawei (2021), desenvolvida durante a residência de Lee no Pivô, e Constelação de um complexo IV (2025), obra comissionada especialmente para este contexto. Moon-Jen Tawei apresenta três cabeças de cerâmica envoltas em tecidos pálidos, suspensas como roupas no varal ou mortalhas. As máscaras, queimadas em temperaturas extremas, observam de seus casulos têxteis com expressões entre serenidade e vigilância. “Rostos de um pai, de uma avó, e de um avô”, Lee explica, mas imediatamente complica essa genealogia: seriam ancestrais reais ou “facetas penduradas no cabideiro nomeado como inconsciente”?
Em Constelação de um complexo IV, Lee abandona ambiguidades delicadas e se liberta: metal calcinado, grãos de trigo sarraceno, cerâmicas e fibra de vidro montados no que elu chama de “amálgama do caos e do sonho em um corpo herdeiro”. Facas pendem como ameaça suspensa, transformando descanso em ansiedade, segurança em vigilância. A instalação toma posse do espaço da vitrine agressivamente, transformando a câmara de observação em algo mais urgente — um lugar onde a memória se recusa a permanecer enterrada.
Sobre Ricca Lee
Caroline Ricca Lee (b. 1990, São Paulo, Brasil) é artista cuja prática investiga a memória, arquivamento e ficção das diásporas asiáticas no Brasil e América Latina. Em sua pesquisa, se dedica às histórias não-oficiais preservadas em registros alternativos como arquivos pessoais, memorabílias ancestrais, fotografias de família e cartografias corpóreas. Trabalha com escultura, instalação, escrita, performance e vídeo. A estética sincrética de seu trabalho revela um repertório em que ancestralidade asiática e cultura brasileira colidem para dar forma a uma visualidade ruidosa, intrínseca à tapeçaria de uma identidade multicultural e diaspórica.
Programa Pivô Satélite retorna ao Copan
A partir de 30 de agosto, o Pivô Satélite retorna ao Copan para sua sétima edição, com curadoria de Pedro Azevedo. Criado em 2020 como um programa voltado à experimentação artística em meios digitais, o Satélite já apresentou obras de mais de 30 artistas. Em 2025, o projeto amplia seu escopo e estabelece uma parceria com a Kadist, organização de arte contemporânea com sedes em Paris e São Francisco, dedicada a práticas artísticas engajadas e colaborações internacionais.
O Pivô Satélite #7 - Trama Cega reúne cerca de oito trabalhos audiovisuais de artistas da coleção da Kadist e de ex-residentes do Pivô Pesquisa. A seleção se completa com obras de artistas convidados, com práticas que atravessam a imagem, o som e a palavra para tensionar temas sociopolíticos, econômicos e ambientais, compondo um léxico crítico plural e transnacional. Além da ativação da plataforma virtual que segue uma lógica de montagem espacial, o programa contará com uma instalação sonora e atividades gratuitas no espaço físico do Pivô, em São Paulo. Programação completa no site: pivo.org.br.
SERVIÇO
| Exposição individual “Adriano Costa: Não Vamos Nos Decepcionar”/“Adriano Costa: We Won't Be Disappointed”
Local: Espaço expositivo principal.
Pivô São Paulo - Edifício Copan, Loja 54, Avenida Ipiranga, 200.
30 de agosto a 9 de novembro.
Quarta a sábado, 13h às 19h; domingo, 12h às 18h.
Entrada gratuita.
| Exposição “Descanso no Risco”/“Rest At Risk” Caroline Ricca Lee
Local: Espaço Vitrine
Pivô São Paulo - Edifício Copan, Loja 54, Avenida Ipiranga, 200
30 de agosto a 9 de novembro.
Quarta a sábado, 13h às 19h; domingo, 12h às 18h.
Entrada gratuita.
| Pivô Satélite #7 - Trama Cega
Local: Sala Satélite
Pivô São Paulo - Edifício Copan, Loja 54, Avenida Ipiranga, 200
Simultâneamente, no site do Pivô (pivo.org.br)
30 de agosto a 30 de outubro
Quarta a sábado, 13h às 19h; domingo, 12h às 18h.
Entrada gratuita.