Exposição "Um design brasileiro nos anos 1950: linhas de uma casa modernista"
Exposição

Exposição "Um design brasileiro nos anos 1950: linhas de uma casa modernista"

Exposição

  • Nome: Exposição "Um design brasileiro nos anos 1950: linhas de uma casa modernista"
  • Abertura: 31 de agosto 2025
  • Visitação: até 31 de março 2026

Local

  • Local: Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Av. Morumbi, 4077 - São Paulo

Exposição recria o ambiente de casa ícone de São Paulo para celebrar o design modernista dos anos 1950 


Sob curadoria de Celso Lima, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano revisita a arquitetura e o design de interiores da década de 50, destacando a obra de grandes referências do design



No dia 31 de agosto (domingo), a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano inaugura, a partir das 14h, a exposição "Um design brasileiro nos anos 1950: linhas de uma casa modernista". Com curadoria de Celso Lima, a mostra busca recriar o ambiente modernista da residência de Maria Luisa e Oscar Americano e sua família, destacando um aspecto ainda pouco valorizado pela historiografia do design: o têxtil.


A curadoria de Celso Lima propõe revisitar um recorte da arquitetura e do design modernistas brasileiros, tendo como eixo central a residência projetada por Oswaldo Bratke. O conjunto arquitetônico se completa com o paisagismo de Otávio Augusto Teixeira Mendes e com as obras distribuídas pelo parque — como o mural de Karl Plattner, as esculturas de Karoly Pichler e Emanuel Manasse, e os pisos em mosaico em pedras portuguesas de Livio Abramo —, todos harmoniosamente integrados ao verde da Mata Atlântica que envolve o espaço.


Para essa reconstrução, a mostra apresenta o projeto de design de interiores concebido pelo estúdio/loja Branco&Preto, fundado em 1952 por um coletivo de seis jovens arquitetos: Carlos Millan, Roberto Aflalo, Miguel Forte, Jacob Ruchti, Plinio Croce e Chen Y Hwa.


Para além do projeto da casa, a exposição homenageia designers importantes. "Nosso desejo foi comentar o projeto arquitetônico de Oswaldo Bratke, mas com protagonismo das propostas realizadas nos interiores da casa pelo coletivo Branco&Preto, que criou mobiliários e ambientação, assim como os tecidos utilizados nas forrações das peças, cortinas e acessórios, como almofadas e colchas", explica o curador da mostra, Celso Lima.


A colaboração desses profissionais no projeto da casa da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano exemplifica de forma marcante os caminhos que o modernismo imprimiu à arquitetura e ao design brasileiros no pós-guerra. As influências construtivistas europeias, ao chegarem ao país, foram reinterpretadas e adaptadas, ganhando variações moldadas por regionalidades e contextos tipicamente brasileiros.


"As diferenças são facilmente percebidas na ambientação criada pelo Branco&Preto, que privilegia espaços arejados, adequados às características climáticas e culturais do Brasil. Também se destacam os materiais utilizados, como as madeiras brasileiras no mobiliário, e as temáticas desenvolvidas pelos designers em padrões têxteis de linguagem xilográfica, que evocam nossa flora, culinária, dança e aspectos geográficos. Esses elementos dialogam com os geométricos listrados, compondo o cenário de uma casa moderna para uma família da elite paulistana nos anos 1950", comenta Lima.


O que o público irá encontrar na mostra

Telas de Portinari e Di Cavalcanti, pertencentes ao acervo da família, compõem a parede dedicada à representação da pintura modernista do período. Ao lado delas, o biombo criado pela designer têxtil e tecelã Regina Gomide Graz, cedido pela Coleção Yvani e Jorge Yunes, evidencia as origens e os caminhos da arte e do design no Brasil entre as décadas de 1930 e 1950. Esses elementos funcionam como condutores temporais no projeto expográfico concebido pelo arquiteto Marco Antônio Sousa Silva.


Estarão em exibição duas poltronas M1, parte do mobiliário original da casa, criado em 1955 pela Branco&Preto. Ícones do design da década, essas poltronas foram especialmente recriadas para a exposição pela Etel Design, a partir do projeto original. Um mostruário de cores em sedas complementa a ambientação, resgatando o repertório cromático do grupo.


Irene Ruchti, parceira e esposa de um dos arquitetos do Branco&Preto e ex-aluna do Instituto de Arte Contemporânea do MASP (IAC/MASP), atuou como paisagista e designer têxtil. A mostra resgata parte das padronagens que criou para o estúdio, incluindo as icônicas estampas listradas, marca registrada das forrações e acessórios têxteis utilizados nos projetos da loja.


ACONTECE NA FUNDAÇÃO: EVENTO NO MESMO DIA

RELAÇÕES AMOROSAS EM PAUTA


Desenhos e relações compartilhadas, com Celso Lima | 31 de agosto, domingo, das 11h às 13h | Ingressos no Sympla (R$100)


As relações amorosas e românticas também inspiram e inspiraram criações artísticas ao longo da história. Por isso, o evento "Desenhos e relações compartilhadas" propõe um diálogo sobre parcerias criativas que marcaram a história do design. Celso Lima comenta a relação de 12 casais que compartilharam a vida e a trajetória profissional, entre eles três são destaque - Emilie Flöge & Gustav Klimt; Regina Gomide & John Graz; e Lina Bo Bardi & Pietro Bo Bardi. O artista plástico e curador irá dialogar com o público, durante o evento, sobre como o amor e a colaboração a dois impulsionaram grandes obras nesse campo.


Celso Lima é artista plástico, designer de superfícies e pesquisador de técnicas de estamparia africanas e asiáticas. Com trabalhos publicados nas revistas Casa Vogue, Casa Claudia e Casa & Jardim, desenvolve estampas artesanais e digitais, murais têxteis e oficinas no SESC-SP. Foi co-curador da exposição Vkhutemas: O Futuro em Construção e é coautor do livro Vkhutemas: Desenho de uma Revolução (2021). Estuda cultura material africana, biografias de artistas e a influência da Bauhaus e do construtivismo russo no design contemporâneo.


Fundação Maria Luisa e Oscar Americano - Criada em 1974, dois anos após o falecimento de Maria Luisa, a organização é uma contribuição de Oscar Americano à capital do estado. Além da casa em que viveram com os filhos durante 20 anos, a coleção de obras de arte e o extenso parque também foram disponibilizados para a cultura e o lazer dos moradores da cidade de São Paulo. Hoje, essa fundação artístico-cultural oferece ao público visitas guiadas, concertos, exposições, cursos e várias atividades culturais focadas na história do nosso país e nas diversas fases que constituem o Brasil – o objetivo cultural e socioeducativo da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano é o seu legado.


SERVIÇO


Relações Amorosas em Pauta

Evento: "Desenhos e relações compartilhadas", com Celso Lima

Dia 31/08 (domingo), das 11h às 13h

Ingressos pelo site do Sympla (R$100)

Reservas pelo telefone: (11) 3742-0077


Abertura de exposição

"Um design brasileiro nos anos 1950: linhas de uma casa modernista", com curadoria de Celso Lima

Abertura: 31/08, domingo, às 14h. Em cartaz: até março de 2026.

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano - Av. Morumbi, 4077 - São Paulo

Terça a domingo, das 10h às 17h30

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Estudantes e maiores de 60 anos pagam meia entrada. Entrada gratuita em todas as terças-feiras.


Mais informações: https://www.fundacaooscaramericano.org.br/ 

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