Exposição individual “Pinturas Nômades”, de Beatriz Milhazes
Exposição

Exposição individual “Pinturas Nômades”, de Beatriz Milhazes

Exposição

  • Nome: Exposição individual “Pinturas Nômades”, de Beatriz Milhazes
  • Abertura: 25 de setembro 2025
  • Visitação: até 25 de março 2026

Local

  • Local: Instituto Casa Roberto Marinho
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Cosme Velho, nº 1105 - Rio de Janeiro

A Casa Roberto Marinho apresenta


“Pinturas Nômades”, de Beatriz Milhazes 


Exposição inédita revela a dimensão arquitetônica da obra de Milhazes com reconstituições de projetos realizados pela artista carioca em instituições e espaços públicos de quatro continentes



Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti, a mostra inclui também pinturas de grande formato exibidas na última Bienal de Veneza e uma tapeçaria inédita. Uma das salas é dedicada à produção de gravura da artista


A Casa Roberto Marinho (CRM) inaugura, em 25 de setembro de 2025, Pinturas Nômades, exposição da artista plástica carioca Beatriz Milhazes, expoente da arte contemporânea internacional. Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti, a mostra apresenta pela primeira vez no país a reprodução de projetos arquitetônicos desenvolvidos pela artista em quatro continentes — Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. A individual celebra duas décadas da atuação de Milhazes no campo das instalações pictóricas em espaços arquitetônicos e institucionais.


Produzida pela Casa Roberto Marinho, Pinturas Nômades constitui um panorama único: reúne intervenções site-specific realizadas na Ópera de Viena; na Tate Modern, em Londres; na loja Selfridges, em Manchester; no metrô de Londres; na Fundação Cartier, em Paris; no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; no Long Museum, em Xangai; e na Fundação Gulbenkian, em Lisboa; entre outras permanentes, como no projeto Art House, na Ilha de Inujima, Japão, e no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque. Esses projetos, que formam o núcleo central da mostra, são apresentados em maquetes, estudos e painéis inéditos no Brasil, permitindo ao público uma rara imersão na dimensão arquitetônica da obra de Beatriz.


De acordo com o curador, estas intervenções de Milhazes, realizadas entre 2004 e 2023, consolidam uma pesquisa visual em diálogo com superfícies arquitetônicas. Utilizando principalmente vinil colorido, pintura mural e cerâmica, a artista desenvolve composições que exploram luz, cor e transparência, estabelecendo relações entre interior e exterior, opacidade e translucidez, desenho e arquitetura.


Em projetos como Gávea (Selfridges & Co., Manchester, Inglaterra, 2004), Guanabara (Tate Modern, Londres, 2005), Peace and Love (Estação Gloucester Road, Londres, 2005) e O Esplendor I e II (Long Museum, Xangai, 2021; e Turner Contemporary, Margate, Reino Unido, 2023), Milhazes transforma fachadas, janelas e espaços de circulação em experiências sensoriais marcadas por formas orgânicas, ritmos visuais e atmosferas poéticas.


“Esses trabalhos, apresentados em instituições e espaços como hospitais, metrôs e edifícios residenciais, conjugam arte e sua relação com a questão social, de sustentabilidade, e com o contexto urbano, de forma sensível. Ao inserir elementos como mandalas, listras, elipses ou círculos em superfícies envidraçadas ou estruturas curvas, as obras introduzem novas camadas de significado aos ambientes, evocando paisagens abstratas, referências culturais e memórias visuais. Em cada intervenção, Milhazes amplia a experiência do espaço, propondo um encontro entre pintura, arquitetura e contemplação”, observa Cavalcanti.


A pintura é o tronco principal do trabalho de Beatriz e pontua poeticamente o percurso pela Casa, como no caso das obras Mocotó (2007), A Mosca, (2010/2012) e Lampião, 2013/2014. 


Beatriz tem, desde o início de sua prática, uma longa relação de observação das variadas representações da natureza e da vida cotidiana encontradas na Arquitetura, Arte Popular, Arte Indígena, Arte Decorativa e universo da Arte Aplicada e História da Arte. Desta forma, a mostra apresenta ao público carioca uma sala dedicada a seu projeto especial para a 60ª Bienal de Arte de Veneza, em 2024, desenvolvido para o Pavilhão das Artes Aplicadas, uma colaboração entre o Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres, e a Bienal.  As pinturas O céu, as estrelas e o bailado (2023) e Meia-noite, Meio-dia (2023) são exibidas com a mesa de tecidos do acervo pessoal de Milhazes, de diferentes culturas e regiões ao redor do mundo, referência para o desenvolvimento das obras. Completa este espaço a tapeçaria inédita Dance in Yellow (2020).


Uma das salas é dedicada a um conjunto de 11 gravuras. De acordo com a artista, “é a técnica que mais se aproxima plasticamente do resultado dos painéis e murais”, uma conversa entre a arte gráfica como ponto de diálogo entre as duas práticas.


A exposição contará também com apresentações de Marcia Milhazes Cia de Dança que apresentará criações recentes, concebidas em diálogo direto com o universo da mostra. A recorrente colaboração entre as irmãs Milhazes nas exposições de Beatriz, no Brasil e no exterior, é marcada por encontros que articulam composições visuais e propostas coreográficas. 


O percurso expositivo e um projeto concebido para a Casa Roberto Marinho

A escultura suspensa Mariola (2010–2015), que recebe os visitantes na primeira sala, transporta elementos recorrentes da linguagem visual de Milhazes para o tridimensional, e ganha destaque ao estabelecer diálogo com o espaço expositivo.


Ainda no térreo da Casa, o público se encontra com a instalação Corumbê, concebida especialmente para a exposição, com vinis translúcidos aplicados nas cinco janelas em arco do salão principal. A obra tece conexões afetivas e estéticas com a arquitetura da antiga residência, evocando referências a Djanira da Motta e Silva e às tradições populares de Paraty, cidade de origem materna de Milhazes.


A artista conta que, no início do processo de concepção da mostra, ao chegar na CRM para uma reunião com Cavalcanti, “o grande salão térreo estava vazio e as janelas emolduravam o magnífico jardim de Burle Marx. Fui seduzida! Imediatamente me surgiu a imagem de um desenho vitral dialogando com a natureza externa e poeticamente envolvendo o espaço interno. Algo para contemplar, conviver, refletir”, relembra Beatriz. “No desenho para as janelas em arco, quase capelas, a lembrança de Djanira se fez presente. Sua obra sempre foi uma referência para minha pintura e a Coleção Roberto Marinho tem peças masters desta artista. Minha família materna é originária de Paraty, onde a tradição de festas religiosas é uma força e passei boa parte de minha infância e adolescência. Corumbê conta uma bela história, uma história carioca.”


No mesmo espaço está instalado o painel Waving Flowers, pintura em escala real desenvolvida originalmente para a Galeria Max Hetzler, em Berlim. Trabalhada em cinco tons de cinza, a obra surpreende pela força plástica dentro de uma paleta monocromática, dialogando com o piso de losangos bicolores do salão da CRM e com os vitrais de Corumbê. Na sala seguinte, três pinturas de Djanira, pertencentes à Coleção Roberto Marinho, reforçam o elo entre duas gerações de mulheres centrais na arte brasileira.


A mostra se desenvolve em todo o piso superior, em núcleos poéticos de contemplação, revelando o papel da cor, da ornamentação e da estrutura visual na construção de uma linguagem singular. Segundo Lauro Cavalcanti, a disposição das obras “toca o sublime que a arte, por vezes, alcança”.



Os 17 projetos arquitetônicos


Gávea, 2004

Loja Selfridges & Co., Exchange Square, Manchester, Inglaterra


Guanabara, 2005

Tate Modern, Londres, Inglaterra


Peace and Love, 2005 

Estação Gloucester Road, Londres, Inglaterra


Bailinho, 2007-2008 

Pinacoteca do Estado de São Paulo


Maracolouco, 2008

MOT – Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, Japão


Casa de baile e Samabaia, 2009

Fondation Cartier, Paris, França


Jardim verde, 2011

Fundação Calouste Gulbenkian – CAM | Centro de Arte Moderna, Lisboa


Oceana norte e Oceana sul, 2013

Key Biscaine, Miami, Florida, EUA


Paquetá e Tuiutí, 2016-2018 

Presbiterian Hospital of New York


Moon love dreaming, 2016

Grace Farms New Canaan, Connecticut, EUA


Yellow flower dream, 2017-2019

Ilha de Inujima, Okinawa, Japão


Pink sunshine, 2021

Ópera do Estado de Viena, Áustria


O Esplendor I, 2021

Long Museum, Xangai, China


O Esplendor II, 2023

Turner Contemporary, Margate, Inglaterra


O coreto da praça, 2023

18ª Bienal de Arquitetura de Veneza


Waving flowers, 2025 

Casa Roberto Marinho, Rio de Janeiro

(Versão da obra realizada na Galeria Max Hetzler, em Berlim, 2023)


Corumbê, 2025 

Casa Roberto Marinho, Rio de Janeiro


Sobre a artista

Beatriz Milhazes, 1960, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É formada em Comunicação Social. Ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1980, onde estudou até 1983. Como professora de pintura e coordenadora de projetos educacionais, lecionou na mesma instituição de 1986 até 1996.


Milhazes é considerada uma das mais importantes artistas brasileiras e internacionais. Participou do Carnegie International, (1995); Bienal de Sydney (1998); Urgent Paintings, Museu de Arte Moderna de Paris (2002); Bienal de São Paulo (1998, 2004); Bienal de Shangai (2006) e Bienal de Veneza (2003, 2024).


Seu trabalho tem sido objeto de exposições individuais e retrospectivas em importantes instituições, como Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (2008); Fondation Cartier, Paris (2009); Fondation Beyeler, Basel (2011); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2012); MALBA – Museo de Arte Latinoamericano, Buenos Aires (2012); Paço Imperial, Rio de Janeiro (2013), PAMM - Pérez Art Museum, Miami (2014/2015), MASP, São Paulo (2020), Long Museum, Shanghai (2021), Turner Contemporary, Margate, UK (2023), Tate St Ives, St Ives, UK (2024) e Solomon R. Guggenheim Museum, New York (2025).


Suas obras integram coleções de importantes museus e instituições, como Metropolitan Museum of Art, New York; MoMA – The Museum of Modern Art, New York; Solomon R. Guggenheim Museum, New York; San Francisco; MNBA – Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo; Museum of Contemporary Art, Tokyo; 21st Century Museum of Contemporary Art, Kanazawa; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri; Fondation Beyeler, Basel; Centre Georges Pompidou, Paris; Tate Modern, Londres.


É representada pelas galerias de arte Fortes D’Aloia e Gabriel (FDAG), São Paulo; Max Hetzler Gallery, Berlin; White Cube, Londres e Pace Gallery, New York, onde tem desenvolvido diversas exposições individuais.


Sobre a Casa Roberto Marinho

A Casa Roberto Marinho foi aberta ao público como instituto cultural sem fins lucrativos em 28 de abril de 2018, no Cosme Velho, Zona Sul do Rio de Janeiro. A instituição foi integralmente criada com recursos próprios da família, de forma independente, sem qualquer incentivo ou uso de lei de isenção fiscal. Concebida para promover o conhecimento através da arte e da educação, tornou-se um centro ativo de referência em arte brasileira, sob a direção do arquiteto, antropólogo e curador Lauro Cavalcanti.


O acervo reunido ao longo de seis décadas pelo jornalista Roberto Marinho (1904-2003) é especializado em modernismo brasileiro dos anos 1930 e 1940, e abstração informal da década de 1950. O belo conjunto de cerca de 1.400 peças cadastradas – entre pinturas, esculturas, gravuras, objetos e desenhos – também recebeu trabalhos de estrangeiros, como Marc Chagall (1887-1985) e Salvador Dali (1904-1989). 


Com mais de 1.200m² de área expositiva, o projeto conta com sala de cinema, além de cafeteria e livraria especializada em publicações de arte. O jardim, originalmente projetado por Burle Marx com espécies da flora tropical, é um prolongamento da Floresta da Tijuca.



SERVIÇO


Pinturas Nômades, de Beatriz Milhazes

Curadoria: Lauro Cavalcanti


Abertura: 25 de setembro de 2025, quinta-feira, às 18h30

Encerramento: março de 2026


Instituto Casa Roberto Marinho

Rua Cosme Velho, nº 1105 - Rio de Janeiro | RJ

Tel: (21) 3298-9449


Visitação: terça a domingo, das 12h às 18h

(Aos sábados, domingos e feriados, a Casa Roberto Marinho abre a área verde e a cafeteria a partir das 9h.)


Ingressos à venda exclusivamente na bilheteria: 

R$ 10 (inteira) / R$ 5 (meia entrada)

Às quartas-feiras, a entrada é franca para todos os públicos.

Aos domingos, “ingresso família” a R$10 para grupos de quatro pessoas.


A Casa Roberto Marinho respeita todas as gratuidades previstas por lei e é acessível a pessoas com deficiência física.


Estacionamento gratuito para visitantes, em frente ao local, com capacidade para 30 carros.


Informações para a imprensa:

Mônica Villela Companhia de Imprensa

Contatos: (21) 97339-9898 | monica@monicavillela.com.br 


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